Há detalhes que são “pormaiores” e quando Zak Brown percebeu que os seus talentos se esgotaram sem produzir efeitos, foi buscar Andreas Seidl à Porsche.
O engenheiro alemão pediu carta branca e organizou tudo à sua maneira, rigorosa, como bom germânico que é. Com o americano ocupado a fazer aquilo para que foi esculpido – relações públicas e gestão – Seidl rapidamente colocou tudo no lugar, trouxe alguns elementos chave e deu à McLaren aquilo que lhe faltava desde que Ron Dennis deixou a equipa fundada por Bruce McLaren.
A melhoria foi imensa, mas a equipa de Woking teve a felicidade de contar com dois pilotos brilhantes: Carlos Sainz e Lando Norris. O espanhol pode não ser uma estrela como Hamilton, mas fez uma excelente época e conseguiu marcar muitos pontos para a equipa. Os dois pilotos são tão bons que empataram no que toca à qualificação, 10 vezes na frente Norris, 10 vezes Carlos Sainz, o espanhol terminou mais vezes à frente do britânico (9 contra 5), quase fez o dobro dos pontos de Norris, o mesmo em relação às voltas na frente.
A verdade é que a McLaren “roubou” o quarto lugar ao seu fornecedor de motores, a Renault, e os bons resultados e desafogo financeiro levaram a McLaren para os braços da Mercedes, fornecedora dos motores a partir de 2021, um regresso que admite muitas especulações, até a retirada da Mercedes oficialmente e o regresso à famosa dupla McLaren-Mercedes.
A McLaren é um dos Tops de 2019
José Manuel Costa












