WRC, Rali do Ártico/Finlândia: Tanak vence, Rovanpera lidera campeonato
Depois de terem abandonado no Rali de Monte Carlo, Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai i20 Coupe WRC) reagiram bem no Rali do Ártico/Finlândia, que venceram com grande tranquilidade. Chegaram a ser apontados como favoritos, mas Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota Yaris WRC) tiveram pela frente um Tanak intransponível. Ainda assim, o jovem finlandês, assegurou o seu melhor resultado de sempre no WRC, o segundo lugar, venceu a PowerStage, e com este resultado é o novo líder do campeonato. Notável, quando se tem apenas 20 anos…

Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 Coupe WRC) deram grande luta, e ficaram perto de oferecer uma dobradinha à Hyundai. Depois de ter trocado à última da hora de navegador, devido a ‘desavenças’ financeiras, o belga tem vindo a melhorar consistentemente a ligação ao seu novo navegador, e realizou na Finlândia uma prova muito boa, deixando a certeza que se vai novamente ter que contar com ele para a luta pelo título.
Craig Breen/Paul Nagle (Hyundai i20 Coupe WRC) começaram bem o rali, mantiveram o segundo lugar até ao arranque do segundo dia, mas depois não foram capazes de suster Rovanpera e Neuville. A frustração do irlandês era evidente conforme o rali avançava, mas a verdade é que a este nível a verdade é como o azeite em água, vem sempre ao cimo. Breen esteve bem, mas os seus mais diretos adversários foram mais fortes, tão simples quanto isso.
Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota Yaris WRC) ainda tentou chegar ao quarto lugar de Breen, mas o tempo que perdeu no primeiro dia, 32.0s, foi decisivo. Andou num jogo de gato e do rato com o piloto da Hyundai, ora recuperava um, ora se afastava novamente o outro, mas Breen conseguiu sustê-lo in-extremis, gahando-lhe memso 5.3s na PowerStage. Bom final de rali para o irlandês.
Rookie quase brilhante
Poucos imaginavam que na sua estreia com um World Rally Car, Oliver Solberg/Seb Marshall (Hyundai i20 Coupe WRC) conseguiria fazer jogo igual com meio plantel dos RC1. Andrea Adamo, seu chefe de equipa, confessou que não imaginava, mas a verdade é que o jovem sueco surpreendeu tudo e todos com uma prestação com um erro aqui e ali, até perder os ‘óculos especiais’, mas a todos os níveis brilhante, face ao contexto. Rápido, espetacular, desinibido, a fazer recordar muito o pai, Petter Solberg, que deve estar para lá de orgulhoso. Uma prestação que promete, e que ‘obriga’ os responsáveis da Hyundai a colocarem-lhe rapidamente um Rally1 nas mãos. Terminou o rali no sétimo lugar, perdendo o sexto nas últimas curvas por 1.2s depois de fazer um pião após bater num banco de neve.
Mais uma boa prova de Takamoto Katsuta/Dan Barritt (Toyota Yaris WRC), sextos classificados. Esta é bem capaz de ser uma prova agridoce para o simpático jovem japonês, já que fez quase tudo bem, teve as dificuldades que já se esperavam face à sua inexperiência nestas condições de piso, mas a verdade é que ficou claro que dificilmente será um piloto de topo.
Basta olhar para o que fez um predestinado na sua estreia com um WRC, e o que o japonês anda há que tempos a tentar fazer. Está a fazer-se um bom piloto, talvez venha a ser o melhor japonês de sempre, mas o ‘creme de la creme’ não é para si. Repetiu a sua melhor posição de sempre no WRC e desse ponto de vista não se podia pedir mais.
