WRC/Rali da Estónia: não parece, mas é ‘apenas’ a 2ª vitória do ano para Kalle Rovanpera

Por a 23 Julho 2023 12:10

A Toyota e Kalle Rovanperä somam e seguem, com mais um triunfo, o sexto do ano em oito provas, e o segundo do finlandês que se destaca ainda mais no campeonato. Thierry Neuville bem tentou no segundo dia, mas o jovem finlandês não lhe deu a mais pequena hipótese e no derradeiro lugar do pódio ficou Esapekka Lappi, que manteve Elfyn Evans à distância, não lhe permitindo recuperar. Depois do menos bom resultado no Quénia, novo duplo pódio para a Hyundai.

Foi um bom rali, excelente troços, algumas queixas dos pilotos face ao excesso de salto ‘manufaturados’, com intervenção humana e não naturais, que complicaram em algumas situações devido ao seu número excessivo e em alguns casos, mais perigosos.

De resto, a Toyota mantém o seu claro domínio em termos de performance, a fiabilidade já é menos um problema para os Hyundai, que não conseguem, no entanto, andar ao nível dos Toyota e por fim a Ford, com Ott Tanak a ‘perder’ o rali mesmo antes deste começar com um motor partido no shakedown e os respetivos cinco minutos de penalização.

Ott Tanak venceu vários troços na sexta-feira, deixando ideia que poderia lutar pelo triunfo de uma melhor forma que Neuville, mas nada havia a fazer e depois de Tanak mostrar na 6ª feira o que poderia andar, nos dois dias seguintes limitou-se a rolar.

Kalle Rovanperä /Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1) tiveram um primeiro dia mais complicado, pois foi incumbido de varrer estradas de terra soltas durante a etapa matinal, mas produziu tempos consistentes regressando à assistência a meio do dia no segundo lugar da geral, a apenas 6,8 segundos da liderança. Depois, teve um início de tarde arrebatador, imprimindo o ritmo nas repetições das especiais de Peipsiääre e Mustvee, conquistando a liderança, depois de aproveitar a chegada da chuva, que acabou com a desvantagem de abrir a estrada: “Foi um grande desafio abrir a estrada, pois estava muito mais solta do que eu estava à espera. Fizemos um bom trabalho, esforçámos-nos muito sem cometer erros e não havia muito mais que pudéssemos fazer. De tarde foi melhor, uma vez que conseguimos pelo menos ter níveis de aderência semelhantes aos dos outros pilotos”, disse.

No segundo dia, Rovanperä teve um desafio diferente e venceu todos os troços do dia, aumentando a sua vantagem no rali para 34,9 segundos: “Foi um dia espetacular. Não é muito frequente ganhar todos os troços num só dia. Gostei muito dos troços e correu bem, a sensação no carro foi ótima”, disse Rovanpera que confirmou o triunfo

Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1) bem tentaram inicialmente, mas depressa perceberam que seria muito difícil, ainda mais depois do furo que sofreram. Assumiram a liderança na manhã de 6ª feira, mas terminaram o dia em segundo lugar:”gostaríamos de ter mantido a nossa primeira posição, mas esperávamos que Kalle Rovanperä fosse muito rápido de tarde. Continuei a tentar, mas em algumas zonas estava a perder um pouco aqui e ali. Podemos ter perdido a posição, mas no final do dia estamos apenas três segundos atrás”

No segundo dia, o furo num dos troços da manhã, acabou com as esperanças. Na PE12, um furo lento na frente direita, e a desvantagem aumentou para 20 segundos: “Não cometemos erros e não tivemos momentos, mas tivemos azar com um furo, o que nos custou alguns segundos. O nosso carro está a dar-nos o que precisamos para sermos rápidos mas falta-nos claramente algo que nos aproxime do Kalle.”

Bom resultado de Esapekka Lappi/Janne Ferm (Hyundai i20 N Rally1), quarto pódio do ano. Continua a mostrar que já não lhe falta tudo para passar a ser o ponta de lança da Hyundai, e na próxima prova tem uma boa oportunidade para isso.

Lappi e Ferm começaram a sexta-feira em primeiro lugar, começaram por andar bem mas a falha do sistema híbrido tramou-os.

Caíram para o quarto lugar ao meio-dia, mas subiram de novo para o terceiro lugar: “tivemos um dia muito consistente desde a primeira até à última especial, mas de manhã tivemos um problema com o sistema híbrido, que mais tarde descobrimos ter sido causado por mim, mas fazer uma volta inteira sem o boost foi definitivamente uma desvantagem. Tentei esforçar-me ao máximo para minimizar a perda de tempo antes de repormos o sistema em funcionamento. Foi um dia muito divertido, o carro estava muito bem”, disse.

No segundo dia, estiveram envolvidos numa boa batalha pelo terceiro lugar até que um sprint no final do dia aumentou a diferença para mais de sete segundos: “Penso que esta é a primeira vez na minha carreira em que tive este tipo de luta pela posição ao longo de dois dias. Lutámos para aumentar a diferença, houve altos e baixos com o Elfyn, mas foi uma boa batalha”, disse.

Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) terminaram em quarto, num ano em que só brilharam na Croácia, onde venceram, de resto têm andado entre o terceiro e o quinto posto. Aqui foram quartos, não conseguindo roubar a posição a Lappi.

