Como trazer mais equipas para o WRC?
O Dirtfish juntou os três Chefes de Equipa das três equipas do Mundial de Ralis, Andrea Adamo (Hyundai Motorsport), Richard Millener (M-Sport/Ford) e Tommi Makinen (Toyota Gazoo Racing), numa conversa e o primeiro tema que os três abordaram foi o que fariam para conseguir ter mais equipas no WRC. O resumo das respostas é simples: Gastar muito menos dinheiro, menos ralis e ‘facilitar’ homologação dos carros.
Andrea Adamo (Hyundai Motorsport) é de opinião que uma boa medida seria não obrigar as novas equipas a entrar em ‘full time’ no campeonato, mas sim permitir-lhes que se fossem integrando a pouco e pouco, a exemplo do que a Citroën fez em 2001, para entrar no WRC a tempo inteiro apenas em 2003. Isso daria tempo para trabalhar no desenvolvimento do carro sem começar logo a gastar para uma temporada inteira. Adamo entende também que há demasiados ralis e isso é o que faz os orçamentos disparar mais.
Já Richard Millener (M-Sport/Ford) é de opinião que já o estão a fazer, pois há muito que estão a trabalhar em medidas que visam poupar muito dinheiro, sendo sempre essa a razão que impede mais marcas de virem para o WRC, os orçamentos.
Tommi Makinen (Toyota Gazoo Racing) concorda que fazer 14 ralis e possivelmente mais, como se ponderava antes desta pandemia, é muito caro para as atuais disponibilidades das equipas/construtores, e começava por facilitar a homologação dos carros, dando mais latitude às novas marcas que os quisessem desenvolver.
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Vasco Moura
25 Abril, 2020 at 10:15
Uma coisa que podiam fazer também era promover melhor o campeonato e aumentar os retornos das equipas. Isso também ajudava!
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25 Abril, 2020 at 11:11
Eu creio que será urgente encontrarem soluções para o WRC.
Tendo conseguido encontrar um equilíbrio de performance dos carros, era importante conseguir captar mais equipas de fábrica e patrocinadores.
A solução para que isso aconteça, está encontrada pelos patrões das equipas, agora é ter coragem de as implementar.
Depois de as iniciar estas medidas, será como uma bola de neve na entrada de equipas e países a concorrer para entrar no mundial de ralis.
Cumprimentos.
José
27 Abril, 2020 at 10:07
Concordo na parte da homologação, e de cadernos técnicos demasiado restrictivos que quase transforma WRC em um campeonato monomarca.
Quanto a reduzir o número de ralis, bem como adepto é óbvio que não gosto da medida, por mim até podia haver 20 :).
Também me parece um contrassenso visto que se reduzir o número ralis, também reduzem a exposição e por consequência os patrocínios.
Estes senhores dizem que o maior parte do custo está nos ralis, mas a FIA não obriga a que levem para cada rali, 50/60 pessoas, 10 camioes de material, motorhomes de 3 andares para vips e convidados, trazerem convidados de jato particular, hospedagem em hotéis de luxo, banquetes de casamento, …
Seria muito mais eficaz realizar mais ralis de forma mais espartana, aumentar a exposição noutros mercados, como o asiático para trazer mais marcas desta parte do globo, reduzir a caravana ao pessoal mínimo, ~15 pessoas, tendas abertas com acesso ao público em vez dos prédios para os vips.