Bruno Magalhães: “Era muito fácil ter dado à chapa e continuar”

Por a 7 Agosto 2016 12:35

Avisar os outros concorrentes antes de mais nada. Foi esta a primeira preocupação de Bruno Magalhães depois de se ter despistado na PEC 17, Ponta do Sol II, à conta de uma pedra que se encontrava na estrada.

“A primeira preocupação que eu tive foi ir avisar os concorrentes atrás de mim, porque era muito fácil eu ter dado à chapa e continuar, porque o meu carro estava em condições. Portanto, eu dava à chapa e continuava. E eu saí do carro e fui avisar toda a gente. Agora, como é óbvio, eu quis que estas imagens ficassem bem esclarecedoras para toda a gente perceber o que aconteceu. Portanto não queiram virar agora e dizer que eu é que sou o culpado disto tudo, quando eu é que fui a vítima, como toda a gente pode ver. A minha preocupação, antes da placa, como está a dizer o Marco Cabral [comentador da Antena 3 Madeira], antes disto ou daquilo, foi avisar quem vinha atrás de mim para não lhe acontecer o mesmo ou para se calhar não ir parar ao meu carro. Portanto, essa é que foi a minha preocupação. Agora, dizerem que eu engendrei um esquema para ganhar o rali quando eu é que estava à frente… pronto, deixam-me sem palavras”, disse no programa Super Especial, da RTP Madeira, coordenado pelo jornalista Paulo Almada.

Já Marco Cabral defendeu-se, dizendo que nunca acusou o piloto:

“Bruno, ninguém está a dizer que engendraste seja o que for. Eu fui o primeiro, se ouviste bem, a dizer que até admitia que a pedra tivesse sido lá colocada propositadamente. A questão aqui não é se a pedra foi ou não colocada lá propositadamente. A questão é se o Bruno Magalhães – e foi isso o que o Colégio de Comissários Desportivos decidiu – tem ou não legitimidade para parar o rali”.

“Não tenho legitimidade nenhuma para mandar parar nada, nem sou mais do que ninguém. Mas tenho legitimidade para zelar pela segurança de todos os intervenientes, e eu não bati, ou não estraguei o carro por milagre, subi o lado esquerdo e podia ter capotado, como podia ter batido num tronco de uma árvore que estava lá, e a minha primeira preocupação foi sair do carro para ir avisar quem vinha atrás. Não foi parar ir limpar o terreno. Tive o bom-senso de mandar abrandar quem vinha atrás de mim, porque o Pedro [Calado, co-piloto Alexandre Camacho], com certeza não pensou nisso, mas se eu tivesse continuado e as pedras tivessem lá, pelo menos alguma coisa iria acontecer”, respondeu Bruno, com Pedro Calado a ser peremptório: “Ó Bruno, eu não fico muito preocupado porque senão fez nada no teu carro, nem um arranhão, no nosso também não teria feito, e pronto, teríamos continuado”.

Mas Bruno Magalhães insistiu na sua visão dos acontecimentos:

“Ó Pedro, mas estás enganado, porque por acaso acertou na proteção de cárter a meio, por sorte. Só por isso o carro aguentou. Mas o problema é a consequência que isso me trouxe de eu sair de estrada. Agora, nunca sabes o que te poderia acontecer a ti, ou aos que vinham atrás. Agora, se a minha atitude é que está errada, eu que sou a vítima disto, lamento. Sinceramente, já nem sei o que hei-de dizer. E lamento tudo o que foi dito. Dizerem que eu engendrei… acho que a sede que algumas pessoas têm de vencer este rali pela primeira vez leva-as a terem declarações deste género, mas eu lamento imenso”

“Bruno, também lamento que uma atitude destas possa pôr em causa todo o esforço de uma organização do Rali Vinho Madeira”, concluiu Pedro Calado.

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7 comentários

  1. Mcrae

    8 Agosto, 2016 at 10:13

    O mais chato foi mesmo o azar da pedra ter aparecido no troço e veio estragar um rali disputado ao segundo. Quanto ao resto, acho que o Bruno na hora pensou logo que tinha sido alguém a colocar lá a pedra para o fazer perder tempo/rali e tendo em conta que o 2º classificado era um madeirense, deve ter sido logo o que lhe veio à cabeça, naquele instante acho que pensou, vou já mandar parar isto tudo, acaba-se aqui o rali.. etc etc, agora diz que a preocupação dele foi sempre a segurança dos outros pilotos, isso já é conversa da treta para se defender e encher chouriços.

    Compreendo a frustação dele, mas pelo que me parece (pedra tenha caído sozinha) ele errou, o que tinha a fazer era continuar o rali conforme conseguisse e pelos vistos era possível porque não ficou com nenhum estrago. Agiu mal e acabou por ficar muito mal na fotografia porque quer que a versão dele ganhe mas não tem razão nenhuma, o que normalmente se faz quando um caro fica no troço é avisar os pilotos seguintes do perigo mas eles passam e siga o rali, ali era só arrumar a pedra e avisar devido ao carro dele estar na zona da escapatória, agora impedi-los de passar??? Quem também deve ter gostado foram os adeptos que estavam naquele troço e devido à birra do Bruno não tiveram direito a ver rali.

