CPR prossegue com Rali da Água-CIM Alto Tâmega, Que rali: líquido, gasoso ou sólido?
Realiza-se no próximo fim de semana o Rali da Água-CIM Alto Tâmega, 5ª prova do CPR, num momento em que a competição se vai definir. Ou reequilibra-se ainda mais ou acentua a tendência bipartida na luta pelo título.
Está de regresso, pelo segundo ano consecutivo ao CPR, o agora renomeado Rali da Água-CIM Alto Tâmega. O evento realiza-se nos nos dias 4 e 5 de setembro próximo, tem a chancela do CAMI Motorsport, que, em conjunto com as autarquias locais, recuperou um rali com um passado mítico na disciplina.
O Alto Tâmega, território de água e bem-estar, marca o arranque da segunda metade de um campeonato que, a exemplo dos anos mais recentes, continua muito equilibrado, com as coisas a definirem-se bem perto do fim.
O ano passado, no pico da pandemia, a competição terminou abruptamente com o cancelamento do Rali do Algarve, mas este ano, com as coisas bem mais calmas – ainda que longe da perfeição a que havemos de regressar – espera-se luta até ao fim e numa prova em que o conhecimento dos concorrentes não é ótimo, fruto da ‘novidade’ recente, os protagonistas não devem diferir em nada face ao que tem sucedido nas provas de asfalto, deste e dos anos mais recentes.

No Rali da Água-CIM Alto Tâmega, os favoritos são os mesmos dos anos mais recentes em provas de asfalto. Desde 2018, Armindo Araújo e Bruno Magalhães venceram cinco ralis de asfalto (e o piloto da Hyundai só chegou em 2019), José Pedro Fontes triunfou em quatro, Ricardo Teodósio e Pedro Meireles, um cada. Isto não significa que Ricardo Teodósio não esteja entre os favoritos, quer apenas dizer que, provavelmente, terá mais dificuldades em vencer. Pedro Meireles vai igualmente lutar pelos lugares da frente.
A isto, há que juntar a ‘motivação’ campeonato. O algarvio vai querer recuperar os quatro pontos que tem de atraso face a Armindo Araújo, o piloto da The Racing Factory, pretende, naturalmente, dilatar a margem, e Bruno Magalhães chegar-se mais à frente, até que, finalmente, chegue o novo Hyundai i20 N Rally2 e se abram maiores e melhores perspetivas de triunfar, quer seja no asfalto ou na terra.
Sendo um dos mais competitivos pilotos em pisos de asfalto, José Pedro Fontes também irá lutar pelo triunfo. O ano passado, o acidente na qualificação tramou-o, pois ficou com uma má posição de partida e depressa se atrasou na ‘corrida’. Se tudo lhe correr normalmente, luta pelo triunfo.
Em Castelo Branco, primeira prova de asfalto que realizou, Bernardo Sousa teve muitas dificuldades em andar perto da frente, mas na Madeira já o conseguiu melhor. Contudo, no Alto Tâmega, uma prova que desconhece por completo, é provável que volte a ter dificuldades de acompanhar o ritmo da frente. Miguel Correia deve lutar pelo top 5, talvez algo mais, mas vai depender do andamentos dos quatro melhores

Percurso com novidades
Nove ‘especiais’ de classificação, sendo uma noturna (super-especial), fazem parte da estrutura da prova que continuará a ter o seu centro nevrálgico em Chaves, com o Parque de Assistência no aeródromo local. As principais novidades, para além da mudança do nome, são o regresso de uma super-especial noturna, designada Memorial Claudino Romeiro, no centro da cidade flaviense, e ainda a introdução de uma nova classificativa: Carvalhelhos.
De resto, a estrutura da prova é muito semelhante à da edição anterior. Em termos desportivos, volta a integrar, também, o calendário da espanhola Copa Suzuki Swift 2021. O Rali da Água – CIM Alto Tâmega é ainda pontuável no Campeonato Norte de Ralis, Campeonato de Clássicos de Ralis, Campeonato GT de Ralis, Campeonato Júnior de Ralis, Campeonato de 2 Rodas Motrizes, Challenge R2 &You, KIA RC e Desafio Kumho.
Os pilotos do Campeonato Norte de Ralis competem apenas no domingo, o primeiro concorrente sai para a estrada 5 minutos após o último concorrente do CPR –, disputando as classificativas de CIM-Alto Tâmega 1, Carvalhelhos, Boticas/Vidago 1, CIM-Alto Tâmega 2 e Boticas/Vidago 2.
Programa (CPR)
SÁBADO (4 setembro)
08:00/09:30 – Free Practice
10:30/11:00 – Qualifying Stage
11:40/12:10 – Shakedown
12:45 – Escolha da ordem de Partida (hangar do Aeródromo de Chaves)
16:30 – Partida (Parque Nadir Afonso)
PEC 1 – Alto Tâmega (12,9 km) 17:30
PEC 2 – Termas de Chaves (15,8 km) 17:51
18:28 – Final no Parque do Nadir Afonso
20:24 – Partida do Parque Nadir Afonso
PEC 3 – Memorial Claudino Romeiro (2,45 km) 21:00
22:08 – Final da 1ª etapa no Parque Nadir Afonso
DOMINGO (5 setembro)
08:45 – Partida do Parque Nadir Afonso
PEC 4 – CIM-Alto Tâmega 1 (14,65 km) 09:37
PEC 5 – Carvalhelhos 1 (10,35 km) 10:33
PEC 6 – Boticas/Vidago 1 (12,80 km) 11:05
11:53/12:08 – Reagrupamento no Parque Nadir Afonso
12:17/12:47 –Parque de Assistência (Aeródromo de Chaves)
PEC 7 – CIM-Alto Tâmega 2 13:16
PEC 8 – Carvalhelhos 2 14:12
14:40/15:20 – Reagrupamento em Boticas (Central de Camionagem)
PEC 9 – Boticas/Vidago 2 (Power Stage) 15:29
16:23 – Pódio final na Biblioteca Municipal de Chaves




