WRC: A exigência da nova base de testes da Hyundai obriga Lappi a usar ibuprofeno

Por a 25 Fevereiro 2026 11:37

Esapekka Lappi regressou à categoria principal do Mundial de Ralis no Rali da Suécia, mais de um ano depois da sua última participação. O finlandês terminou na sexta posição, num fim-de-semana marcado pelo domínio da Toyota e por sinais preocupantes para a Hyundai.

A Hyundai tem sentido dificuldades em acompanhar o ritmo da Toyota e na Suécia, essas dificuldades foram demasiado evidentes. O construtor coreano está focado em encontrar soluções para os problemas, num trabalho que terá de ser feito ao longo das próximas semanas.

Para 2026, a Hyundai transferiu a sua base de testes da Finlândia para o sul de França, utilizando troços tradicionalmente conhecidos pela extrema dureza do piso. O objetivo passa por reforçar a fiabilidade e encontrar soluções técnicas que permitam reduzir a diferença para os rivais.

Lappi sublinhou que o principal desafio atual reside na falta de aderência e, sobretudo, na dificuldade em “sentir” o carro. Em condições variáveis, como já sucedera no Rali de Monte Carlo, o piloto admite que a equipa fica rapidamente sem referências claras, devido à ausência de feedback transmitido pelo chassis e pela direção.

Citado pelo Rallyjournal, Lappi descreveu as exigentes condições da nova base de testes:

“‘Irregular’ é até uma palavra suave. Não é apenas um pouco irregular – é extremamente irregular. É absolutamente horrível conduzir ali. Tenho de tomar ibuprofeno antes mesmo de sair para testar. Dói tanto na cabeça que é difícil explicar. Tenho a certeza de que, em algum momento, vou conseguir partir o carro naquele piso.”

Quanto às dificuldades técnicas do Hyundai, foi direto:

“Precisamos de encontrar aderência acima de tudo. Há dois anos a situação era diferente, mas agora, pelo menos eu, não sinto este carro. Em condições variáveis, como vimos em Monte Carlo, ficamos imediatamente perdidos. O mesmo aconteceu na Suécia. Este carro não transmite informação sobre o nível de aderência. Falta-lhe sensibilidade. Não recebes feedback através do chassis, nem pelo volante.”

O finlandês continuará a disputar apenas provas selecionadas ao volante do terceiro Hyundai Rally1, regressando à competição no Rali do Quénia, agendado para meados de março.

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