O que pensa Bruno Magalhães do ‘novo’ i20R5?

Por a 21 Novembro 2019 14:57

Após uma paragem mais alongada para trocar o diferencial traseiro – operação relativamente fácil e rápida, aproveitámos para falar com Bruno Magalhães, piloto português que esteve presente neste ‘aprumo’ que a Hyundai fez ao seu i20 R5.

“E estou muito contente de estar aqui e ter sido convidado pela Hyundai Motorsport Customer Racing para este teste.” Que resultou de um convite de Andrea Adamo, patrão da Hyundai Motorsport, às equipas da Hyundai Portugal. E ficou decidido que quem ficasse melhor classificado no Rali do Algarve, estaria na Sardenha quinze dias depois.

A vitória no Algarve deu, assim, ao Bruno Magalhães a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento do “novo” i20 R5, depois de terem passado pelo banco do Hyundai pilotos como Craig Breen.
O irlandês fez dois dias de testes, depois convidaram um piloto britânico e ao Bruno saiu a fava. Vá lá, o brinde menos faustoso: andou num troço estreito, com pouca aderência e que a água que caia dos céus foi tornando cada vez mais complicado.

“Verdade! Com a água acumulada em alguns locais, chegava a ficar sem direção assistida e não foi fácil. Ainda por cima o troço é estreito, tem muita pedra e pouca aderência. Não é fácil!” dizia o Bruno depois da enésima passagem. Um troço de pouco mais de 3,5 km, sinuoso, com um início a subir onde se ouvia o i20 a “esgravatar” depois uma zona mais rápida com um salto e seguindo-se uma zona mais sinuosa. Dizia o Carlos Magalhães que era um troço “Piiiiiiiiiiiii“ e que o caderno de notas estava cheio.

A cada passagem (ida e volta), paragem na tenda e corrida para o “gabinete” de Andrea Cisotti (dentro do camião de apoio) e seus pares, para lhes contar tudo. Depois, vinha o chefe dos mecânicos trazer o papel com as alterações ao carro. Os mecânicos mudaram três vezes de amortecedores – jarras completas nos dois eixos de cada vez – duas vezes de diferencial traseiro e alteraram vezes sem conta afinações de diferencial, travagem, enfim, tudo aquilo que pode ajudar o carro a melhorar.

“Felizmente entendi-me bem com os engenheiros e muitas vezes sem saber o que estava a testar, consegui dar um bom ‘feedback’ e ajudar o programa definido a avançar. Senti-me bem ao volante do carro e sim, posso dizer que com estes amortecedores e com o novo diferencial traseiro, o carro fica muito melhor. Parece outro!” E o motor? “Não deu para perceber muito as alterações, mas é mais suave que o anterior isso não haja dúvidas.
O motor do meu i20 R5 é bem mais complicado de explorar e percebo porque eles fizeram esta alteração. Para os não profissionais e para os ‘gentleman drivers’ não é um carro fácil.” E o Andrea Cisotti confirmou-me que “o Bruno está a fazer um excelente trabalho e muitas vezes ‘às escuras’ acerta naquilo que queremos”, disse, antes de confessar que “adorava regressar ao Europeu. É ali que evoluímos, é ali que estão dos melhores pilotos da Europa e gostava muito de regressar ao Campeonato Europeu para fazer um programa de algumas provas juntamente com o Campeonato Nacional de Ralis. Reconheço que não é uma tarefa fácil, mas é esse o objetivo.”
Seja como for, o futuro quer de Bruno Magalhães, quer da própria Hyundai Portugal não está claro e há algum nevoeiro a impedir respostas concretas.

De resto, é certo é que o Hyundai i20 R5 está melhor, conheceu alterações suficientes para se tentar igualar aos melhores carros da divisão R5 e em 2020 ter a ambição de lutar pelo WRC 2, aposta forte da Hyundai para lá do Mundial de Ralis com o i20 WRC.

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