Rally de Lisboa: O que disseram os protagonistas (vídeo)
Markku Alen: “em termos gerais gostei, mas o horário deve ser condensado”
Markku Alen foi o padrinho da prova, mas não deixou de fazer as suas críticas: “O Rali de Lisboa foi uma prova interessante, e não só em termos dos troços. Difíceis, rápidos, em termos gerais gostei, mas o horário deve ser condensado. Esperamos demasiado tempo pelo começo dos troços, o rali podia ter sido feito de maneira a que terminasse às duas ou três da tarde. Muitos conhecem a minha história aqui e por isso continuo a ser muito acarinhado. Vi muito público em Montejunto, e não só. É um troço belíssimo.
Reforço, o horário tem de ser mais condensado, e talvez fosse giro este rali fazer os troços de Sintra.
Rui Madeira: “valeu a aposta, as bases estão lançadas”
Rui Madeira foi o Embaixador do Rally de Lisboa, fez os troços de carro zero, com o seu Ford Sierra 4X4 de Grupo N, e está contente com a forma como decorreu o evento: “Acho que foi um excelente rali, que correu muito bem aparte do acidente do nosso amigo Rui Sousa, a quem aproveito para desejar as rápidas melhoras.
A parte competitiva foi muito interessante, havia muito público, acho que o trabalho valeu a pena, uma grande moldura humana nas classificativas, na mítica Montejunto, e para mim foi uma grande surpresa ver tanta gente na super especial da Alta de Lisboa. É o reconhecimento de um grande trabalho produzido ao longo de um ano, acho que valeu a aposta, as bases estão lançadas, agora para o futuro, cada vez terá de ser melhor.
Nuno Rodrigues da Silva: “Houve coragem para ultrapassar todas as super dificuldades”
Nuno Rodrigues da Silva foi uma das pessoas ligadas à organização que ajudou a escolher os troços, e que esteve também nos meandros do trabalho ciclópico que foi colocar na estrada este Rally de Lisboa. Muitos diziam ser quase impossível, mas ficou provado que não é: “Acho que o rali na estrada foi um êxito, muito público, até Montejunto que tem acesso mais difíceis, um dia de sol fantástico, que ajudou à festa, o rali foi muito bom na estrada em termos competitivos, penso que todos adoraram as especiais, claro que há pequeninas coisas a ajustar, mas eu acho que se tem de tirar o chapéu ao Humberto (ndr, Vairinhos, presidente do CPKA), por ter tido a coragem e o golpe de rins suficiente para conseguir ultrapassar todas as super dificuldades que ele encontrou nos últimos tempos.
Pedro Leal e Paulo Amorim (Volkswagen Polo R5) foram sétimos na prova extra do Rally de Lisboa, e apesar da falta de conhecimento do carro, ainda ganharam um troço: “foi um dia de aprendizagem. Depois de 35 anos de competição, que faço este ano, é um carro top (ndr, Volkswagen Polo GTI R5) e nós viemos cá aprender, e acho que aprendemos rapidinho. Penso que conseguimos em alguns troços fazer algumas coisas engraçadas (ndr, inclusive um triunfo num dos troços).
A prova é muito gira, os troços são muito seletivos, difíceis, têm variações brutais, já os tinha vindo ver, acho que é um rali que ficava muito bem no ‘nacional’, porque seria um grande desafio para toda a gente. Troços rápidos, lentos, no mesmo troço faz-se uma ‘viagem’, rápido, lento, escorregadio, estreitas, é desafiante.
Se mudava alguma coisa? A própria organização vai evoluir, o rali teria de ser maior, mas eu sei que há outros troços e outros locais, não me parece que tenham alguma dificuldade de fazer aqui um rali com a quilometragem necessária ao ‘nacional’, aliás até nas ligações há troços desafiantes. A zona é muito propícia para isso.
Portanto aumentava-lhe quilómetros. E disse isso mesmo ao Humberto: a característica deste rali é não ter uma característica vincada, está sempre a mudar. É obrigatório seres um piloto que se adapta e teres um carro que se adapte a vários tipos de traçado, é tudo um desafio, acho que seria muito bem vindo e estar aqui no meio de Lisboa é fantástico.”
