Colocar na sombra um penta campeão do Mundo não é tarefa fácil, mas foi isso que Charles Leclerc fez na sua segunda temporada na Fórmula 1, primeira com a Ferrari.
Venceu o ceticismo dos mais fervorosos “tifosi” que não admitem jovens sem experiência na “sua” equipa, derrubou o muro da desconfiança na passagem da Alfa Romeo para a Ferrari e enviou uma mensagem a Lewis Hamilton: se a Ferrari acertar, o britânico vai suar as estopinhas para ganhar em 2020.
Vettel já saboreou o “veneno” do monegasco: foi batido 11 vezes na qualificação, amealhou menos pontos que Leclerc e esteve menos voltas na frente, tendo apenas ganho nos resultados finais, com Vettel a acabar 10 vezes na frente de Leclerc. Mas venceu duas corridas – a de Monza ficará na retina de todos pela forma como se defendeu, com talento e qualidade, de Lewis Hamilton – e ficou com sete “pole positions” no seu bornal, batendo, uma vez mais, o piloto da Mercedes no seu “quintal”. Sim, foi “enganado” por Max Verstapen na Áustria, mas a lição ficou e o holandês dificilmente voltará a ter facilidades.
E na luta de “galos” com Vettel, Charles Leclerc mostrou que tem voz grossa e não se importa de apontar o dedo ao alemão, quatro vezes campeão do Mundo. Porém, ainda comete alguns erros e não fosse isso talvez Leclerc tivesse lutado por algo mais que o terceiro lugar dos pilotos, “roubado” pela sua equipa ao desatinar com a estratégia.
Charles Leclerc é um dos Tops de 2019
José Manuel Costa










