WRC, Rali de Portugal/PEC17: Ogier ‘dá’ Ippon, Knockout, Match Point e Checkmate… tudo ao mesmo tempo
Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) dominou Amarante 2 e deu um golpe muito forte no Rally de Portugal: venceu a especial com 11,2 segundos de vantagem sobre Martins Sesks (Ford Puma Rally1), alargou para 16,0 segundos a diferença para Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) na geral e ganhou margem num dos troços mais duros do dia. Obviamente que o rali não está decidido, porque ralis só se decidem nas verificações técnicas e às vezes para lá delas, mas em condições normais, se nada de muito estranho se passar, Ogier vai vencer pela oitava vez o Rali de Portugal.
A classificativa ficou marcada por um piso quase intransitável em vários pontos, pelos problemas de Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1), que precisou da ajuda do público para regressar à estrada, e pela saída de Yohan Rossel aos 9,8 quilómetros, sem consequências físicas para a equipa.
Amarante 2 começou com a sensação clara de que podia decidir muito e a chuva, longe de aliviar, foi agravando as condições. O piso tornou-se extremamente escorregadio e Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) foi um dos primeiros a sentir isso, com uma breve paragem aos 6,1 quilómetros depois de um pião que lhe custou cerca de nove segundos.
A especial estava montada como um exercício puro de risco contra recompensa, e a chuva continuava a cair com mais intensidade. Pouco depois, o Ford Puma Rally1 voltou a ficar parado, desta vez aos 19,5 quilómetros.
Ainda assim, Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) conseguiu retomar a marcha com a ajuda dos espectadores e acabou por chegar ao fim em 21:26,7, 2m55s mais lento do que a referência, depois de admitir que em dois momentos foi apenas passageiro num troço “louco”.
Martins Sesks (Ford Puma Rally1) foi o primeiro a sair ileso do que era já uma verdadeira pista de lama e fixou o primeiro grande tempo de referência em 18:31,3. O letão explicou que foi extremamente cauteloso, mas mesmo assim esteve perto de ser apanhado em vários pontos de travagem.
Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1) surgiu depois muito longe, com 19:04,2, a 32,9 segundos, resumindo bem o problema do troço: em algumas curvas havia aderência, noutras não havia rigorosamente nada, e a evolução da estrada podia até beneficiar quem viesse mais atrás. Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) melhorou para 18:35,4, ficando a 3,2 segundos de Martins Sesks (Ford Puma Rally1) e admitindo que, afinal, a especial estava menos má do que parecia à partida e até a melhorar com a passagem dos carros.
Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) nunca encontrou confiança e afundou-se no tempo: 18:55,3, a 24,0 segundos de Martins Sesks (Ford Puma Rally1), depois de um final em que perdeu muito terreno e confessou não ter qualquer sensação com o carro. Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) também teve uma passagem desastrosa. Parou brevemente aos 17,9 quilómetros, perdeu cerca de sete segundos e completou em 18:50,8, 19,5 segundos mais lento do que Martins Sesks (Ford Puma Rally1), depois de sair de frente numa curva longa a apertar em travagem. Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), ainda sem pneu sobressalente e preocupado com a possibilidade de novo furo, fez 18:32,0, apenas 0,7 segundos acima do letão, e pelo menos recuperou a quarta posição da geral por troca com Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1).
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) ficou em 18:35,6, a 4,3 segundos da referência, sempre muito de lado e no limite numa especial onde, como explicou, sentia que podia perder um minuto a qualquer instante. Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) foi mais eficaz: marcou 18:32,2, terceiro tempo, e aumentou a margem sobre Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) na luta pelo segundo lugar.
Mas o momento decisivo ainda estava por chegar. Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) apareceu no fim com uma exibição limpa no caos, bateu Martins Sesks (Ford Puma Rally1) por 11,2 segundos e transformou a especial num ponto de viragem. Não descreveu a condução como brilhante, apenas como sobrevivência. E foi precisamente isso que lhe deu o controlo reforçado do rali antes das derradeiras especiais do dia.
FOTO @World

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