Vídeo – Alonso responde a Johnny Herbert: “Eu sou um campeão, tu um comentador”
Fernando Alonso não gostou do que ouviu e não se fez de rogado. Encarou quem o criticou de frente e disse-lhe o que pensava, ‘à letra’, e em direto, para que todos ouvissem.
Após ter dito aos microfones da Sky Sports F1 que o piloto espanhol já não se encontrava motivado e que por isso devia retirar-se da Fórmula 1, Fernando Alonso encontrou Johnny Herbert no paddock, precisamente quando o antigo homem da Benetton e três vezes vencedor de um Grande Prémio discursava sobre os eventos do GP do Bahrain, e confrontou-o com os comentários que o inglês tinha efetuado:
“Não te retiras?”, insistiu Herbert, ao que Alonso disse: “Não, não me retiro. Eu sou um campeão do mundo. Tu terminaste como comentador porque não o foste”, concluiu, enquanto apertavam as mãos.
Herbert, surpreendido, soltou apenas em direto: “Sim, ok, não fui campeão do mundo…”, antes de a sua colega de emissão ‘fugir’ rapidamente para intervalo. Ora veja:
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Racingmachine
2 Abril, 2016 at 16:34
De facto, quem olha para o Alonso hoje até se esquece que ele foi campeão… E classe também não lhe falta…
MVM
2 Abril, 2016 at 16:39
Que rapaz tão ‘full of shit’ que o Alonso é! Não vou ter saudades dele quando se reformar.
Cágado1
2 Abril, 2016 at 16:43
Presunção e indelicadeza, com o que deve ter sido dos pilotos mais simpáticos de sempre na F1. Desnessessário!
Sr. Dr. HHister
2 Abril, 2016 at 16:52
Bem, o Herbert também foi presunçoso em tentar adivinhar o que se passava na cabeça do Alonso. Quer vocês queiram quer não, é de testosterona que são feitos os campeões.
Cariocecus
2 Abril, 2016 at 17:04
Não gosto do Alonso nem por nada, partilho da mesma opinião do Herbert que ele deveria reformar-se, mas gostei da boca que ele mandou.
Iceman07
2 Abril, 2016 at 17:41
O Alonso também é comentador, oops… quis dizer comendador.
LeonardoM
2 Abril, 2016 at 17:49
Respondeu lhe e bem!!! Quis se armar em jornalista e teve uma resposta que não queria.
Aquele “Yes, ok…” deve ter sido aí que lhe passou a carreira toda mesmo à frente dos olhos e resignou-se! Bem merecido.
Zé do Pipo
2 Abril, 2016 at 20:49
Posso estar enganado, mas creio que Alonso nunca mais foi o mesmo desde aquele incidente em testes no Circuito da Catalunha. O recente acidente vejo-o como incidente de corrida, mas parece-me que lhe falta algo… e não creio que seja só do carro ser pouco competitivo. Embora o ache um pouco presunçoso, creio que Alonso respondeu bem a Herbert, que se esqueceu que quem comenta também está sujeito a “ser comentado”… e ao vivo e a cores!
anotheruser
2 Abril, 2016 at 21:12
Levou apenas com a resposta arrogante que merecia para a pergunta petulante que fez.
O Herbert perguntaria aquilo ao Button se este porventura tivesse tido um acidente terrível duas semanas antes?
Claro que não!
Há um ou outro inglês com “espinhas atravessadas” e a quem continuam a doer as dores dos conflitos do Alonso com Mclaren, com Hamilton, que querem mandar na casa dos outros e decidir pelo Ron Dennis e com a ideia que a F1 é o desporto deles.
Veja-se a reportagem em que se deram ao trabalho de contar quantos pilotos ingleses participaram já na F1 e o protagonismo dado ao Palmer (mais um).
Às vezes penso que lhes falta mesmo ter um piloto não inglês (sobretudo alemão ou francês), numa equipa italiana, alemã ou francesa a deixá-los anos a fio “a seco”.
MVM
2 Abril, 2016 at 22:56
Porquê petulante? A mentira de 1.º de Abril sobre a retirada do Alonso, que o AS publicou ontem, foi igualmente divulgada noutros meios de comunicação; o Johnny Herbert apenas queria um comentário do Alonso a essa partida. Se calhar não se exprimiu da melhor maneira, mas a resposta do Alonso foi um verdadeiro nojo. Foi o mesmo Alonso de Porto Santo em 2010.
Essa de os ingleses não gostarem do Alonso não é verdadeira. Pelo contrário, eles valorizam o Alonso quando se trata de compará-lo com um certo alemão que eles detestam pela simples razão de ser ganhador (nós sabemos quem é). O que não quer dizer que não sejam os piores dos chauvinistas, claro…
Já agora, o Johnny Herbert estava destinado a ser um prodígio até sofrer um grave acidente em 1988, na Fórmula 3000, que, embora não o tenha impedido de chegar à F1, lhe tirou muita da ‘chama’ que tinha. Mesmo assim foi dos poucos companheiros de equipa do Schumacher que não foram completamente ofuscados por ele.
anotheruser
2 Abril, 2016 at 23:59
“Prodígios” na F1 não faltam, nem nunca faltaram: os que lá chegam e os que lá se mantêm estão sempre entre os melhores. E os muitos que lá morreram também eram prodígios.