  2. Kankkunenfan

    8 Agosto, 2016 at 21:45

    Alguém me sabe (no onboard mal dá para reparar) que tipo de pedra existe naquela zona? Ou seja, aquele tipo de pedra maciça ou tipo rochosa, algo parecido com o xisto? Se for esta ultima, desfaz-se após qualquer impacto. De qualquer forma, o Bruno é um piloto que tem primado pela internacionalização, não achei normal ter esta atitude, pois não a teria em qualquer outra ronda do TER ou muito menos do ERC. Basta ver que Dumas, ficou boquiaberto e nem quis perceber. A maldade por vezes vem da cabeça do lesado e o facto de o Bruno ter dito imediatamente após o impacto que foi um acto contra si não ajuda em nada!! Isso e todos vídeos terem desaparecido do youtube. Bruno não precisava disto e normal que conhecedores da região andem cada vez mais. na minha sincera opinião a vitória seria bem entregue a um residente e a um 208 T16 preto. Mas há algo que é quase tão irrisório quanto o tempo atribuído a Meeke em Portugal quando nem sequer fez o troço.. os 35s de penalização vêem de onde afinal?

  3. Pedro Marinho

    9 Agosto, 2016 at 15:59

    Bruno Magalhães aqui tens a resposta: ” Bruno não precisava disto e normal que conhecedores da região andem cada vez mais. na minha sincera opinião a vitória seria bem entregue a um residente e a um 208 T16 preto”. Já parece o Rally dos Açores de 1993, quando o Horácio Franco tinha o 2º lugar garantido, na última classificativa Tronqueira, 2 grandes pedras colocadas na trajetória, fizeram com que danificasse a suspensão. O beneficiário foi o Roberto Couto. Portanto situações de pedras estrategicamente colocadas vão sempre existir, nos ralis de terra, dá para disfarçar, nos de asfalto é mais complicado camuflar. Ainda não foi desta que um piloto madeirense venceu. Mas para percebermos se realmente os pilotos madeirenses são pilotos de topo, propunha que a dupla do team vespas participasse no CNR.

    • Kankkunenfan

      9 Agosto, 2016 at 21:44

      Caro, isso de tirar citações dos comentários dos outros, tem lógica quando se percebe o comentário de onde copia esse excerto. Mas olhe, para não ter de lhe fazer um desenho, posso-lhe dizer que cheguei a ir com o pai deste piloto e com o Paulo Amaro (grande navegador) a este rali e se apenas mencionei o tal “208 R5 preto” é porque tampouco me lembrei do nome do piloto em questão, mesmo se sabia que é madeirense. Agora pensemos o seguinte, o Bruno tem feito imensas provas de ERC nos últimos anos, um acontecimento destes no ERC chama-se sorte!! A única coisa que o Bruno faria era.. “ter dado à chapa e continuar”!! Por detrás de cada piloto esta um ser e pode ter ímpetos, más decisões etc.. o que os destaca são os que quando sabem que falharam conseguem admitir que reagiram mal! Neste caso, não acho bem que tenha mandado parar os outros carros só isso, pois como se viu no final ninguém gostou e os ralis sempre foram assim.. um risco!! Depois, porque preferia ver o 208 preto? lol Caro, quando vejo um campeão nacional que em terra nada anda, o melhor piloto Português sem carro e um piloto internacional com uma atitude destas, dá-me para isso.. pois esse 208 R5 preto estava a andar forte e este país merece que outros pilotos sejam valorizados, amigo o Bruno conhece aquelas especiais quase tanto quanto os locais. Pois se olharmos para certos casos, somos o único país da Europa a ter pilotos que andam à 2 décadas ainda a lutar pelas vitórias no mesmo rali. São excelentes pilotos? Talvez continuem com um bom andamento sim, mas a razão é mesmo falta de novas apostas, não terem noção de que com as suas idades já não vão além (há aí um punhado de miúdos com um bom andamento) e depois os circos, onde julgava eu que a tenda era apenas sediada na FPAK! Não estou contra o Bruno, mas por o que vi, é fácil “ler o seu pensamento” quando viu a pedra e aí estragou tudo. Ah, agora que realmente fui ver os tempos do “piloto do 208 preto”, não tenho duvidas que desde a 2ª pec que foi o melhor em prova. Afinal o que ficou 1s a sua frente é o campeão nacional e o Bruno é apenas um piloto que soma 4 vitórias em 7 pódios nas suas… 16 presenças!!!!!

      • Pedro Marinho

        10 Agosto, 2016 at 16:47

        Caro kankkunenfan, acho bem que defenda com unhas e dentes os seus conterrâneos. Não tolero facciosos, criticar um campeão nacional…você é piloto? De Playstation? Já que venera tanto o 208 R5, que por sinal não é um Herbie, mas sim o piloto Alexandre Camacho, volto a propor que o team vespas participe no CNR. Na sua opinião o melhor piloto português sem carro, será…Bernardo Sousa? Não vou comentar.

        • Kankkunenfan

          11 Agosto, 2016 at 20:00

          Caro a verdade doi para esses lados? Olhe, primeiro aprenda o conceito dos ralies, sua história e em que pisos foram ganhos a maioria dos pontos de cada titulo na sua história em campeonatos do mundo ou mesmo da Europa. E se julga que está a falar com alguém da Madeira que defende o seu piloto, olhe tampouco fui ver o nome do piloto, porque sei que há aqui gente como você a defender x ou y!! No WRC aposto que você gosta da actual regra de saída, contudo, no seu pobre nacional, prefere ver sempre o mesmo piloto que se mostra mesmo em asfalto! Sou a favor de realizarem o rali de Portugal, mas dá dó ver um campeão como este em pisos de terra. E sim, no meio de tudo o que aconteceu (vá ver os tempos do Camacho) na minha opinião merecia a vitória sim. Playstation ou se corro?! Há-de ter muito a ver com isso, mas com esse parecer, quem não corre nem nos rali sprint é você decerteza!! O melhor piloto que falo, ainda se fala dele no actual WRC como na Finlandia, o Armindo Araujo, se tambem tem duvidas, esse barata boca da playstation deve-lhe ter saído literalmente de algum comando de videojogos.

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