WRC, Rali das Canárias: tudo o que há para saber
Takamoto Katsuta parte para o Rally Islas Canárias na liderança do Mundial de Ralis, depois de somar duas vitórias consecutivas e de beneficiar do desfecho dramático da Croácia, onde Thierry Neuville perdeu um triunfo praticamente certo na derradeira especial. A prova espanhola, quinta ronda do WRC e 50ª edição do rali, disputa-se entre 23 e 26 de abril em asfalto, com 18 especiais e mais de 322 quilómetros cronometrados nas estradas de Gran Canaria.
Katsuta entra na história
A Toyota chega às Canárias num momento de força desportiva e estatística, com Katsuta a assumir pela primeira vez a liderança do campeonato, algo inédito para um piloto japonês no WRC. Depois dos triunfos no Rali Safari e na Croácia, o piloto nipónico soma 81 pontos, mais sete do que Elfyn Evans, enquanto Oliver Solberg segue em terceiro, a 13 pontos da liderança.
“Não é assim que queríamos ganhar”, admitiu Katsuta após a Croácia, numa reação marcada pela satisfação resultante dos pontos conquistados pela equipa e por solidariedade para com Neuville, afastado da vitória no último momento. A vitória, ainda assim, reforçou o peso competitivo do piloto da Toyota numa fase em que o campeonato começa a ganhar desenho.
Croácia deixou marcas
O momento decisivo da ronda anterior continua a projetar-se sobre esta prova. Neuville entrou na última especial da Croácia com 1m15,4s de vantagem, mas perdeu o controlo do Hyundai, bateu numa barreira de betão e ficou sem hipótese de confirmar um triunfo que poria fim ao arranque imaculado da Toyota em 2026.
A falha prolongou também o jejum do belga em provas de asfalto, num contexto em que a Hyundai procura transformar sinais de progresso em resultados efetivos. O construtor sul-coreano entra nesta quinta ronda ainda sob pressão, já que a Toyota detém uma vantagem de 65 pontos no campeonato de construtores após as primeiras quatro provas da época.
Toyota alarga armas
A formação japonesa apresenta um alinhamento particularmente forte na Gran Canaria, com Elfyn Evans, Oliver Solberg, Takamoto Katsuta, Sami Pajari e o regresso de Sébastien Ogier. Ogier, campeão em título, volta ao programa parcial da temporada e acrescenta experiência a uma estrutura que já domina a classificação de pilotos com quatro nomes nos sete primeiros lugares.
Pajari surge como outro dos nomes em destaque. Segundo na Croácia, o finlandês consolidou-se como candidato regular aos lugares cimeiros e chega às Canárias depois de três pódios consecutivos na temporada, reforçando a profundidade competitiva da Toyota. Solberg, por seu lado, procura responder após a saída de estrada na Croácia, mas deixou indicações fortes ao assinar os melhores tempos de todas as especiais de Super Domingo nessa prova.
Evans tenta recuperar terreno
Elfyn Evans continua a ser uma peça central na luta pelo título, apesar de ter visto a sua consistência abalada nas últimas provas. O galês, segundo do campeonato com 74 pontos, procura reencontrar estabilidade num rali exigente, em que as mudanças de aderência e as diferenças meteorológicas entre as vertentes da ilha podem voltar a ser determinantes.
Hyundai aposta também em Sordo
Do lado da Hyundai, o principal destaque vai para o regresso de Dani Sordo aos Rally1, acompanhado por Cândido Carrera, numa participação de forte carga simbólica por se tratar de uma prova especialmente próxima do piloto espanhol. A equipa completa o trio com Thierry Neuville e Adrien Fourmaux, procurando capitalizar o conhecimento de Sordo num rali de asfalto puro e elevado compromisso técnico.
Sordo regressa numa edição que assinala o 50º aniversário do Rally Islas Canárias, depois da Hyundai ter definido um plano alargado de cinco pilotos para 2026. A sua presença pode revelar-se importante não só no plano pontual, mas também na recolha de referências para um i20 N Rally1 que ainda não conseguiu transformar velocidade em vitórias nesta fase da temporada.
M-Sport procura afirmação
A M-Sport Ford apresenta Josh McErlean e Jon Armstrong num rali onde ambos procuram afirmação. Armstrong chega encorajado pelas indicações dadas na Croácia, onde conseguiu discutir tempos em especiais de asfalto com nomes da frente, e aponta agora a um resultado mais sólido nas Canárias.
McErlean, por seu lado, continua à procura de maior regularidade no escalão principal, depois de uma campanha marcada por contratempos e dificuldades em provas de superfície de asfalto. Num pelotão Rally1 com 10 carros, cada resultado ganha peso acrescido num campeonato que entra agora numa fase de concentração competitiva.

Um rali exigente e muito específico
A prova de Gran Canaria estreou-se no WRC em 2025 e regressa agora como uma das mais puras referências de asfalto do calendário. O percurso de 2026 inclui 18 especiais e 322,21 quilómetros cronometrados, com arranque na quinta-feira e uma combinação de troços rápidos, secções de montanha e duas super-especiais em ambiente urbano e de estádio.
O traçado inclui, entre outros pontos-chave, a especial de Moya-Gáldar, com 28,90 quilómetros, a mais longa do rali, além das passagens por Maspalomas e Arucas-Firgas-Teror. A organização sublinha o caráter técnico da prova, em que o elevado nível de aderência convive com sucessões de ganchos, precisão extrema nas notas e visibilidade por vezes limitada nas zonas de montanha.
Lista de inscritos reforça expectativa
A entrada oficial confirma um lote de luxo para esta 50ª edição, com 10 carros Rally1 e a presença de praticamente todos os protagonistas da fase inicial do campeonato. Num fim de semana em que Katsuta tenta prolongar o melhor momento da carreira, a prova surge também como teste à capacidade de reação de Hyundai, Evans e Neuville, num Mundial que chega às Canárias mais aberto do que o domínio pontual da Toyota poderia sugerir.

FOTO ewrc-results
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI




