Meeke vence Vodafone Rally de Portugal
Estava ‘quase’ escrito, Kris Meeke confirmou-o. O britânico venceu o Vodafone Rally de Portugal num pódio completado por Andreas Mikkelsen e Sébastien Ogier, que ficaram a 29.7s e 34.5s, respetivamente. Dani Sordo e Eric Camilli completaram o top 5.
Esta é a assim a segunda vitória da carreira de Meeke no WRC, depois de se ter estreado a vencer no Rali da Argentina de 2015. Um triunfo inteiramente merecido, numa prova em que foi o mais rápido em oito das 19 especiais da prova, e liderou a classificação geral desde a PEC2.
À chegada à Power Stage, de Fafe, o britânico tinha uma vantagem de 33.5s em relação a Andreas Mikkelsen e 40.3s para Sébastien Ogier. De olhos postos no triunfo, não nos pontos da Power Stage, porque não está a disputar o campeonato, o piloto tinha apenas de garantir que chegava ao final, mantendo-se à margem de problemas. Fê-lo e bem. Sem correr riscos, na Power Stage fez o sétimo tempo, a 5.8s de Sébastien Ogier, o mais rápido. Ao francês seguiram-se os seus companheiros de equipa, Jari-Matti Latvala e Andreas Mikkelsen, que ficaram a 1.2s e 2s, respetivamente, com a Volkswagen a amealhar aqui o máximo de pontos possíveis na Power Stage.
Declarações dos pilotos após a Power Stage:
Carro nº 1, Ogier/Ingrassia
“Tive alguns problemas no início, outra vez. Estou contente por estar aqui.”
Carro nº 2, Latvala/Anttila
“Ataquei. Não podia fazer melhor do que fiz. Se alguém for mais rápido é porque o merece.”
“Este troço foi bom. Carro funcionou bem e pudemos andar mais depressa. É bom ter um carro que faz o que quero.”
Carro nº 6, Camilli/Veillas
“Não tenho travão de mão. Não funcionou no gancho. E como não funcionava, andei demasiado depressa e fiz um pião. É um bom resultado para nós. Sou um piloto jovem.É fabuloso. A nossa velocidade foi uma surpresa. Vou continuar a trabalhar.”
Carro nº 7, Meeke/Nagle
“Rali quase perfeito. Obrigado à equipa e especialmente ao meu engenheiro. Este ano é para ganhar experiência. Tivemos uma boa posição na estrada mas não podia fazer mais. O DS3 continua a ser um carro muito bom. Estou entusiasmado com 2017.”
Carro nº 9, Mikkelsen/ Synnevag
“As pedras nesta especial agora são grandes. Estou muito satisfeito com o resultado. Foi o meu melhor rali no WRC. Foi bom ganhar ao Sébastien em condições semelhantes. Obrigado ao Richard (Brown, engenheiro) que me deu um carro excelente.”

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MAXLD
22 Maio, 2016 at 15:47
Excelente Meeke, mesmo com uma boa posição na estrada, fez o que tinha a fazer e marcou grandes tempos. Ogier naturalmente pouco satisfeito por abrir a estrada, mas desta vez teve também azares no carro, incluindo dois furos no dia de hoje, um deles à entrada para a Power Stage… que acabou por ganhar! Mesmo assim saca um segundo lugar e bons pontos para o campeonato… e é Ogier é isto, mesmo quando correm as coisas mal, vem na mesma com um saco de pontos. Mikkelsen acordou tarde, mas a boa hora o fez, com um andamento muito forte. Sordo mostrou algum potencial mas mais uma vez foi completamente eclipsado na segunda metade do rali, fazendo esquecer a choradeira que fizeram (ele e o co-piloto) em relação ao tempo virutal atribído ao Meeke na SS5… no fim ficou a 1:37.1… do pódio.
Sinal pouco positivo para a M-Sport (para não variar), com o Ostberg a ser lento, mesmo quando o carro já estava reparado (andou a 2WD ontem), dizendo que estava a andar muito rápido e que estava surpreendido que os tempos estivessem a ser tão maus. Camilli não esteve mal, mas aquele peão na power stage por falta de travão de mão quase que estragava o fim de semana. Latvala calhou-lhe a fava desta vez, valeu pela power stage, mas pior ainda ficou o Neuville com falta de gasolina… alguém ficou com as orelhas a arder lá na equipa.
Pelo meio, o público Português ainda ajudou a salvar dois Fiestas da M-Sport de se reduzirem a cinzas (o do Tanak e depois o do Henning. E por fim ainda a tragédia do i20 do Paddon, que se fosse lá no meio de nenhures se calhar teria originado um incêndio bem maior. Felizmente que não se alastrou ali.
E por fim o Bernardo Sousa que esteve sempre a dominar a classe DMack durante o fim de semana por ~1min (47s à entrada da Power Stage) acabou por borrar a pintura e capotar para a valeta no meio deste último troço… Certo que só acontece a quem lá está, mas assim é difícil “lá estar”, agarrar a oportunidade da DMack para o R5, ou convencer alguém a apoiá-lo num novo projecto. Era só levar o carro até ao fim e nem tinha pressão nenhuma com tanta vantagem para o segundo.