Carlos Fernandes: “Esta prova foi um sucesso, tem tudo para dar certo”
André Cabeças: “quantidade de público nos troços foi o que mais me surpreendeu”
João Silva: “em termos globais o rali é um sucesso”
João Silva e Victor Calado (DS3 R5) venceram a prova extra do Rally de Lisboa: “quisemos participar no Rali de Lisboa por ser uma novidade, não andámos a 100%, alguma falta de ritmo e o carro também não estava como queria. Acho que em termos globais o rali é um sucesso, em termos de imagem, divulgação, localizações, quer do Parque de Assistência, quer dos troços, foi uma agradável surpresa, também a beleza da zona Oeste de Lisboa, que não conhecia, as vinhas, as pequenas quintas, acho que o Rali aparece tarde, deve continuar, ser reforçado, para um dia chegar ao patamar que merece, o CPR, porque a competição merece uma prova na capital”.
Gil Antunes: “em Portugal faz falta provas nas grandes cidades”
Gil Antunes e Diogo Correia (Dacia Sandero R4) ficaram em quinto lugar na prova extra do Rally de Lisboa: “Para mim é um orgulho estar a correr na capital. Já fizemos um rali em Madrid, Itália tem um Rali do Europeu em Roma, e em Portugal faz falta provas nas grandes cidades, é muito bom ter aqui um rali, e apesar de ter havido só uma passagem, tivemos muita gente nos troços, e isso para nós dá-nos um estímulo diferente, ver as pessoas a apoiar-nos”.
Pedro Clarimundo: “Foi impressionante a quantidade de gente nos troços”
Pedro Clarimundo/Mário Castro (Skoda Fabia R5) terminaram no pódio da prova Extra da 1ª edição do Rally de Lisboa: “Prova muito gira, muito engraçada, troços muito complicados, mas é fantástico haver um rali aqui em Lisboa, fiz ralis a vida toda no norte, tenho agora um rali à porta de casa, onde não podia deixar de participar.
Foi impressionante a quantidade de gente nos troços, estamos habituados a ter muita gente no Norte, mas aqui foi inacreditável, até no Montejunto, lá no alto, estavam imensas pessoas, num troço que tem poucos acessos, é sinal que as pessoas gostam e que é preciso haver uma prova assim aqui na zona.
Vítor Calisto: “este Rally de Lisboa era o rali que faltava”
Pedro Leone: “foi uma prova gira, dura, mas os ralis devem ser duros”
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CBaptista
24 Outubro, 2021 at 16:37
Querido AutoSport, li todos os títulos relacionados como Rally de Lisboa, bem como a maioria dos artigos, e no fim tenho duas perguntas:
1- Quem venceu o rally à geral?
2 – A PE7 não contou para o “Extra” porquê?
Obrigado
José Luis Abreu
24 Outubro, 2021 at 17:30
Caro CBaptista
1 – Num dos artigos, a resposta está logo nas primeiras duas linhas: Devido a questões regulamentares, os ralis dos ‘regionais’ não podem ter alguns carros a correr juntamente com os concorrentes inscritos no campeonato e neste particular, tendo em que o Rally de Lisboa é candidato ao Campeonato Sul de Ralis, os concorrentes com os melhores carros fizeram um rali à parte (Extra), prova essa que foi ganha pela dupla João Silva/Victor Calado (DS3 R5). Portanto, não houve vencedor à geral, mas sim dois ralis separados, até porque quem fez o Rali Extra não disputou a PE1. É assim que está determinado nos regulamentos.
2 – A PE7 foi anulada, para todos, não só para o Extra. Só a disputaram para dar espetáculo ao público presente. Não foram tirados tempos. A resposta foi dada num dos vídeos: nem todos os participantes puderam reconhecer a super especial, pelo que a Direção de Prova decidiu anular a super especial.
Mário Oliveira
25 Outubro, 2021 at 22:28
É bom ver a opinião generalizada dos pilotos a elogiar a prova quando é tão raro de acontecer.
Se mais motivos seriam necessários, estes demonstram como é essencial agarrar esta oportunidade para colocar o CPR a passar por Lisboa. Mesmo sendo do Norte, acho que é muito importante uma prova naquela região para chegar a novos públicos e para chamar à atenção das grandes empresas que estão instaladas em Lisboa (tão importante que é conseguir um patrocinador de peso para o CPR). Além disso há muitas provas concentradas numa área restrita e em alguns casos onde já passa o CPR no Rali de Portugal.