Latvala e Toyota fazem história no Rali da Suécia
Jari-Matti Latvala venceu o Rali da Suécia, aproveitando da melhor maneira o erro ontem cometido por Thierry Neuville, que bateu quando liderava confortavelmente a prova. O piloto belga mais não tinha do que gerir o seu andamento até ao fim do rali, mas desconcentrou-se e bateu com a roda dianteira esquerda, danificando a caixa de direção do seu Hyundai i20 WRC, deixando na luta pela vitória Latvala, Ott Tanak e Sébastien Ogier, que chegaram a este último dia de prova separados por 16.6s.
Logo no primeiro troço do dia, Latvala mostrou que estava ali para vencer, batendo Tanak por 7.1s enquanto Ogier fez um pião logo na primeira curva, terminando ali com as suas hipóteses de vencer. O francês teve um rali marcado pelo facto de abrir a estrada no primeiro dia de prova, mas não foi capaz de andar mais: “Tentei atacar ontem, mas tive sempre dificuldade com a aderência, e andei a bater demasiado nos bancos de neve”, disse.
No penúltimo troço, Latvala voltou a largar a margem face a Tanak e controlou depois o seu andamento na derradeira especial, oferecendo a primeira vitória à Toyota, que chega ao triunfo logo no segundo rali da sua curta carreira após o regresso, depois de um interregno competitivo da marca japonesa de 17 anos. Fez-se história no Rali da Suécia, com Latvala a regressar aos triunfos, o que não acontecia quase há um ano (venceu no México 2016). Como se não bastasse, e para provar a enorme confiança com que está Latvala… venceu a Power Stage!
Se o seguindo lugar de Monte Carlo foi obtido com um pouco de sorte à mistura, já este triunfo, mesmo tendo sido fruto de um erro do piloto que liderava a prova, é resultado de uma prova muito consistente, sempre com resultados nos lugares da frente das especiais. De tal forma que até estamos a estranhar ‘este’ Latvala, que mais parece ter emulado o seu chefe de equipa, o tetracampeão do Mundo de Ralis, Tommi Makinen, que sempre aliou a rapidez natural, a uma grande frieza e total alheamento à pressão, algo que Latvala nunca foi capaz. Foi curiosa a conversa que Latvala revelou ter tido ontem com Makinen, que lhe tirou pressão de cima dos ombros: “Ele disse-me para esquecer tudo o resto e concentrar-me na pilotagem, esquece a afinação, simplesmente guia…”. Foi o que Latvala fez, e resultou em pleno…
Ott Tanak volta a assegurar um lugar no pódio e desta feita, o segundo da geral, melhorando em uma posição o resultado obtido em Monte Carlo. Sem problemas mecânicos, desta feita, exceção feita a um pequeno contratempo com a caixa de velocidades, mostrou que se tem de contar com ele para as lutas na frente dos ralis, pois está a mostrar um andamento muito rápido, não comete erros, e a justificar perfeitamente a escolha de Malcolm Wilson para para parelha com Ogier.
Dani Sordo termina novamente como o melhor dos Hyundai, no quarto lugar, sendo, curiosamente, claramente o mais lento dos três Hyundai. De Neuville já tudo dissemos, mas Hayden Paddon teve o azar de ver a direção assistida do seu carro falhar no início do terceiro dia de prova, o que o atrasou muito, nunca mais conseguindo recuperar.
Quinto lugar para Craig Breen, que é novamente o melhores dos Citroën, só que desta feita com um C3 WRC nas mãos. O piloto irlandês foi cauteloso na prova, chegou a fazer um terceiro tempo, mas andou essencialmente entre a sétima e nona posições dos troços. Mas a exemplo de Meeke, tem queixas para fazer do carro mas disso vamos tratar noutro lado.
Elfyn Evans repete o sexto lugar do Rali de Monte Carlo, isto depois duma prova cautelosa, onde nunca teve pneus para lutar com as mesmas armas dos pilotos equipados com Michelin. Queixou-se sempre da aderência, e fez o que pode com o que tinha.

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fjcunha
12 Fevereiro, 2017 at 13:13
O Polo não fazia a diferença? Ah e tal era sempre o primeiro na estrada…Pois, pois…vitórias em SS do Ogier? Zero…népias…
peudreot106rallye
12 Fevereiro, 2017 at 14:07
yep, Afinal foi o Ogier que fez história!
