Miguel Correia é um dos pilotos que está contra a saída do CPR do Azores Rallye, revelou ter ficado triste por nunca ter sido abordado pela FPAK, ou pela comissão de pilotos, é de opinião que o Rali dos Açores não é o rali mais caro do campeonato, e defende que o CPR pode fazer apenas sete ou mesmo seis provas, mas tem que estar nos melhores eventos.
O que pensas do novo calendário do Campeonato Portugal de Ralis?
“Concordo com a redução de provas, pois já antes desta pandemia era defensor de um campeonato com um total de 8 provas (4 de terra e 4 de asfalto). No que se refere à saída do Rali dos Açores do CPR, fiquei a saber que existe uma comissão de pilotos de ralis, que no passado mês de outubro, realizou uma reunião para debater as linhas mestras para o CPR 2021. Tomei também conhecimento na data do lançamento do calendário que os pilotos presentes foram unânimes na decisão de retirar o Rali dos Açores do CPR, com o argumento de ser uma prova com um custo elevado. Posteriormente essas mesmas decisões da reunião de pilotos foram entregues à FPAK e fico triste por nunca ter sido abordado pela FPAK, ou até mesmo pela comissão de pilotos, para poder expor a minha opinião”
Porque é importante para ti o Rali dos Açores no CPR?
“Em primeiro lugar, posso garantir não ser verdade que o Rali dos Açores é o rali mais caro do campeonato, quando comparado, por exemplo, com outras como a ‘Operação Madeira’ feita em 2020 (Rali da Calheta+Rali Vinho da Madeira). É óbvio que o Rali Açores, o Rali da Madeira e o Rali de Portugal são as provas que têm o custo mais elevado, mas é preciso também analisar o custo benefício de cada uma. Afinal o que é ‘caro’? Está é a minha pergunta e a que todos os presentes na reunião da Comissão de Pilotos deviam fazer…”
Queres explicar?
“Há que por na balança vários factores, tais como: 1) Qual o rali que tem uma cobertura televisiva igual à que faz a RTP Açores e Eurosport?
Ponto 2: O CPR vive de equipas apoiadas por marcas de automóveis, empresas de telecomunicações, combustíveis, área da construção, entre outros, todas elas com interesses e enorme volume no mercado nesta região autónoma. Ponto 3: O Rali dos Açores não é mais caro que a “Operação Madeira” da época passada, onde todos fomos fazer um rali de preparação para o Rali da Madeira, inclusive os pilotos que fazem parte da Comissão de Pilotos!
O que é para ti o calendário perfeito?
Defendo que podemos fazer só sete ou mesmo seis provas, mas temos que estar nos melhores eventos, mesmo que em alguns casos só se faça uma etapa ou etapa e meia. As restantes provas têm que estar sujeitas a um sistema de rotação, que deve ser sustentado por um caderno de encargos atribuído a cada clube com o intuito de organizar bem, sendo obrigatório criar um espectáculo á volta de cada prova, começando pela colocação da base de cada prova em cidades coincidentes com o nível do Campeonato Portugal de Ralis.