“Foi uma batalha muito renhida com o Esapekka: houve muitas idas e vindas entre nós durante os dias e ambos gostámos da luta.

Não tive as melhores sensações com o carro. Estava a lutar um pouco com o equilíbrio e não foi tão fácil como gostaria. Ainda fui tentando fazer algumas melhorias na afinação na assistência, as coisas ficaram um pouco melhores”, disse Evans, que não conseguiu novo pódio.

Teemu Suninen Mikko Markula (Hyundai i20 N Rally1) estreou-se nos Rally1 com um quinto lugar, e deixou boa impressão. Não cometeu erros, nunca quis dar passos maiores que a perna, preferiu deixar que o andamento surgisse naturalmente ao invés de forçar, e terminou na posição que se antevia, e agora está mais bem preparado para fazer ainda melhor na Finlândia, sendo essa a ideia da Hyundai. Demonstraram grande consistência contra concorrentes bem mais experientes nestes carros.

Na 6ª feira: “a sensação foi fantástica, gostei muito e concentrei-me em aprender o carro o mais rapidamente possível. Penso que mostrámos um bom ritmo. Eu sabia que era impossível conduzir de forma conservadora aqui, porque depois não se está em lado nenhum, mas tentei evitar riscos maiores e fui cuidadoso nos locais de alta velocidade. Penso que ainda há mais para fazer espero poder dar alguns pequenos passos em frente”, disse, o que fez no dia seguinte “passo a passo, fomos capazes de melhorar e aumentar o nosso ritmo. Agradeço ao Dani (sordo) ele tem sido como um irmão mais velho para mim, ajudando-me nos meus primeiros passos com o Hyundai i20 N Rally1 Hybrid. Ainda preciso de um pouco mais de ritmo para manter ser mais consistente. Não tivemos um único momento, o que pode significar que há margem para sermos mais rápidos, mas, para ser honesto, preciso dos quilómetros.”

Pierre-Louis Loubet/Nicolas Gilsoul (Ford Puma Rally1) igualaram o seu melhor resultado ano ano, o 6º lugar na Suécia, e quando se vai buscar o resultado em luta direta com o seu maior adversário, ainda melhor. Foi o que sucedeu, Loubet, depois da penalização de Ott Tanak, tudo fez para não colocar em risco o resultado para a Ford, o que fez de forma muito positiva, andando o suficiente para não arriscar problemas, mas ainda assim lutar por algo melhor, o que fez no último torço ao recuperar a posição perdida no troço anterior para Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1).

O japonês tinha que assegurar pontos, de modo a libertar os seus colegas para atacar o que fosse preciso, conseguiu-o, mas fez uma prova abaixo do que já mostrou conseguir fazer. Foi quinto o ano passado nesta prova, desta vez, sétimo, mas recuperou um minuto para o vencedor, o ano passado ficou a quatro minutos, desta feita, a três. Portanto, não fez uma grnade prova, ams também não esteve mal: “Fomos mudando algumas coisas no carro e demos um bom passo em frente com a afinação, pois estava a lutar um pouco com a aderência. Tivemos alguns problemas, com o carro, com o intercomunicador. A equipa fez um bom trabalho para melhorar bastante o carro, mas continuava a ter dificuldades. As secções de alta velocidade são boas para mim, mas quando são muito técnicas ou quando estão esburacadas e o risco é cada vez maior, ainda hesito demasiado”.

Ott Tänak/Martin Järveoja (Ford Puma Rally1) foram os grandes azarados do rali. Uma penalização de cinco minutos acabou com as esperanças de vitória de Tänak antes mesmo do início do rali. Com uma impressionante recuperação, o piloto conquistou provisoriamente o oitavo lugar da geral: “O défice de desempenho é bastante grande. Esforcei-me bastante e fiz uma etapa mais ou menos perfeita, por isso vamos ver se a Finlândia for como ontem e hoje, então não sei, mas vou tentar na mesma.”

no 1º dia Ott Tänak marcou o ritmo no troço de abertura de quinta-feira mas foi dormir com muito poucos motivos para sorrir. Problemas técnicos no shakedown não deram à equipa britânica outra opção senão substituir o motor do Puma de Tänak, uma infração punível quando efetuada entre as verificações técnicas e o primeiro controlo horário: “Diria que quanto mais tento passar por este dia, mais me dói”, disse Tänak. “As nossas hipóteses de vencer o campeonato eram bastante reduzidas, tendo em conta o nosso desempenho este ano, mas estávamos a trabalhar arduamente para estas duas provas seguintes. Isto foi um verdadeiro pontapé nos tomates.”

No dia seguinte, o homem do Ford Puma Rally1 liderou a tabela de tempos em três troços, e mostrou que teria liderado o rali em ritmo absoluto. Agora, venha a Finlândia. Já é azar a mais…

Andreas Mikkelsen/Torstein Eriksen (Škoda Fabia RS Rally2) 9.7s na frente de Sami Pajari/Enni Mälkönen (Škoda Fabia RS Rally2), mas disso e do resto falaremos em artigo à parte.

Dentro de duas semanas, o Rali da Finlândia.

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