Diogo Marujo no top 10, reforça evolução ao volante do Skoda Fabia RS Rally2
Diogo Marujo e Jorge “Jet” Carvalho concluíram o Rali de Lisboa no oitavo lugar da classificação geral, numa prova que serviu sobretudo para consolidar a adaptação do jovem piloto de Mafra ao Skoda Fabia RS Rally2. Embora a participação não contasse para a lista de pontuação escolhida para o Campeonato de Portugal de Ralis, a dupla aproveitou a ronda lisboeta para somar quilómetros, ganhar confiança e confirmar sinais de crescimento num terreno especialmente simbólico para o piloto, perante o público da sua região.

Prova em casa trouxe ritmo e confiança
Aos 20 anos, Marujo enfrentou em Lisboa apenas o segundo rali com o novo Skoda Rally2 e encontrou na repetição dos troços uma oportunidade clara de evolução. O piloto foi aumentando gradualmente o andamento, sempre com margem de segurança, e acabou por fechar a prova no oitavo lugar da geral.
“Foi muito especial correr aqui, até porque há uma parte do rali que passa em Mafra e no Sobral da Abelheira, a terra onde vivem os meus avós, numa região que tem estradas fantásticas para conduzir”, afirmou. Marujo explicou que, sem a pressão de pontuar para o CPR, o objetivo principal passou por “continuar a descobrir o Fabia RS”, um carro que considera “mais estável nas zonas rápidas”, mas também “mais difícil de rodar nas super-especiais ou zonas sinuosas”.
Aprendizagem consolidada de troço para troço
No balanço final, o piloto fez uma leitura claramente positiva da participação. “Foi um rali muito positivo. Senti que, a cada troço, conseguia andar mais com o carro. Apesar de ter sido com calma e com cabeça para não perder a confiança, senti que foi um rali onde evoluí bastante”, resumiu.
A repetição das classificativas entre sexta-feira e sábado revelou-se decisiva nesse processo. “Consegui transportar o conhecimento de sexta-feira para sábado, o que me permitiu ser mais rápido em alguns sítios onde tive menos confiança, ou onde talvez abusei na primeira passagem”, explicou. Mesmo reconhecendo que os troços surgiram mais sujos no segundo dia, devido a cortes e sujidade acumulada, garantiu que a situação “não foi impossível de gerir”.
Próximo objetivo é Castelo Branco
Marujo assume que o foco passa agora por continuar o mesmo trabalho nas próximas provas. “Esse é o nosso objetivo: continuar a evoluir o máximo possível para chegar ao final do ano e conseguirmos estar o mais próximo da frente possível”, afirmou. O piloto considera ainda evidente a progressão feita desde o primeiro contacto com um Rally2 em asfalto, em Castelo Branco, e acredita que cada quilómetro reforça essa adaptação.
Segue-se precisamente o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, agendada para 19 e 20 de junho, novamente em asfalto.
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