M-Sport novamente apagada
Quanto aos pilotos da M-Sport, o esperado. Se não lhes tivesse sucedido o que aconteceu no Rali de Monte Carlo, quando saíram de estrada logo no primeiro troço, quando estavam a fazer o melhor tempo nos parciais, talvez Teemu Suninen/Jarmo Lehtinen (Ford Fiesta WRC) tivessem confiança e ‘permissão’ para fazer bem melhor nesta prova. Não nos podemos esquecer que este piloto tem como melhor resultado no WRC um pódio, dois para ser mais preciso, o primeiro em Portugal 2018, o segundo no México o ano passado. Portanto, Suninen tem capacidade, mas sendo rápido, não é consistente.
Aqui e ali, brilha, na maioria das vezes é apenas mediano. Na Finlândia tinha mesmo que terminar a prova. A verdade é que os seus resultados na neve nunca foram brilhantes e provou-o mais uma vez.
Terminou em oitavo. Quando na sua terra não consegue bater Takamoto Katsuta, está tudo dito.
Quanto a Gus Greensmith/Elliott Edmondson (Ford Fiesta WRC), em condições normais nunca estaria no WRC. É uma pena que nos poucos lugares disponíveis que existem no WRC não estejam os melhores pilotos. Mais um rali frustrante de um piloto que não consegue passar da cepa torta. Talvez no WRC2 conseguisse alguma coisa, mas no WRC teve muitos poucos ‘fogachos’. Diz-se que tem uma memória fenomenal para decorar os troços, mas isso não lhe tem servido de muito: “em termos gerais, a minha condução estava a melhorar a pouco e pouco. Algumas coisas melhoraram, mas ainda há muito para trabalhar”, disse.
O um bom exemplo de alguém que devia estar no lugar dele é o vencedor do WRC2. Esapekka Lappi/Janne Ferm (Volkswagen Polo GTI R5) triunfaram no WRC2 com grande facilidade, nunca dando hipóteses a Andreas Mikkelsen de cumprir o que prometeu no início do ano: dominar o WRC2 e vencer as provas todas.
Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Toyota Yaris WRC) desde cedo percebeu que não ia longe nesta prova, pois ao abrir a estrada no primeiro dia, ao cabo de dois troços já estava a quase um minuto da frente, no nono lugar, atrás de Solberg e Takamoto. No segundo dia, já tinha recuperado até ao sexto lugar, o máximo que em condições normais poderia almejar, mas uma saída de estrada a uma curva do sétimo troço, tramou-o, perdendo mais de 20 minutos para tirar o carro do buraco. Portanto, teve culpas no cartório em não sair com um pouco mais da Finlândia: “não podia fazer melhor, ser primeiro na estrada não dá para mais. É como é”.
Perdeu a liderança do campeonato, segue-se um rali de asfalto, mas quando chegar à fase de terra, se tiver uma boa ordem na estrada, outro galo cantará. E provavelmente será o de Barcelos, pois a primeira prova de terra é precisamente o Rali de Portugal…
Pierre Louis Loubet teve mais um fim de semana difícil, no seu Hyundai i20 WRC. Alternou boas prestações – fez por exemplo um sexto lugar logo no troço de abertura da prova – , mas depois teve alguns azares. Um furo na PE2 atrasou-o na classificação, regressou com um oito e 10º lugares em troços, mas depois bateu num banco de neve, e o motor bloqueou, entrando em modo segurança. Para terminar o rali, um pião na última curva.
Janne Tuohino, veterano piloto local que se estreou com um WRC desta geração, esperava terminar nos pontos, aproveitando o bom conhecimento da zona e dos troços, mas terá menosprezado o que são hoje em dia estes WRC, e o melhor que conseguiu foi um 10º lugar na PE8. Desistiu por razões médicas.
Quanto a Lorenzo Bertelli, regressou ao WRC depois duma longa ausência. É outro caso de falta de ritmo. Depois de um 16º e 18º lugares atrás de vários R5 nos dois primeiros troços, despistou-se e ficou preso logo no arranque do segundo dia, falhando o resto dos troços. Regressou no último dia, para não dar a viagem como perdida.
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28 Fevereiro, 2021 at 12:56
Vamos ver o que faz a Toyota daqui para a frente…