Circuito de Aintree/GP da Grã-Bretanha (1955/57/59/61): Para todo o tipo de cavalos


As corridas de cavalos são um ex-libris da Grã-Bretanha. Desde tempos imemoriais, “ir às corridas” faz parte do imaginário popular: os menos abastados, para ver e apostar; os mais abastados, quase sempre conotados com a nobreza, para participar. “Ir às corridas”, ainda hoje, é chique. Um dos templos das corridas de cavalos, sempre foi Aintree, nos subúrbios de Liverpool. Palco do famoso Grand National, o mais importante “derby” com cavalos, em 1954 foi pela primeira vez utilizada nos desportos motorizados. Na verdade, nessa altura foi construído, à volta da pista principal, um circuito, com o perímetro de 4,83 km. Era formado por uma série de curvas muito rápidas mas que, mesmo assim, o tornavam mais lento que Silverstone, até então a “pátria” do desporto motorizado no País, com a realização, desde 1950, do Grande Prémio de F1. A vantagem estava
nas instalações, perfeitas para a assistência. Assim, em 1954, foi decidido que a F1 passasse a alternar-se entre estas duas pistas. A primeira edição foi em 1955 – e viu o domínio da Mercedes, através de Fangio. Aintree acolheu ainda por mais quatro vezes a Fórmula 1 e, em 1957, os Vanwall foram sensação, com Moss e Brooks partilhando o carro vencedor. Moss bisou a vitória dois anos mais tarde e, em 1961, o triunfo caiu nas mãos do conde Von Trips, com um Ferrari. O último ano da F1 em Aintree foi 1962. Jim Clark encerrou o lote dos vencedores.