O co-piloto de Thierry Neuville, Nicolas Gilsoul, relatou esta semana os acontecimentos que levaram ao grande acidente da dupla no Rali do Chile: “Antes de tudo, quero saudar e agradecer a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, mostraram o seu apoio após o nosso espetacular acidente na PE8, no sábado de manhã. Apesar da violência do choque não ficámos feridos, embora vários dias de descanso tenham sido necessários para permitir que o corpo recupere da força centrífuga que experimentámos durante essa série de capotanços”.
“Em casos como este, treino físico assume todo o seu significado. A segurança dentro do cockpit de um carro de rali evoluiu enormemente.
Sem a condição física, a célula de sobrevivência da Hyundai, que desempenhou perfeitamente o seu papel, a bacquet, o capacete ou as correias do sistema HANS, as consequências poderiam ter sido bastante desagradáveis. Saímos dos destroços do carro e ficámos bastante chocados, mas estávamos na vertical, ilesos”.
“A nossa saída de estrada foi o resultado de uma curva que julgámos mal, errámos cerca de vinte centímetros, no máximo. Durante os reconhecimentos houve muito nevoeiro, o que somado às dificuldades de entender um percurso exigente, o Chile tem um grande número de curvas em que é preciso meter o carro sem ver a saída.
Na sexta-feira os troços foram-se tornando cada vez mais estreitos e lentos, o que serviu melhor ao Toyota, enquanto que no sábado estes passaram a ser mais amplos e mais rápidos, e o Hyundai teve um bom desempenho, confirmado depois do nosso abandono por vários melhores tempos do Sébastien Loeb.
No primeiro troço de sábado, tínhamos de facto conseguido um melhor tempo, o que disse muito sobre o nosso nível de desempenho quando já não éramos os primeiros na estrada”, disse Nicolas Gilsoul.
Martin Holmes






