João Pereira
12 Fevereiro, 2017 at 14:16
O Polo não fazia a diferença. Havia 3 carros e o que chegou mais vezes em primeiro era sempre o mesmo, que para além de ser normalmente mais rápido, também era o que dava menos trabalho ao “chapeiro”.
Não tiro mérito a Latvalla, que é um piloto que admiro, e começo agora a perceber o que lhe faltou sempre: um mentor ou um coach como lhe chamam os americanos.
G-rod_dj
12 Fevereiro, 2017 at 15:59
Que exagero!
O Ogier sempre fez a diferença, tal como o Polo também fazia. Mas porque é que temos que valorizar alguém sempre às custas do demérito de outros?
Neste caso o facto de o Tanak ter ganho bastantes PEC e o Ogier nenhuma, tem mais a ver com o facto de um ter sido o principal desenvolvedor do Fiesta enquanto que o Ogier só deve ter uns 6 dias de testes e 2 rally completamente atípicos.
fjcunha
12 Fevereiro, 2017 at 16:31
Completamente de acordo. O Ogier fazia e sempre fará diferença. Além do mais tinha o Polo feito à sua medida. Este ano sem um carro à sua medida e ainda com pouco conhecimento do mesmo as coisas já piam mais fino…
Cristiano Chamorra
12 Fevereiro, 2017 at 20:07
Exato pelo mesmo motivo o Jari-Matti teve sempre grande dificuldade em acompanhar o ritmo do Ogier no Polo que andou um ano a desenvolve-lo.
peudreot106rallye
12 Fevereiro, 2017 at 14:18
não me parece que este facto seja tão “uau” para aparecer nos resumos históricos do WRC. A primeira vitória de um motor turbo, a primeira vitória de um carros de tração às quattro rodas, a primeira vitória de uma mulher…Isso sim, foi fazer história!
Antonio
12 Fevereiro, 2017 at 14:30
O Latvala é um dos pilotos mais rápidos do actual plantel do WRC,embora nem sempre consistente.Com o Makinen como orientador,o titulo pode não ser uma miragem.
fjdnt123
12 Fevereiro, 2017 at 14:53
Tenho sinceramente pena do Neuville. Acho que em toda a história do WRC, provávelmente, nunca aconteceu a mais nenhum piloto o que lhe está a acontecer a ele (perder 2 rallyes seguidos). E nada na sua história anterior (embora com algumas cambalhotas) poderia inferir tal situação. Vai precisar de ajuda para ultrapassar tudo isto. A Hyundai também por conta perde dois rallyes e fica na história pelas piores razões depois do acidente do Paddon no Monte Carlo.
De resto parabéns ao Latvala (que andou na mesma escola do Neuville em matéria de crash’s) e que foi quem mais beneficiou com o abandono da VW. Será sem duvida irónico se com o carro recusado pelo Ogier viesse a ser campeão do mundo.
Excelente Tanak, a manter Ogier à distancia, principalmente quando este já não tinha a desculpa de abrir a estrada.
De Ogier apenas digo que parece estar mais em modo de campeonato mas também ainda é cedo para tal afirmação.
Sordo pode estar mais lento mas continua a ser um piloto ‘seguro’ para qualquer marca com o sistema de pontuação vigente.
Meeke deve falar com Neuville para dividirem o valor da bruxa quebra feitiços enquanto Ogier e Latvala comprem a meias a lembrança a oferecer ao Neuville pela ajuda no campeonato.
G-rod_dj
12 Fevereiro, 2017 at 15:55
O WRC 2017 tem tudo para ser memorável. Acho que só vamos conhecer a verdadeira valia de todos os concorrentes a partir do Rally de Portugal, porque até lá são todas provas muito específicas.
Para já, sabemos que os dois maiores especialistas dos dois rally, que se disputaram, venceram. Muito à custa de dois pequenos erros que o Neuville cometeu.
Para já, os factos mais curiosos são:
– os underdogs são os que têm melhores resultados até ao momento:
– Latvala em 1º do campeonato
– M-Sport em 1º dos construtores
Quanto ao “resto”:
– Citroën é a maior desilusão (falta andamento, e o Meeke está a desiludir como chefe de fila)
– Binómio Hyundai / Neuville parece o mais rápido (até ao momento), mas não demasiado.
– Msport tem a dupla mais homogénea, mas Ogier ainda não parece totalmente ambientado ao Fiesta.