O “destino prodigioso” do Herbert na F1, que o próprio alimenta, é a maior léria que gostam de vender (um piloto que tinha um pé de mobilidade limitada, desde o acidente na F3000, nunca poderia ir muito longe, tendo aliás sido dispensado após a primeira temporada na F1).
Nesse sentido o Herbert foi mais um piloto mediano, de entre muitos.
Todavia a questão não é essa: não se trata de comparar currículo de piloto de um com o outro (seria ridículo para o Herbert).
Trata-se de manter cada “macaco no seu galho”.
O Alonso é uma das estrelas do circo (que eu não suporto), mas que na F1 é piloto, é bi-campeão mundial, e é o que mais vende e que mais reacções desencadeia. Pergunta petulante e muito mais depois do acidente brutal, e de na noite anterior ter sido impedido de participar no GP, tendo inclusivamente tentado demonstrar sua forma física fazendo flexões na re-avaliação (já teve uma costela partida? Dói para caraças. Agora experimente fazer flexões).
O Herbert é um comentador alimentado e de barriguinha cheia pelos artistas do circo e cada peixe tem sua posição na cadeia alimentar. O Herbert esqueceu-se disso: não é um jornalista. É um “entertainer”.
Adoraria ter visto este tipo de pergunta a ser feita a Piquet (com seu “bom feito”), a um fleumático Mansell ou, tivesse vivido, a um Senna.
Em resumo: bem diplomático foi o Nandinho.
Iceman07
3 Abril, 2016 at 1:14
O Senna era simples, era uma resposta idêntica à que deu ao Jackie Stewart, quando este disse que o Senna era o piloto que mais se envolvia em acidentes.
O Herbert sempre pode aproveitar e perguntar ao Kimi Raikkonen se não se retira…
anotheruser
3 Abril, 2016 at 10:33
O Piquet provavelmente marcava-lhe cinco dedos na cara, o Mansell agarrava-o pelos colarinhos e encostava-lhe a testa, o Senna uma monumental repreensão em público.
E já agora, com o Prost provavelmente este já teria reunido com o Todt, com o Bernie e já existiria um comunicado da Sky a desculpar-se e o Herbert estaria a pensar em procurar outro trabalho.
Ora aí está uma boa sugestão: perguntar ao Raikkonen!
Há de facto comentadores no paddock que não sabem qual é a mão que os alimenta.
MVM
3 Abril, 2016 at 10:20
A pergunta não foi petulante coisa nenhuma. Foi perfeitamente natural, dadas as circunstâncias. A reacção do Alonso, essa, foi típica da besta que ele sempre foi.
Não sei onde extrapolou, da minha resposta anterior, essa do “destino prodigioso” na F1, porque não foi nada disso que eu escrevi; por isso, adiante: como comentador, o Herbert – tal como o Brundle, ou provavelmente mais – é um chauvinista. Lembro-me de um episódio interessante, quando o Johnny Herbert cobriu a Race of Champions do ano passado. A primeira manga opôs o Ricciardo ao Vettel. Até então, o Herbert estava todo risonho e sorridente – era capaz de jurar que vi um volume incomum nos seus jeans – com a perspectiva de ver o Ricciardo a ganhar. Como isso não aconteceu, o Herbert perdeu instantaneamente o sorriso. Nunca mais disse piadinhas. Ver a cara do Herbert depois dessa eliminatória que o Vettel ganhou foi das partes que mais gostei na RoC de 2015.
anotheruser
3 Abril, 2016 at 10:52
limitando-me a citá-lo:
“…Johnny Herbert estava destinado a ser um prodígio até sofrer um grave acidente… lhe tirou muita da ‘chama’ que tinha”.
MVM
3 Abril, 2016 at 11:09
Respondendo ao anotheruser: aparentemente, quando me citou, esqueceu-se (?) de colar a parte em que digo que esse acidente foi na F3000 – logo, antes de chegar à F1.
Vamos discutir as coisas com um pouco de seriedade ou fazer joguinhos de retórica?
anotheruser
3 Abril, 2016 at 23:42
E respondendo ao MVM:
…então o que o “MVM” quis dizer é que o Herbert estava destinado a ser um prodígio da F3000…
Essa é de facto a ambição de todos eles.
E chegou à F1 com menos chama. Então para que era isso relevante? Assim como o trajecto posterior na F1 que descreveu?
Então estava destinado a ser um prodígio de quê???.
LOL.
Não? também não era isso que queria dizer?!
E porque não ficou pela F3000, depois de lá ter voltado após ter sido dispensado após um ano de F1?
Quanto aos “joguinhos de retórica”… parece-me que é o seu passatempo de recreio “dar o dito por não dito”.
Portanto, deixe a seriedade para quem é adulto.
[email protected]
2 Abril, 2016 at 23:02
A pergunta foi indelicada, mas a resposta foi de um bronco, à “la Alonso”. Se bem que, a resposta nem tem nada que ofenda o Herbert, porque se ele saiu da F1, é naturalíssimo que tenha optado por comentar sobre o desporto que conhece bem, e isto acho normalíssimo. Ou Alonso estaria à espera que ele fosse para ciclista? Por outro lado, a perguntado Herbert faz todo o sentido, e se nós por aqui já comentámos essa possibilidade, no meio é muito natural que se fale tamb+em. Basta analisar a última década do espanhol, que tem andado aos papéis. Aliás, eu acho que ele está na F1, apenas por ter dois títulos de campeão, mas como temos vistos, isso não deu vitórias à Ferrari nem à McLaren. É lógico que todo mundo pense que já era hora dele ir de frosques.