WRC muda para combustível 100% sustentável em 2022

Por a 5 Maio 2021 19:49

O WRC vai mudar para combustível 100% sustentável a partir de 2022. Ao mesmo tempo que os novos Rally1 vão ter uma “unidade motriz” nova, híbrida, será introduzido também o novo combustível. O Conselho Mundial da FIA aprovou a P1 Racing Fuels como fornecedor exclusivo para a competição, num acordo até 2024. O combustível será à base de hidrocarbonetos não fósseis, com uma mistura de componentes sintéticos e biocombustíveis.

Será o primeiro do seu género a ser utilizado numa competição mundial FIA.

O objetivo de selecionar um fornecedor de combustível sustentável é permitir à FIA e ao Promotor do WRC complementar a introdução de tecnologia híbrida para os novos Rally1, com um combustível que utiliza materiais de fonte sustentável, assegurando dessa forma uma redução acentuada nas emissões de CO2, mantendo, no entanto as mesmas características de desempenho, e o preço mais próximo possível do combustível atual.

A P1 Racing Fuels foi escolhida porque apresentou uma percentagem de elementos sustentáveis em conformidade com as normas da FIA no combustível proposto, uma boa compatibilidade “drop-in” do combustível, com as especificações técnicas existentes no WRC, e um custo por litro para os concorrentes mais apelativo. Para Martin Popilka, CEO da P1 Racing Fuels: “O desporto automóvel há muito que é uma ‘arena’ onde nascem inovações que moldam o futuro da mobilidade. É por isso que a P1 Fuels se orgulha especialmente de trazer o primeiro combustível totalmente renovável para o WRC.

A nossa formulação é produto de quatro anos de investigação e inovação, representando uma estreia no mundo da tecnologia das corridas, mas também, um passo importante para motores neutros em carbono como parte do futuro da mobilidade sustentável.

Fornecer um combustível inovador, sustentável e económico disponível à escala é não só excitante para o mundo do desporto automóvel, mas também para o mundo do automobilismo, um sinal promissor de que o futuro dos automóveis de produção neutra em carbono é agora um passo mais próximo da realidade”.

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5 comentários

  1. manuel-jgswissoptigmail-com

    6 Maio, 2021 at 9:33

    Mais uma coisa para encarecer o desporto automóvel. Estas políticas da treta estão a acabar com as corridas.

    • manuel-jgswissoptigmail-com

      6 Maio, 2021 at 11:34

      Esses dislikes só podem ser de quem nunca sentou o rabo num carro de competição. Acham mesmo que combustíveis “sintéticos” sao menos poluentes que o petróleo que é carbono sim, mas algo vindo da natureza. Sabem quanto custa o litro de combustível sintético? Não, pois ai tá o problema. Vamos passar dentro de poucos anos apenas corridas dos construtores e os privados nem o hipóteses vão ter. Essa é a realidade e desporto automóvel não é só F1

  2. Gonçalo Campos

    6 Maio, 2021 at 10:07

    Mas porquê caramba estão a matar o desporto automóvel e nós fãs estamos a deixá-los fazer o que querem

  3. Br09101701

    6 Maio, 2021 at 10:37

    Todas as alternativas aos carros elétricos são bem vidas

  4. João Pereira

    6 Maio, 2021 at 22:00

    Estando a entrar nos 60 dentro de 4 meses (911, como eu adoro este número), o que mais me indigna não são os combustíveis sintéticos, que todos queremos ver desenvolvidos, de forma a podermos usar futuramente nos nossos clássicos (aquilo que eu chamo carros a sério), e torná-los mais baratos de forma a podermos utilizá-los sem ser própriamente um luxo inacessível. Até suporto o sistema hybrido, que me parece muito penalizador devido ao acréscimo de peso, que de forma alguma será compensado pelo acréscimo de potência que pode ser usado apenas por alguns segundos de cada vez. Afinal, parece que vamos continuar a ter carros barulhentos e mal cheirosos, ou o combustivel sintético vai ser aromatizado com lavanda, pinho e ar marítimo? Sinceramente se me derem a escolher, até prefiro estrume de cavalo, coisa de que ainda me lembro da minha juventude.
    Na verdade o que me irrita e faz perder o interesse pelos ralis já há uma vintena de anos, é a perda de identidade dos carros, longe vão os tempos em que ouvia-mos o carro a dois km de distância, e pelo barulho dizia-mos se era um Subaru com o seu Boxer, ou um Lancer, ou mesmo um Delta mais metálico. Querem que vos fale dos tempos em que se ouvia um V6 Ferrari do Strato’s, o Boxer6 de um 911, um V8 5.0 automático de um Mercedes, um V8 de um Triumph, o 4 cil do 131 ou o do Escort mais estridente, deixando pelo meio os pequenos 4 cilindros dos GrB, uns turbo, outros sem turbo, juntos com os V6 dos Metro, ou os inconfundíveis 5 cil turbo dos Audi, 4WD, 2WD, carros todos bem diferentes, em vez destas coisas que parecem um bolo de aniversário em que apenas a cobertura é diferente.
    Eu sou do tempo em que 2 Renault 5 Alpine de 130 cavalos só não ganharam o Monte Carlo, porque no último dia um 911 privado teve o piso seco para por os cavalos no chão, o piloto do 911 faltou na Suécia, venceu o Safari num 504 V6 usine (se não me engano o navegador era Monsieur Todt), e alugou um RS1800 ao David Sutton para Portugal, que terminou em 3º e no final do 4º rally estava á frente do mundial, tendo faltado a uma prova, e tendo usado 3 carros diferentes nas outras 3 provas.
    Que diabo, querem que vos diga em que é que a FIA anda a falhar?

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