O Mundial de Ralis de 2022 traz grandes mudanças e a maior delas, é que termina uma era, a dos World Rally Car, que como se sabe, nasceram em 1997. Um quarto de século depois, o WRC entre na sua era híbrida, curiosamente, num dos momentos mais difíceis para a modalidade em muito tempo. Apenas três equipas oficiais vão fazer a transição para 2022. Quanto aos novos carros, desaparece a sigla World Rally Car e nascem os Rally1: Caixas de cinco velocidades, em vez de seis, deixa de haver diferencial central ativo, que tantas dores de cabeça deu a pilotos e engenheiros desde 2017, sendo que os carros vão também ter menos apêndices aerodinâmicos. A grande novidade, é como se calcula, a parte híbrida. Pela primeira vez integrada num carro de ralis.
Tal como Malcolm Wilson já revelou, a ‘sua’ M-Sport vai passar pela temporada de 2021 da melhor forma possível, apostando muito pouco em desenvolvimento ou como já se percebeu em pilotos de ponta, de modo a ganhar ‘cabedal’ financeiro para encarar 2022 doutra forma.
E uma das maiores novidades pode ser o adeus do Fiesta, e um olá ao Puma. Como se sabe, apesar de já ter existido um modelo Puma na gama da Ford, entre 1997 e 2001, em 2019 nasceu um modelo Puma, mas como SUV compacto, e a marca norte-americana pode preferir promover esse modelo no WRC ao invés do mais que conhecido Fiesta. Pode? Quase de certeza vai, mas temos que esperar por confirmações oficiais.
Por isso há todos os motivos para acreditar que a M-Sport/Ford estão a desenvolver um novo projeto Ford Puma WRC, e recentes declarações de Andreas Mikkelsen deixam perceber que pode ser um dos pilotos apalavrados para o projeto. Malcolm Wilson precisa de pilotos de ponta, e apesar de Andreas Mikkelsen estar fora do WRC ao mais alto nível, há algum tempo, ninguém duvida que é um bom piloto, que por acaso tem disponibilidade para ajudar no desenvolvimento do novo WRC. Quando ele diz que “A M-Sport é uma boa equipa para se estar em 2022” não o diz por acaso. Não há fumo sem fogo. O facto da M-Sport poder investir muitos recursos no carro de 2022 e menos na temporada do WRC 2021, onde já se sabe que tem carro, mas não tem pilotos para se bater com os homens da Hyundai ou da Toyota, pode levar a que tenha uma boa entrada em 2022, pois historicamente a M-Sport dá-se bem com novas regras, que no fundo reaproximam sempre as ‘forças’.
Com o passar do tempo os orçamentos começam a produzir efeitos, com as equipas que mais dinheiro têm a fazer valer essa ‘força’, mas de início a M-Sport normalmente consegue bons arranques. O melhor exemplo são as épocas de 2017 e 2018 quando teve Sébastien Ogier. Resultado, títulos de pilotos e construtores. Portanto agora resta aguardar pelo evoluir da situação.
FOTO: Facebook Ford XRST Club Holland










