Toda a gente nas corridas já sabe que estas só terminam quando a ‘Senhora gorda canta’ e desta feita, essa Senhora demorou umas horas para cantar, e antes que o fizesse ficou a saber-se que os vencedores em pista da classe LMP2, o Oreca 07 Gibson #26 da G-Drive Racing, e o #28 da TDS Racing foram excluídos da classificação final das 24 Horas de Le Mans devido a uma infração técnica relativa aos sistemas de reabastecimento.
A decisão dos Comissários foi apenas hoje conhecida, pelo que os dois LMP2 que teriam terminado a corrida em primeiro e quarto foram desclassificados. Os homens da G-Drive e TDS já revelaram que irão apelar da decisão, mas para já o triunfo passa, até à decisão final no Tribunal de Apelo, para o Alpine A460 Gibson #36 da Signatech de Nicolas Lapierre, Pierre Thiriet e André Negrão, que ‘sucedem’ assim a Roman Rusinov, Jean-Eric Vergne e Andrea Pizzitola.
Segundo a FIA, uma peça não homologada foi inserida no restritor de fluxo, e abria essa válvula, alterando as dimensões desse cone no restritor. A equipa diz que nada nos regulamentos o proíbe, mas a FIA assegura que o sistema de reabastecimento está totalmente regulado. Segundo os homens da cronometragem oficial, a Alkamel Systems, os carros eram em média seis a oito segundos mais rápidos em que cada paragem nas boxes do que os adversários.
Ao contrário das classes LMP1, GTE-Pro e GTE-Am classes, a LMP2 não tem um tempo mínimo de reabastecimento. Com estas exclusões, o Oreca #39 da Graff-SO24 de Vincent Capillaire, Jonathan Hirschi e Tristan Gommendy passa a ser segundo na classe enquanto os homens do Ligier JS P217 Gibson #32 de Juan Pablo Montoya, Will Owen e Hugo de Sadeleer, ascendem ao pódio da classe.
Na classe GTE Pro, o Ford GT #67 perde o quarto posto, devido ao facto de Tony Kanaan não ter cumprido o tempo mínimo de pilotagem, pois tinha de fazer pelo menos seis e só cumpriu 5h16m. Com a penalização, o Ford GT #67 caiu para a 12ª posição da classe.











