Neste momento são os 200 milhões de dólares acordados anteriormente, sem que equipas e Fórmula 1 possam pedir um aumento do valor a ser pago pela entrada de uma nova equipa na competição mundial, recorda o Presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, na mesma altura em que o processo de avaliação de candidatos está a terminar.
O CEO da Fórmula 1 Stefano Domenicali deixou um aviso, em abril passado, às estruturas que pretendem entrar na competição através do processo de candidaturas da FIA, que o valor a pagar pode ser mais alto do que os 200 milhões de dólares do fundo anti diluição definido no Acordo da Concórdia em vigor até 2025. Mas o Presidente da FIA insistiu, em entrevista ao Motorsport-Total.com, que o valor não pode ser alterado, tratando-se de um contrato “legalmente” válido, sem que tivesse existido qualquer alteração ao estabelecido. Mohammed ben Sulayem recordou durante a entrevista à publicação alemã que a FIA tem de cumprir e fazer cumprir as regras que ela própria estabelece para a Fórmula 1, após consulta às equipas e aos detentores dos direitos comerciais.
O responsável federativo explicou que a FIA não se pode envolver nos pagamentos comerciais da competição, tratando-se de uma função exclusiva do promotor, mas que também não está em posição de alterar as regras, que segundo o próprio foram aceites “tal como estão agora” pelas “equipas, FOM e FIA”.
Ainda a temporada não tinha começado e no seguimento do interesse de Michael Andretti em entrar na Fórmula 1, surgiram rumores que davam conta do interesse das equipas e da FOM para que o valor a ser distribuído pelos concorrentes do campeonato e pago pelas novas equipas da grelha fosse aumentado para 600 milhões de dólares, o triplo do valor atual. Em abril, Domenicali, CEO da Fórmula 1, explicou que a situação atual “é totalmente diferente” do que aquela a que levou à definição do valor definido no Acordo da Concórdia assinado em 2020, sendo “nosso dever garantir que protegemos o negócio da melhor forma possível”. Mas o Presidente da FIA não tem o mesmo entendimento de Domenicali, como de vários responsáveis de equipas que já partilharam a sua opinião sobre o tema.












