Bruno Magalhães: O sonho comanda a vida…
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Bruno Magalhães conseguiu no início deste ano marcar presença no Rali dos Açores, e tudo o que se passou desde aí é uma incrível história de perseverança, que ainda pode terminar com o título Europeu de Ralis. No final da prova açoriana, a primeira do ERC, que venceu, o piloto de Lisboa teve uma frase arrasadora: “Ganhámos para o Nacional, estou na frente do ERC e agora vamos para casa…” Mas não foi, pois contra ventos e marés, foi assegurando prova a prova resultados e a confiança dos parceiros para não deixar morrer um sonho, e para que este seja um argumento excelente de um filme de Hollywood, só falta mesmo que no final do Rali da Letónia, Bruno e Hugo Magalhães tragam de lá o ‘caneco’.
No início de 2017, sem grandes perspetivas de futuro, mas sem nunca desistir, Bruno Magalhães tudo tentou para conseguir colocar um projeto de pé, e nem nos seus melhores sonhos imaginava que uns meses depois chegaria à última prova na luta para ser Campeão. Pelo meio ficaram um rol incrível de histórias, avanços recuos, muita persistência, garra, classe, e quando assim é por vezes os astros alinham-se. Convém recordar que, aconteça o que acontecer na Letónia, no mínimo, Bruno Magalhães fica no pódio do Europeu (está a dois pontos de ser vice-campeão), e por isso, igualar o feito de Miguel Campos em 2003, entrando também ele para o top de feitos de pilotos portugueses nos ralis internacionais, a par dos Campeões Rui Madeira (1995) Armindo Araújo (2009 e 2010). A ‘estória’ vai ter um epílogo fantástico…
Curiosamente, foi precisamente há dez anos que Bruno Magalhães, então na formação da Peugeot Total, e com Paulo Grave ao lado, fez a sua estreia internacional, não só para premiar a boa temporada que a dupla realizou no plano caseiro, quer ainda para preparar um possível mini-programa no IRC em 2008. Antes da prova, Bruno Magalhães sacudia qualquer tipo de pressão: “Sendo esta a primeira prova que eu e o Paulo (Grave) vamos realizar fora de Portugal, é evidente que partimos sem qualquer obrigação em termos de resultado final, ou não fosse o Sanremo um dos ralis mais difíceis de todo o calendário do IRC, com troços muito específicos e adversários com profundo conhecimento do terreno, sobretudo em termos de campeonato local. A dificultar a nossa tarefa está ainda o facto de só podermos realizar três passagens durante os reconhecimentos, sendo que a mais longa das classificativas (com 43 km de extensão) será disputada à noite. Acima de tudo, partimos determinados em dar o nosso melhor para compensar a equipa pela confiança em nós depositada”, analisou o piloto do 207 S2000.
Depois da prova, Bruno Magalhães foi uma surpresa positiva no início do rali até porque, segundo o piloto “provámos que, em condições climatéricas difíceis e em que o conhecimento do traçado não era preponderante, conseguimos obter bons tempos e rivalizar com os pilotos que estavam a discutir o pódio.” As expetativas do piloto para a prova eram limitadas devido ao “menor conhecimento das classificativas que as poucas passagens de reconhecimento proporcionaram. Em troços cronometrados tão difíceis e estreitos tivemos ainda o inconveniente de passar nalgumas zonas quando estava bastante nevoeiro e não tínhamos a noção onde podíamos atacar livremente.”
Claro que, cumprida a primeira secção, Magalhães revelava-se muito mais satisfeito “apesar da 3ª PE não nos ter corrido como queríamos”. A disputa da classificativa mais longa da prova prometia pois “entrámos ao ataque e estávamos a sentir-nos bem, melhorando bastante os tempos obtidos na primeira passagem pela zona. Estávamos bastante confiantes na obtenção dum bom “crono” apesar de termos perdido algum tempo a ultrapassar o Janos Toth.” No entanto, tudo viria a cair por terra quando “à saída duma esquerda de quarta a fundo deparamos-nos com o carro do Tirabassi completamente atravessado e o embate era inevitável.” Depois de recuperada a viatura e já no Superally restou “um dia em que não era para atacar ao máximo, sim para aprender. Estivemos a alterar as notas nos troços mesmo sabendo que isso nos alterava o ritmo para que, um dia que cá voltarmos, o façamos com notas mais adequadas. Foi um importante trabalho realizado pois também tivemos problemas de travões ao ponto de sermos mesmo obrigados a penalizar para recuperar a pressão no pedal”.
Para Carlos Barros foi positivo Líder da estrutura da Peugeot Total, Carlos Barros considerou esta “uma participação muito positiva. Apesar da pouca sorte que tivemos, cumprimos os objectivos delineados à partida e que visavam ganhar maior experiência nesta primeira prova do Bruno fora de Portugal. Para além disso, as condições climatéricas das primeiras secções jogaram a nosso favor e provamos poder nos bater com os melhores deste campeonato.” Desportivamente “e conhecendo a qualidade da lista de inscritos, mostramos também que um dos lugares pontuáveis estava ao nosso alcance se não fosse o incidente a que fomos alheios. Vincámos também uma vez mais o nosso profissionalismo ao proporcionar à equipa as condições para que voltasse à prova e treinasse uma futura participação neste rali”.
Exatamente dez anos depois, luta para ser Campeão Europeu…

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21 Setembro, 2017 at 22:30
Pois bem. A concorrência não é melhor que vocês, pode ter mais ou menos sorte, mas não é melhor.
Que é possível, é!
Em 2007 era a 1ª aula, agora é só mais uma prova, a melhor de todas.
Bom Rali para toda a equipa.
Ca20081744
21 Setembro, 2017 at 23:12
Em busca de um milagre.Boa sorte.