Rali do México: Quatro dias de aprendizagem para a Toyota

Por a 13 Março 2017 12:29

Depois dos quatro dias mais difíceis deste ano a TOYOTA GAZOO Racing WRT conseguiu terminar com os dois pilotos nos pontos pela primeira vez e que começaram o primeiro dia separados por 0,3s. O México combinou altitude com calor o que levou a equipa a ter de resolver os problemas de sobreaquecimento existiram na sexta-feira. Ambos os pilotos tiveram os seus problemas adicionais: Jari-Matti Latvala teve de abrir a estrada durante o primeiro dia, enquanto Juho Hänninen esteve doente durante toda a prova. No final do rali a Toyota continua em segundo do Mundial de Construtores e Latvala é segundo entre os pilotos sendo Hänninen o 11º.

“Depois dos fantásticos momentos que tivemos em Monte Carlo e Suécia, esta prova foi muito mais parecida com o que estávamos à espera para este ano. Mesmo assim deu-nos muita satisfação termos os dois pilotos nos pontos pela primeira vez e tiveram de superar muitos problemas para conseguir isto. Estamos felizes com o resultado assim como com a informação que retiramos do nosso primeiro rali de terra. Excelente trabalho de toda a equipa que nos fez terminar com os dois carros em condições muito difíceis. O que aprendemos será muito útil para o futuro”, disse Tommi Makinen, chefe da Toyota.

“Tinha posto a meta do top cinco, por isso falhei os meus objetivos; mas por outro lado penso que ninguém tinha previsto as dificuldades que passamos, por isso o sexto lugar e conseguir pontos na Power Stage foi bom e permitiu-nos continuar bem no campeonato. O último dia foi o meu melhor dia; tivemos um bom sentimento com o carro até sermos apanhados numa zona escorregadia que nos fez perder 10s. Todos os sinais mostram o nosso progresso, isto é bom. Viemos aqui para aprender e aprendemos muito nos últimos quatro dias”, disse Latvala.

“Podemos tirar muitas coisas positivas deste rali, apesar de não ter sido tão bom como queria por não me estar a sentir bem do início ao fim. Apesar disto estou muito feliz por ter chegado ao fim e por assegurar os meus primeiros pontos do ano. Foi divertido estar tão próximo do Latvala até ao último dia: começamos com apenas 0.3s a separar-nos, mas ele foi muito melhor que eu hoje [ontem]. Aprendemos muitas coisas para o futuro e melhorar mais enquanto equipa, que é o mais importante. Neste rali consegui também evitar todas as árvores, o que quer dizer que mesmo com a minha idade ainda consigo aprender alguma coisa! Apesar de ter reparado que parti o espelho esquerdo… talvez não tenha conseguido evitar completamente.” disse Hänninen.

Rodrigo Fernandes

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2 comentários

  1. [email protected]

    13 Março, 2017 at 12:42

    Grande demonstração de profissionalismo por parte do Hanninen. Quando o entrevistavam no final das pec’s o homem estava mesmo com mau aspecto, mal falava.

  2. Carlos Moço

    14 Março, 2017 at 0:27

    São relatos de uma equipa que não tem experiência algumas nos rallyes de terra, no passado recente. Na Volta à Corsega penso que as dificuldades da Toyota vão ser enormes, tanto pelo carro, como pela equipa, como pelos pilotos. Mas, como não se fala / escreve muito sobre isso, aguardemos para ver o que se vai passar na realidade.
    Foi bom, saber e confirmar-se que não existe o super-homem dos rallyes, agora está tudo muito maais igual entre os pilotos P1, a luta vai ser renhida e vai durar até ao fim. Admito que os Ford, todos eles são os favoritos para a prova na Corsega, destacando neste caso Ogier em particular. Neuville e sobretudo Sordo podem dar nas vistas, mas pelo lado da Citroen e da Toyota sinceramente não espero grandes resultados. O mundial WRC é muito extenso, mas não se admirem os homens da Citroen e da Toyta se perderem bastante terreno neste próximo rallye. É um rallye particular, é para especialistas em asfalto (pilotos e carros), sabe-se quem são…

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