WRC: Foco nos ‘seus’ melhores ralis pode dar imagem diferente de Dani Sordo
Apesar de se manter ainda a um nível elevado e de ser ainda muito competitivo em algumas provas específicas, Dani Sordo vai partilhar com Hayden Paddon o terceiro carro da Hyundai em 2018. O espanhol ainda consegue ser rápido em alguns ralis, mas no computo geral já não tem ‘pedalada’ para andar mais à frente. De qualquer forma, a sua experiência permitiu-lhe ter terminado 12 vezes nos pontos em 13 ralis (o que no WRC não é difícil), vencendo também 15 troços, mas está já longe de ser o piloto que era quando tinha Loeb ao lado. Aí, foi o rei dos segundos lugares, mas face ao que é provavelmente o melhor piloto de todos os tempos nos ralis. Se ainda fosse ‘esse’ Sordo, estaria a vencer ralis. Olhando para a sua época, foi várias vezes o melhor Hyundai, mas quase sempre a ‘milhas’ do andamento de Neuville. Teve alguns azares, é certo, como no México. Andou bem em Portugal e foi ao pódio. Na Alemanha, liderou, mas depois despistou-se e na Catalunha onde andou bem no asfalto, mas teve problemas no carro quando era segundo.
Dani Sordo vai fazer sete dos 13 ralis do calendário de 2018. O programa de Sordo passa por Monte Carlo, México, Córsega, Argentina, Portugal, Alemanha e Catalunha: “Estou feliz e motivado. Vou fazer os ralis que mais gosto, como quando estive com a Mini. Vou ter tempo para me preparar e ser mais forte em todos eles. O regresso do Carlos [del Barrio – co-piloto, com quem já trabalhou no passado] também me dá uma motivação extra, sempre nos demos bem. Creio que podemos fazer as coisas bem”, disse o espanhol. Paddon fará os restantes ralis da temporada – Suécia, Sardenha, Finlândia, Turquia, Gales e Austrália.
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João Pereira
24 Dezembro, 2017 at 14:04
É evidente que Sordo perdeu rapidez e isso é normal devido a estar na fase descendente da sua carreira (já estava quando entrou para a Hyundai), mas também se nota mais devido à igualdade entre os carros, no entanto quanto a isso de ele não ter o mesmo andamento em todas as provas, como tinha quando estava com Loëb na Citroën não é verdade, simplesmente porque ele nunca teve andamento em todas as provas. Sordo nunca foi um génio, nem sequer um piloto eclético, só esteve entre os melhores em asfalto e não pode estar muito escorregadio, e sempre esteve à vontade em pisos de terra mais duros, porque ninguém pode andar completamente a fundo para poupar um pouco pneus e mecânica. De resto, quando toca a pisos de terra com velocidades mais elevadas ou muito escorregadios, sempre ficou a sensação de que havia qualquer coisa entalada debaixo do pedal do acelerador, e um problema nas luzes de stop que acendiam mais vezes e mais tempo que as dos outros carros.
O seu programa para 2018 reflecte isso mesmo: Monte Carlo (asfalto que pode estar em grande parte seco), México (terra com pisos duros), Córsega (asfalto), Argentina (terra com pisos duros), Portugal (terra com bom piso mas não muito rápido e quase a jogar em casa), Alemanha (asfalto) e Catalunha (misto a terra é fácil e pouca e a jogar em casa). Paddon como bom Neo Zelandês, fica com os pisos de terra mais rápidos e escorregadios no caso de Gales.
Nandan “esgalhou” bem a coisa, mas também não era dificil, dois pilotos de ponta e dois terceiros pilotos. E faz bem melhor figura que Matton, que praticamente tem que ir de joelhos até ao santuário de Saint Loëb, rogar-lhe para ajudar a compensar um pouco as falhas que tem na sua equipa.
Voltando a Sordo, ele nunca foi um piloto completo, e obviamente que com a idade isso nota-se mais.