Paraguai vai receber WRC: onde já se fizeram troços com uma média de 190.3 Km/h…
O Paraguai será o 38º país a receber uma ronda do Campeonato do Mundo de Ralis, em 2025.
Não é de agora o interese dos presidentes do País sul-americano pelos ralis.
Há 40 anos, Martin Holmes escrevia no nosso jornal, que “o Paraguai parece ser um local improvável para um piloto do campeonato do mundo, mas a oportunidade de conduzir um Lancia Delta Integrale ou Raul Cubas, o Presidente do país, parecia ser algo diferente, uma oportunidade a não perder.”
E fê-lo no Trans Chaco, um evento como nenhum outro rali. Em termos de tempo gasto, é tão longo como os ralis do Mundial de Ralis no final dos anos 70, mas também era incrivelmente rápido.
O Chaco é uma região de deserto selvagem no norte do país, na direção da Bolívia. É uma espécie de santuário onde os homens vão para desfrutar da natureza selvagem. Um lugar para acampar em 4×4 nos fins de semana. As curvas neste rali são poucas, as retas são longas, quando está molhado pode ficar-se preso durante dias. As estradas no seco são muitas vezes esburacadas e incrivelmente rápidas.
Há 40 anos, a velocidade do rali foi um choque para Markku Alén, pois tinha percorrido a segunda especial, com 68 km de extensão, em 21 m26s, a uma média de 190.3 Km/h…
Recentemente, o Trans Chaco Rally teve uma especial de 74 km… totalmente em reta.
O piloto do Toyota Etios R5, Alejandro Galanti, explica: “No Chaco as estradas são quase totalmente planas, e por isso a maioria das estradas são retas, aliás são mesmo denominadas Linha 1, Linha 40, etc. E depois há as Linhas Norte, Sul, Este e Oeste. Na verdade, só não são totalmente retas porque de vez em quando têm que haver pequenas curvas de maneira a evitar grandes árvores ou outros obstáculos possíveis nas estradas. E neste rali, os obstáculo são mais importantes que as curvas. Coisas como raízes de árvores, saltos, passagem de rios secos, tucas (grande buracos feitos por animais) árvores caídas, etc. Por vezes para evitar os obstáculos, há que passar-lhes à volta o que leva a curvas de 1ª e 2ª velocidade.
O Paraguai possui uma forte herança nos ralis, com o desporto a prosperar no coração da América do Sul. Gustavo Saba foi um rosto regular nas rondas argentinas do WRC ao longo da década de 2010 e, mais recentemente, Fabrizio Zaldivar tornou-se um concorrente estabelecido no WRC2, enquanto Diego Dominguez esteve entre os favoritos ao título do Junior WRC e WRC3. As últimas 11 edições do Campeonato Sul-Americano de Ralis FIA Codasur também foram ganhas por pilotos paraguaios.




