Luís Miguel Rego: “Este título não tem só o meu nome inscrito”

Por a 23 Outubro 2019 12:08

A dupla Luís Miguel Rego e Jorge Henriques (Skoda Fabia R5) é Campeã de Ralis dos Açores pelo segundo ano consecutivo depois da vitória conseguida no VIII Pico Play Auto Açoreana Rali. É o 14º Campeão da história do Campeonato dos Açores.

Luís, estás naturalmente feliz, a quem queres dedicar este teu segundo título açoriano de ralis?
Este título não tem só o meu nome inscrito. O sucesso deste ano foi fruto de um trabalho de equipa e, portanto, é um conjunto de pessoas que deram tudo para que fosse possível alcançar este resultado que tem de ser realçado. O Team Além Mar é a trave mestra de todo este projeto e, se é verdade que este foi o 15º titulo consecutivo para a equipa, tenho que realçar a figura do Dr. Paulo Goulart que, no seu primeiro ano como responsável pela Fábrica de Tabaco Estrela, continuou a apostar nos ralis, e manteve uma presença constante no apoio à equipa.
O título também é seguramente do Augusto Ramiro e da ARC Sport, tal como o é de todos os membros da Rego Jr. Competições.
A competência, o conhecimento e o profissionalismo de todos resultou num trabalho de excelência.
Os patrocinadores também têm um papel fundamental neste título, desde logo porque permitem que nos apresentemos à partida de todas as provas com as condições necessárias para lutar pelas vitórias.
A minha família e os amigos que não falham uma prova, colocando-se à disposição da equipa para ajudar no que for preciso, também não podem ser esquecidos e queria deixar-lhes uma palavra pública de agradecimento por estarem sempre connosco. Finalmente, quero realçar o trabalho incansável e exemplar do Jorge Henriques que junta a todos os predicados profissionais uma amizade que é fundamental para quem passa semanas seguidas dentro de um carro, seja na preparação das provas ou em competição. Como se vê era injusto, e até impossível, encontrar uma só pessoa a quem dedicar o este campeonato

Faz um balanço do campeonato?
Este foi o ano em queríamos consolidar a nossa posição cimeira no Campeonato de Ralis dos Açores depois de no passado termos sido campeões pela primeira vez e foi isso mesmo que fizemos. Foi um campeonato difícil, mas extremamente compensador. Em termos desportivos ganhámos três das seis provas do ano e, mesmo nas que não vencemos, fomos sempre muito competitivos, fruto do trabalho de toda a equipa.
Acabámos o ano muito fortes apesar de nem sempre ser fácil gerir resultados. Penso que conseguimos, nesta fase final do campeonato, encontrar o compromisso entre a competitividade pura e a necessidade absoluta de não errar.

Qual foi o momento chave da época?
Não consigo definir um momento chave mas há claramente momentos difíceis e outros com sabor muito doce em que se contam, obviamente as vitórias. Entre os primeiros destaco o abandono no Sical e o Rali Além Mar Ilha Azul, no qual o aparecimento do nevoeiro, já perto do fim, nos fez errar e perder um rali em que tínhamos sido claramente superiores.
A notícia do cancelamento do Lotus Rallye no mesmo dia em que se iniciava o Ilha Lilás/Além Mar também foi complicada porque nos obrigou a redefinir estratégias e aumentou a pressão de não poder errar, uma vez que já tínhamos abandonado no Sical.
Foi complicado fazer a gestão de andamentos, sabendo que tínhamos ritmo para ser mais rápidos mas que as circunstâncias aconselhavam a jogar de forma inteligente que não pusesse em causa o objetivo maior que era a revalidação do título.

Já se sabe que o Diogo Gago vai voltar com o C3, e por isso já sabes que vais ter boa luta…
Tenho tido sempre grandes adversários e isso tem ajudado ao meu crescimento como piloto. Encaro com muita naturalidade as lutas e acho mesmo que elas são “o sal e a pimenta” do nosso desporto. Independentemente dos nomes e da quantidade de adversários com viaturas de topo que venham a correr nos Açores, o que posso prometer é que vamos dar o nosso máximo para continuar a evoluir, sempre com o objetivo de ganhar.

Que futuro esperas para a tua carreira nos ralis?
Penso que ainda tenho uns anos de ralis á minha frente e conto aproveitá-los enquanto puder porque isto é aquilo que gosto de fazer. Obviamente continuarei a fazer o Campeonato dos Açores e a descobrir cada vez mais o Campeonato Nacional. Vou tentar subir passo a passo na construção da minha carreira para que um dia possa olhar para trás com orgulho e sem arrependimentos. Mas tenho claro que a minha vida profissional é fundamental e que tudo tem de ser feito com a dose certa de equilíbrio.

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