/maismotores/grandes-patrocinadores-benetton-um-caso-curioso/
Grandes patrocinadores: Benetton, um caso curioso | AutoSport
 

Grandes patrocinadores: Benetton, um caso curioso


A Benetton é um caso curioso. Quando, em 1984, Luciano Benetton quis ir para a F1, convidando para isso um tal Flavio Briatore, nenhum deles tinha qualquer experiência do assunto. Nem sequer percebiam bem o que era quilo de F1 – exceto que era um tremendo veículo publicitário.
As primeiras experiências da Benetton, que fabricava roupa colorida e de toque desportivo e pouco formal, como pouco formais eram as suas maneiras de viver a publicidade, foram, em 1983, com a Tyrrell e, em 1984 e 1985, com a Alfa Romeo. Nada de mais: as equipas eram fracas, os carros quebravam muito e os resultados ficaram longe do esperado.
Por isso, em 1986, a ‘família’ decidiu dar um grande passo em frente, formando de raiz uma equipa de F1, com Briatore ao leme. A equipa chamou-se mesmo Benetton e foi montada no que restava da Toleman, que foi entretanto comprada. A estrutura técnica manteve-se, Rory Byrne foi nomeado engenheiro-chefe e o primeiro chassis construído pela Benetton, o B186, era tão bom, que ganhou mesmo um GP nesse ano, com Gerhard Berger [México].
Durante cinco temporadas, até 1991, a Benetton teve na… Benetton o seu principal patrocinador. Depois, em 1992 e 1993, foi substituída pela Camel e, a partir de 1994, pela Mild Seven – que pintava de branco os Benetton em 2001, ano em que a equipa foi extinta e adquirida pela Renault, de regresso à F1. Pelo meio, ficaram os campeonatos ganhos por Michael Schumacher [1994 e 1995], mas sem as cores da… Benetton.