Portugal Rally Series: modelo moderno, proximidade, impacto nos municípios, promoção territorial e dinamização económica
O Castrol Portugal Rally Series continua o seu caminho de crescimento e afirmação, e já é um projeto bem-sucedido no automobilismo nacional, já que tem vindo a reunir ecos positivos crescentes, quer seja de municípios, pilotos, parceiros e promotores desportivos ao longo desta sua segunda temporada. Falta-lhe percorrer caminho, mas o que foi feito até agora, ‘promete’ mais e melhor.
A Competição de 2026 inclui seis rondas entre março – já se disputou uma – e outubro, distribuídas por quatro provas em asfalto e duas em terra. O modelo inovador, centrado numa Arena central complementada por especiais competitivas e assente em dois dias de prova, é descrito pelos seus intervenientes como uma resposta moderna às exigências atuais do desporto motorizado.
Territórios ganham visibilidade e impacto direto
Os municípios que acolhem as provas têm sido dos mais entusiastas defensores do conceito. Em Vila Velha de Ródão, o presidente da câmara, António Carmona, descreveu a experiência como “um momento sem precedentes na história do desporto motorizado local”, classificando-a como “um conceito claramente vencedor”. André Martins da Silva, em Vale de Cambra, sublinhou que o evento representa “uma oportunidade única para afirmar o concelho como destino de referência no desporto automóvel”.
Em Castanheira de Pera, António Henriques destacou a ligação entre o rali e a identidade local, descrevendo a prova “O Neveiro e a Lã” como “uma ponte entre a herança histórica da região e a paixão pelo desporto motorizado”. Em Lousada, Nelson Oliveira foi direto: “É uma prova diferente, que percorre o concelho e envolve diretamente a comunidade. Era o evento que faltava a Lousada.”
Pilotos: equilíbrio entre competição e vida pessoal
Entre os pilotos, o formato Rally Series é elogiado pela sua capacidade de conciliar exigência competitiva e gestão pessoal. Gil Antunes, que em 2026 celebra 20 anos de carreira, destacou que a concentração em dois dias “não rouba dias de trabalho nem de vida familiar. Os filhos de cada um de nós podem sair da escola à sexta-feira e vir connosco”, afirmou.
O piloto espanhol Iago Gabeiras salientou o benefício para o público e para os patrocinadores: o formato permite aos adeptos acompanhar a ação “em conforto e muitas mais vezes”, enquanto a visibilidade das marcas é reforçada ao longo de todo o fim de semana. Miguel Carvalho, embaixador da série, foi mais conclusivo, descrevendo o conceito como “fabuloso” e destacando a presença de carros de categorias superiores motivada pelo controlo de custos.
Parceiros registam retorno mensurável
Do lado comercial, o impacto traduz-se em resultados concretos. Filipe Brandão, do Grupo Martins e representante regional da Castrol — title sponsor da série —, foi preciso: “Temos registado uma maior procura pelos produtos Castrol acompanhada por contactos de clientes provenientes de várias zonas do país. Uma realidade que anteriormente não se verificava.”
Uma Arena para aproximar o rali ao público
O conceito da Arena Central é, para o promotor, o elemento que distingue o Rally Series dos formatos tradicionais. André Lavadinho, diretor geral da promotora, explica a lógica: “A união de dois pontos essenciais: manter a essência competitiva do rali com especiais de puro rali e, ao mesmo tempo, criar um espaço que gera envolvimento, proximidade e interesse para todo o público.” Em 2026, o modelo foi ainda reforçado com novas categorias — Júnior, Gentleman e Ladies — e com o aumento do limite de inscritos para 100 viaturas em asfalto, respondendo à procura crescente registada na época inaugural.
Inovação num universo com raízes profundas
Contudo, e como é fácil de perceber, o Rally Series opera, porém, num ecossistema onde o modelo tradicional tem décadas de história e uma identidade muito própria.
O Campeonato de Portugal de Ralis, estruturado em provas com dois ou três dias de competição, troços mais longos e uma lógica organizativa centrada no percurso e não numa arena fixa, mantém uma base de público fiel e uma herança que continua a definir o que muitos entendem por um “rali a sério”.
As diferenças são ainda muito significativas: enquanto o Rally Series comprime a experiência num formato de fim de semana curto e concentrado, as provas do CPR distribuem a ação por um território mais vasto, exigem muito maior envolvimento logístico das equipas e privilegiam a diversidade de troços face à intensidade repetida de especiais mais curtas em torno de um ponto central.
Ainda assim, o fosso entre os dois mundos tem vindo a estreitar-se: algumas provas do Campeonato de Portugal já incorporaram elementos que o Rally Series foi pioneiro a sistematizar — arenas de assistência mais próximas do público, zonas de ativação comercial e uma maior atenção à experiência dos adeptos fora das classificativas.
O cruzamento de influências entre os dois formatos pode, a prazo, beneficiar o automobilismo nacional no seu conjunto, mas por agora, cada um continua a responder a públicos, pilotos e municípios com perfis e expectativas distintos.
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