Teto orçamental para a Fórmula 1 pode ‘arrancar’ em 2019…

Por a 3 Novembro 2017 15:28

O título Mundial de Pilotos de Fórmula 1 decidiu-se no México, mas se acha que a disciplina vai começar já de ‘férias’ desengane-se pois para além de haver ainda duas corridas – que se esperam ‘abertas’ – pela frente, os meses de inverno deverão ser muito intensos nos bastidores e em termos políticos.

É verdade que já houve algum ‘barulho’ quando foi proposta a nova tipologia de motores para 2021, mas o ‘pior’ está para vir, pois para a semana vai começar a ouvir-se falar de teto orçamental, e aí é que a ‘porca torce o rabo’.

A Auto Motor und Sport fala num teto orçamental de 150 milhões de euros, e refere também a possibilidade deste valor descer para 100 milhões de euros, um valor que é ‘só (mais ou menos) um terço do que gastam agora as ‘três grandes’. Para ‘piorar’ o filme, a Auto Motor und Sport diz mesmo que a primeira fase pode começar já em 2019. E como a FIA poderá controlar? ‘Metendo’ um ‘espião’ nas equipas, ou seja um elemento que está em permanência, nas suas sedes a verificar como tudo se processa. Chamemos-lhe um ‘observador’…

Logo aqui há um ‘campo inclinado’ pois as equipas inglesas têm que registar as suas contas na ‘Companies House’ (Casa das Empresas), mas não a Ferrari, Sauber ou Haas, que não estão sediadas em Inglaterra.

Por aqui se percebe que o primeiro ano de Liberty Media foi calmo, mas o segundo deverá ser tudo menos isso…

Com tudo isto a Liberty Media pretende reduzir as hipóteses de uma só equipa dominar e também equilibrar bastante mais o plantel de modo a que existam mais possibilidades de triunfar, que não somente seis carros em vinte. Como é lógico, quem está no ‘poder’ não vai querer abrir mão dele e as discussões prometem ser acaloradas…

Que poucos duvidem que a Liberty Media vai tentar abanar o ‘status quo’ da F1, agora se o consegue ou não, ou se o que vai conseguir é que grandes nomes ‘fujam’ da F1, isso é algo que fica para perceber mais para a frente…

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4 comentários

  1. Frenando_Afondo™

    3 Novembro, 2017 at 17:15

    Bem, lá vai a Ferrari ameaçar sair outra vez.

  2. Pedro Coelho

    3 Novembro, 2017 at 18:59

    Agora é que isto vai começar para os Americanos da Liberty. Criançinhas nas boxes, etc foram testes de pré-temporada só com aquele “despiste” com os organizadores do Azerbaijão. Agora acabou os testes no simulador e estão a chegar os primeiros treinos livres, para já as voltas de instalação não parecem estar a correr bem…

  3. Rui Sousa

    3 Novembro, 2017 at 20:37

    Um exemplo com uma peça qualquer, por exemplo, jantes. Não sei se será um bom exemplo, mas pode-se trocar por outra peça qualquer.
    Uma jante custa 1000 €. Uma equipa gasta 100.000 € em jantes, que compra a um fornecedor.
    A equipa é patrocinada por uma marca qualquer. Essa marca compra as jantes por 100.000 € e oferece-as à equipa.
    Ou então a equipa de fábrica, em vez de comprar as jantes ao fornecedor, compra-a à casa mãe por um preço muito inferior.
    E se falando de jantes, é fácil descobrir a marosca, como se faz com tudo o resto? É preciso desenvolver uma peça? Em vez de serem os engenheiros da equipa, podem ser os da casa mãe e vem o trabalho feito. Como se contabiliza os custos de mão-de-obra da casa mãe?

    • anotheruser

      3 Novembro, 2017 at 22:07

      Presumo que fazer isso iria implicar contabilidade criativa na casa-mãe.
      Contabilidade essa que teria de passar em auditorias e accionistas.
      Seria uma cosmética de números de 300-400 milhões por ano de prejuízo que apareceria nas contas da empresa mãe sem justificação.
      Ou seja seria uma aldrabice a ter de envolver muita gente para funcionar (e quando envolve muita gente, há sempre alguém que fala demais) e em prol de uma divisão que é relativamente pequena e pouco relevante no negócio principal da empresa (que é vender carros de estrada).
      Os patrocinadores também são fáceis de controlar pois há sempre contratos escritos aprovados por ambas as partes e escrutinados pelos respectivos accionistas e por qualquer elemento externo que queira inspeccionar.

      Concordo que tem de haver um tecto financeiro, mas tal não é possível sem total transparência contabilística.
      O dinheiro não tem pátria, mas deixa sempre um rasto.

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