– Os testes a mais que o Latvala efectuou pela Toyota, resultaram a 100%.
Maxiumattack
12 Fevereiro, 2017 at 22:22
E pronto, o homem q segundo o Autosport ainda ontem, não tinha “arcaboiço” para lutar pelas vitórias, tem neste momento além de uma vitória, um segundo lugar em dois rallys, liderando assim o mundial!
M-WRT
13 Fevereiro, 2017 at 9:09
Isto é a minha opinião, portanto peço que a respeitem, e que comentem, mas de forma educada e construtiva e não com piadas, o mal de muitos aqui é que pensam que sabem usar a ironia para tudo mas usam na tão mal.
Neste momento e resumindo as coisas penso que temos isto:
Ogier : Melhor Piloto do Mundo
Latvala: Grande Piloto, tapado pelo o Ogier, mas que ainda pode ganhar um título, mais que isso penso que não
Neuville: Futuro melhor piloto do mundo, sem qualquer dúvidas, falta lhe experiência em ganhar simplesmente
Tanak: Será o futuro adversário assumido de Neuville, possivelmente poderá ganhar títulos
Meeke: qualidade tem, agora sinceramente ainda não consegui perceber o problema dele
Dani: O que se pode esperar dele é um 5 lugar sempre, parabéns a ele pois consegue realmente ter uma consistência anormal, pena ser lento
Hayden: Sinceramente, vi pouco de especial nele, é rápido em gravilha “não tão rápido assim” , lento no resto
Elfyn Evans: Muita Qualidade mas arranjar equipa vai ser sempre um problema, não percebi porquê, é melhores que muitos que andam pelos construtores
Craig: Está a ganhar experiência e andamento
Estes são os pilotos que na minha opinião, para já merecem um comentário, possivelmente outros mais para a frente, já entram na lista
Maxiumattack
13 Fevereiro, 2017 at 12:27
Bom dia. É a sua opinião e vale o que vale como a minha e como qualquer outro q participe aqui no forum. Falo por mim que aqui “opino” pk sobretudo adoro rally mas também porque me diverte e uma graçola de vez em quando não mata ninguém! Logo que não se falte ao respeito não vejo qualquer problema nisso.
Agora que nestes últimos posts tenho largado umas “postas de pescada” a quem punha os Citroen num pedestal desde a 1ª vez que o carro pôs os pneus num troço isso tenho! tendo em conta os ralis miseráveis que fizeram ate agora sobretudo Kris Meeke! Mas não que tenha alguma coisa contra a Citroen, nada mesmo, o que eu quero ver é quantos mais e mais rápidos carros a participar melhor!
Cumprimentos
Maxiumattack
13 Fevereiro, 2017 at 12:29
Alias, partilho até de opinião em muita coisa que escreveu no seu post.
G-rod_dj
13 Fevereiro, 2017 at 22:45
Concordo com quase tudo… mas colocava o Elfyn Evans ao mesmo nível do Craig Breen… e está-se a esquecer do Mikkelsen, que apesar de já andar de WRC há muitos anos (desde os 17) é muito novo ainda.
M-WRT
13 Fevereiro, 2017 at 23:47
Sim pode se dizer que evans está no mesmo nível do Craig, embora ache que é melhor.
É assim não falei no Mikkelsen porque ele nesta época é uma carta fora do baralho, mas sem dúvidas algumas que é para juntar ao Neuville e ao Tanak. Penso que no futuro eles 3 vão lutar pelo o título, e qualquer um deles poderá vir a ser o melhor do mundo, embora não sei porque tenha algo que cai mais para o Neuville.
Roger M
13 Fevereiro, 2017 at 11:43
Acho que o que falta à Toyota era um segundo Piloto mais consistente, para amealhar pontos para a Equipa. Acho que deviam ter apostado no Andreas Mikkelsen, em vez do Juho Hänninen. A Toyota podia enfiar no bolso o Campeonato de Construtores logo no ano de estreia.
M-WRT
13 Fevereiro, 2017 at 14:26
Sem duvida alguma, está correto no que está a dizer. Partilho o mesmo pensamento.
Cristiano Chamorra
14 Fevereiro, 2017 at 0:51
Relativamente a isso nao seria possivel à Toyota cometer a loucura de contratar o Mikkelsen? Se bem que ele nao deveria aceitar visto que está a espera de correr com o Polo em 2018, tal como o Ogier dai ter optado pela M-Sport pq so tem um ano de contrato