O equilíbrio no Rali de Portugal
Sexta prova do calendário mundial em 2017, o Rali de Portugal é, até ao momento, a prova mais competitiva do ano. Teve nove vencedores diferentes nas classificativas. Mais dois do que em Monte Carlo, mais cinco do que na Suécia, mais três do que no México, mais seis do que na Córsega e mais três do que na Argentina.
Pela primeira vez na história do WRC houve três pilotos a registarem o mesmo tempo na vitória de um troço. Aconteceu em PE4 – Ponte de Lima 1, quando os pilotos da Citroën, Kris Meeke e Craig Breen, e o homem da Ford, Ott Tanak, empataram. Com este empate e o de Neuville e Ostberg na super-especial de Lousada, o Rali de Portugal teve uma situação curiosa. Em quatro troços tinha sete vencedores, o que claramente desafia as leis da matemática.
Vencedores de especiais no Rali de Portugal
Sébastien Ogier – 5
Thierry Neuville – 4
Hayden Paddon – 4
Ott Tanak – 3
Mads Ostberg – 2
Jari-Matti Latvala – 1
Kris Meeke – 1
Dani Sordo – 1
Craig Breen – 1
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miguelgaspar
22 Maio, 2017 at 7:26
O equilibrio è relativo às vitorias em pecs… porque apenas existe equilibrio no primeiro dia e na manha do segundo, a partir dai è sempre a beneficiar os da frente e a prejudicar os de tras. Qualquer dia, no WTCC, tambem vao começar a por lastro em quem perde e nao em quem ganha.
[email protected]
22 Maio, 2017 at 11:18
Existe equilibrio no primeiro dia porque os lentos são beneficiados em relação aos rápidos. No segundo dia volta tudo ao normal porque saem todos em situação mais ou menos igual…aí os lentos, passam a ser lentos porque os rápidos estão em condições de igualdade…
G-rod_dj
22 Maio, 2017 at 11:28
No final do Rally de Portugal, cheguei a algumas conclusões que gostaria de partilhar:
1º – Ao contrário do que se previa, que os novos WRC 2017 fossem andar a espalhar fibra de carbono por todo o lado, o que se nota é que o que sofre mais são os splitters que inteligentemente têm um lábio de um material flexível, quanto ao resto temos visto bastantes toques que quase não afectam a aerodinâmica (com excepção óbvia para os capotanços que destroem de igual forma um WRC, R5, R2 ou R3). Aliás viu-se que os splitters dos R5 sofreram bem mais.
2º Os WRC2017 estão muito mais equilibrados, a nível de performance, do que se poderia pensar, e até o Toyota que é o mais lento, está muito próximo por uma margem mínima.
3º Assim, os pilotos é que têm feito grande diferença. Sendo esta, não tanto pela velocidade, mas sim pela regularidade com que conseguem andar no limite sem cometer erros. Aí a M-Sport está a colher os frutos de ser a grande escola de pilotos do WRC, ao conseguir aliar o melhor piloto aos dois melhores valores emergentes. Tem e equipa de pilotos mais homogénea, a que neste momento erra menos e com menores consequências que a concorrência. Já a Citroën só tem dado tiros nos pés, que pode muito bem ser exemplificado com o Craig Breen que é, neste momento, o piloto mais completo, mas ainda lento, fruto da inexperiência de ter andado a ter oportunidades partilhadas com o Lefebvre que, até ao momento, é um flop e talvez necessite de uma ida até ao R5 como aconteceu ao Evans.
4º para mim o Top de pilotos do WRC, neste momento, é o seguinte: 1º Ogier, 2º Neuville 3º Latvala e Tanak, 5º Evans, 6º Sordo, 7º Breen, 8º Østberg, Meeke e Paddon 10º Lappi, 11ºHanninen, 12º Lefebvre, (o Mikkelsen facilmente estaria no 2º ou 3 lugar)
5º A Hyundai fez um bom trabalho, mas face ao investimento ainda está um pouco aquém nos resultados. Tem o que, provavelmente, é o piloto mais rápido, mas que que errou 2 vezes e isso nota-se na classificação. já o Sordo é a garantia de pontos que é imprescindível para uma equipa de topo, mas que não tem a velocidade dos melhores.
6º A certeza que vamos ter o melhor WRC desde há muitos anos. A fazer lembrar os anos 80 e 90 em que havia regularmente 5 ou 6 pilotos e 2 ou 3 marcas capazes de ganhar em cada evento.
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