Adeus World Rally Cars, olá Rally1: 2021 Odisseia nas equipas do WRC
Para os adeptos e público em geral a época dos híbridos no WRC arranca em 2022, mas para as equipas começou um ano mais cedo. Neste momento, Hyundai, Toyota ou M-Sport/Ford lidam já com a era híbrida do WRC. Mas pela frente têm ralis e campeonatos para ganhar…
Tal como sucede na Fórmula 1, também no Mundial de Ralis a época de 2021 será marcada pelo trabalho nos novos carros de 2022.
Este ano, as equipas do WRC vão ser pressionadas como não sucede há muito, já que vão ter que atender à solicitações dos seus pilotos, porque há uma competição para vencer, mas também trabalhar bem, porque irão estar a construir os alicerces para uma era que vai durar cinco anos, tal como a que termina este ano (2017-2021). E este desenvolvimento é ainda mais importante porque marca a transição entre o fim de uma era super bem sucedida, a dos World Rally Car, que começou em 1997, e termina, agora, em 2021, 25 anos depois.
Está a ser uma época muito complicada para as três equipas do WRC, e seria interessante perceber que meios cada uma delas direciona para 2022. É bom recordar que a maior equipa do WRC, é bem mais pequena que a equipa de Fórmula 1 mais modesta.
São realidades completamente diferentes e por isso no WRC nunca seria possível construir, como sucede na F1, um monolugar todos os anos.
Quem pensar que é lógico que as equipas do WRC direcionem mais a sua atenção para 2022, basta imaginar o que pensam disso os pilotos que lutam por vitórias e títulos. Por exemplo, acham que Sébastien Ogier vai estar muito preocupado com o carro de 2022 quando tem previsto terminar a sua carreira no final de 2021 e quer, logicamente, manter o título no bolso? O francês não vai deixar de exigir o possível para vencer.
É apenas um exemplo, para explicar que as equipas do WRC têm pela frente desenvolvimento e competição quase ininterruptos em 2021, sendo que há limites para tudo, e por muita boa vontade que haja por parte das pessoas que compõem uma equipa do WRC, os meios não são ilimitados, como sucede, por exemplos nas maiores equipas da F1. Aí, tudo o que é preciso, aparece. Na Hyundai, Toyota ou M-Sport/Ford isso não sucede. Será sempre um equilíbrio.
Sabendo-se que a Hyundai e Toyota vão ter que continuar a olhar para 2021, por causa das lutas na frente, a M-Sport/Ford poderá tirar disso algum partido, pois mesmo que pudessem, nem sequer têm pilotos que possam lutar por vitórias, pelo menos de forma consistente.
Malcolm Wilson já o disse, vai ‘esquecer’ 2021 para apostar tudo em 2022, mas a sua equipa também tem meios bem abaixo das outras duas, pelo que a diferença também não será grande. Seja como for e mais importante que isso está a qualidade do trabalho que for feito e quanto mais depressa os carros começarem a testar mais tempo vai haver para corrigir problemas.
Apesar da grande experiência das equipas, os novos carros de Rally1 serão inovadores na medida em que combinarão energia elétrica com combustão interna. É chegada a hora dos híbridos no WRC.
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João Pereira
4 Fevereiro, 2021 at 19:33
Dizer que a época WRC 2017/2021 foi bem sucedida, é de um optimismo fantástico. Começar com 4 construtores, e acabar com 2 construtores mais um terceiro, que acabou mais uma vez despromovido a garagista, será sucesso?
Eu continuo na minha, as vitórias á geral têm que ser alargas aos RGT, e para isso, estes têm que poder ser competitivos pelo menos no asfalto. O pessoal até pode gostar de ver um Yaris ou um Fiesta a vencer especiais, mas precisamos de ver um 911 ou outro GT (carros diferentes com um barulho diferente) a vencer em algumas provas, pelo menosde forma a que um privado ou semi-oficial consiga brilhar de vez em quando. Estamos numa época, em que mesmo com várias categorias, só vemos passar Fiestas e outros carros parecidos, e os únicos que sobressaem pela velocidade, são apenas meia dúzia de… Fiestas e carros parecidos.