RallySpirit Altronix: O melhor de sempre!

Por a 10 Novembro 2019 18:40

Desde que nasceu em 2015 que o RallySpirit tem vindo cada vez mais a seguir a filosofia dos melhores eventos de ‘Legends’, quer falemos do RallyLegend de San Marino ou do alemão Eifell Rallye.
Este ano, um bom conjunto de Grupos B marcou claramente o evento, numa espécie de reconciliação com o passado.

Como se sabe, em 1986, o Rali de Portugal tinha prevista uma longa etapa no Norte, mas depois do acidente de Sintra, os Grupos B nunca lá chegaram. Desta feita, e pela primeira vez, ‘verdadeiros’ Grupos B, semelhantes aos que fizeram história em 1986, muito bem secundados por outros carros míticos dos anos 80 e 90, rodaram no Minho, 33 anos depois de terem ficado estacionados no Estoril.

A X-Racing, Promotor liderado por Pedro Ortigão, está mais uma vez de parabéns por este evento, dando mais uma vez passos seguros. Se olharmos para a primeira edição em 2015, e a compararmos com a deste ano só podemos congratularmos-nos face à constante evolução do RallySpirit. A pergunta que se coloca agora é: Até onde? Claramente, Portugal entra com o evento deste ano, definitivamente, na rota dos mais prestigiados Rally-Legends europeus. Sem a mais pequena das dúvidas.

Muitas emoções
É por demais conhecida apetência dos adeptos lusos pelos ralis, pelo que um evento destes é ‘dinheiro em caixa’. Mas estes adeptos também são exigentes, gostam de qualidade, e neste contexto ninguém saiu desiludido. Entre os mais de 100 participantes, onde se contam cerca de 30% estrangeiros, estiveram muitos automóveis de épocas que marcaram a história dos ralis mundiais, com destaque para os impressionantes Grupos B. O destaque vai naturalmente para o o ex-campeão do Mundo de Ralis, o sueco Stig Blomqvist, ao volante do incontornável Audi Sport Quattro S1, apesar dos seus respeitáveis 73 anos.
Quem sabe nunca esquece e quem teve oportunidade de se deslocar a Vila Nova de Gaia, Porto, Barcelos e Santo Tirso não deu o seu tempo como perdido. Foram aos milhares os espetadores, e nem mesmo um São Pedro pouco colaborante os demoveu.
 
Leal & Salgado, SA
No plano desportivo, destaque para as vitórias de Pedro Leal/Isabel Ramalho (Mitsubishi Lancer Evo) na Categoria ‘Spirit’ e Rui Salgado/Luís Godinho (Volkswagen Golf GTI) entre os ‘Históricos’. A prova reservou algumas surpresas para o último dia principalmente na Categoria ‘Spirit’. Depois de liderar na primeira etapa, a dupla espanhola Emilio Vazquez/Hector Rodriguez cedeu o comando a duas classificativas do final do rali, após problemas mecânicos no Citroën ZX Kit Car, que permitiu à dupla Pedro Leal/Isabel Ramalho, que, com o Mitsubishi Lancer Evo, herdarem uma vitória que, com enorme desportivismo, o piloto português fez questão de referir “pertencer à equipa espanhola no plano moral, embora já se saiba que os ralis estão sempre cheios de imponderáveis”. Palavras que só confirmam que o RallySpirit é, de facto, movido por… espírito muito especial!
Mesmo fora dos planos iniciais, até porque tinha apenas um único jogo de pneus disponível para toda a prova, Leal firmou o segundo triunfo na prova, (repetindo o êxito de 2017). Atrás da dupla do Mitsubishi, não faltou animação, com Gonçalo Figueiroa/José Janela, no Ford Escort MK II, a repetirem também o segundo lugar do ano passado e Armando Costa/Rui Raimundo, em Mitsubishi Lancer Evo, a assegurarem o derradeiro lugar do pódio, depois de um toque e furo do também Mitsubishi Lancer Evo ter feito a dupla Jorge Marques/Ricardo Cunha cair da segunda para a quarta posição.
Na Categoria ‘Históricos’, é que Rui Salgado e Luís Godinho não deixaram escapar a vitória no último dia, com o rápido e equilibrado Volkswagen Golf GTI. Naquele que poderá ter sido o seu último rali, o piloto nortenho confessou que o segredo da vitória “esteve no andamento da primeira classificativa onde, com muita chuva, os adversários jogaram à defesa e eu arrisquei tudo, ganhando uma vantagem que consegui aumentar ainda até ao final do primeiro dia, para depois gerir no último”, acrescentando que se tratou “de um triunfo particularmente emocional pois ganhar um rali já é especial, fazê-lo frente a um plantel de luxo e num ambiente fantástico como o do RallySpirit torna tudo mais especial”. O pódio acabou preenchido por Rui Ribeiro/Pedro Fernandes, que levaram o Ford Escort MK I até ao segundo lugar, à frente dos espanhóis Julio Borja Saura/Juan Costas, cuja beleza do Porsche 911 SC também encantou o público.
Caiu o pano sobre o RallySpirit Altronix 2019, venha o de 2020!
 
Classificações
 
SPIRIT
1º Pedro Leal/Isabel Ramalho (Mitsubishi Lancer Evo), 33m22,4s
2º Gonçalo Figueiroa/José Janela (Ford Escort MK II), a 1m13,8s
3º Armando Costa/Rui Raimundo (Mitsubishi Lancer Evo), a 1m24,1s
 
HISTÓRICOS
1º Rui Salgado/Luís Godinho (Vokswagen Golf GTI), 36m35,4s
2º Rui Ribeiro/Pedro Fernandes (Ford Escort MK I), a 14,9s
3º Julio Borga Saura/Juan Costas (Porsche 911 SC), a 59,2s

CLASSIFICAÇÕES ONLINE – CLIQUE AQUI


 

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mindgamesracing
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mindgamesracing

Pedro Leal, dos melhores que passou ao lado duma grande carreira por falta do que outros têm a mais sem andar nada…

mitoswrc
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mitoswrc

Crédito das fotos, por favor.

Jp
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Jp

Por favor venham todos ás camélias!!!

mcrae
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mcrae

Um rali que parece ter sido um belo espetáculo para os verdadeiros amantes dos ralis.
Gostava muito de ver um rali deste género e com estes “bichos (grupo B)” a fazerem a serra de Sintra. Com o Circuito ali ao lado.

ralizeiro
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ralizeiro

A classificaçao do Spirit esta errada. Essa foi a classificaçao provisoria, pois a final tem algumas alteraçoes.

ralizeiro
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ralizeiro
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