CPR, Miguel Correia: “Temos que estar nos melhores eventos…”

Por a 8 Fevereiro 2021 12:48

Miguel Correia é um dos pilotos que está contra a saída do CPR do Azores Rallye, revelou ter ficado triste por nunca ter sido abordado pela FPAK, ou pela comissão de pilotos, é de opinião que o Rali dos Açores não é o rali mais caro do campeonato, e defende que o CPR pode fazer apenas sete ou mesmo seis provas, mas tem que estar nos melhores eventos.

O que pensas do novo calendário do Campeonato Portugal de Ralis?

“Concordo com a redução de provas, pois já antes desta pandemia era defensor de um campeonato com um total de 8 provas (4 de terra e 4 de asfalto). No que se refere à saída do Rali dos Açores do CPR, fiquei a saber que existe uma comissão de pilotos de ralis, que no passado mês de outubro, realizou uma reunião para debater as linhas mestras para o CPR 2021. Tomei também conhecimento na data do lançamento do calendário que os pilotos presentes foram unânimes na decisão de retirar o Rali dos Açores do CPR, com o argumento de ser uma prova com um custo elevado. Posteriormente essas mesmas decisões da reunião de pilotos foram entregues à FPAK e fico triste por nunca ter sido abordado pela FPAK, ou até mesmo pela comissão de pilotos, para poder expor a minha opinião”

Porque é importante para ti o Rali dos Açores no CPR?

“Em primeiro lugar, posso garantir não ser verdade que o Rali dos Açores é o rali mais caro do campeonato, quando comparado, por exemplo, com outras como a ‘Operação Madeira’ feita em 2020 (Rali da Calheta+Rali Vinho da Madeira). É óbvio que o Rali Açores, o Rali da Madeira e o Rali de Portugal são as provas que têm o custo mais elevado, mas é preciso também analisar o custo benefício de cada uma. Afinal o que é ‘caro’? Está é a minha pergunta e a que todos os presentes na reunião da Comissão de Pilotos deviam fazer…”

Queres explicar?

“Há que por na balança vários factores, tais como: 1) Qual o rali que tem uma cobertura televisiva igual à que faz a RTP Açores e Eurosport?

Ponto 2: O CPR vive de equipas apoiadas por marcas de automóveis, empresas de telecomunicações, combustíveis, área da construção, entre outros, todas elas com interesses e enorme volume no mercado nesta região autónoma. Ponto 3: O Rali dos Açores não é mais caro que a “Operação Madeira” da época passada, onde todos fomos fazer um rali de preparação para o Rali da Madeira, inclusive os pilotos que fazem parte da Comissão de Pilotos!

O que é para ti o calendário perfeito?

Defendo que podemos fazer só sete ou mesmo seis provas, mas temos que estar nos melhores eventos, mesmo que em alguns casos só se faça uma etapa ou etapa e meia. As restantes provas têm que estar sujeitas a um sistema de rotação, que deve  ser sustentado por um caderno de encargos atribuído a cada clube com o intuito de organizar bem, sendo obrigatório criar um espectáculo á volta de cada prova, começando pela colocação da base de cada prova em cidades coincidentes com o nível do Campeonato Portugal de Ralis.

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5 comentários

  1. [email protected]

    8 Fevereiro, 2021 at 15:57

    Ter a “base de cada prova em cidades coincidentes com o nível do CPR” é fundamental e criar um espectáculo á volta é uma excelente ideia… A comissão de pilotos não o contactou com inveja de ter o carro mais bonito de campeonato! (piada)

  2. João Pereira

    8 Fevereiro, 2021 at 16:11

    Talvez os pilotos pudessem criar uma espécie de Associação de Pilotos cuja adesão não seria obrigatória mas seria permitida a todos os federados. Desta forma, poderiam ser eles a nomear este tipo de comissões, cujos membros teriam que ter sido participantes em pelo menos 2/3 das provas do ano anterior para serem elegíveis.
    Como já disse num comentário anterior sobre este tema, faz mais sentido ter os Açores no Nacional, do que ter o Rallye de Portugal, que sendo uma prova do WRC, sai mais da realidade portuguesa. Como adepto, entristece-me a abordagem dos portugueses na prova do mundial, já que com a sua necessidade de pontuar, enfrentam a prova com o mesmo entusiasmo de um grupo de beatas na procissão de Nossa Senhora de Pontuação, e o público com a animação de quem assiste ao cortejo fúnebre de um ente querido. Pelo menos nos Açores, a luta pela vitória á geral está sempre em cima da mesa para alguns, enquanto na “prova maior”, deixam-se apanhar autênticos “calendários” por parte da maioria dos R5 em prova.
    Sei que os campeonatos se ganham com pontos, e que estes só são recolhidos no final das provas, mas qual é o retorno para os patrocinadores, quando o público entediado abandona o troço ou a televisão e vai beber uns copitos dele e comer umas bifanas, enquanto fala alegremente do espectáculo proporcionado pelos outros?
    Obviamente que a FPAK e o ACP preferem anunciar que a sua prova teve quase uma centena de inscritos, mas também sabemos que são sempre vários os pilotos nacionais que participam no Rallye de Portugal, mesmo extra Campeonato Nacional.

  3. Mário Oliveira

    8 Fevereiro, 2021 at 21:39

    Não sei qual o critério para integrar a comissão de pilotos, mas se lá está o Pedro Almeida e o Gil Antunes, faria todo o sentido que o Miguel Correia e outros fizessem parte.
    É inevitável que a exclusão de provas gere críticas, mas aqui acho que mais do que os Açores, o Algarve é mais penalizado porque os Açorianos ainda ficam com uma prova do Europeu, mas no Algarve é um ano em branco.

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