Com a primeira corrida da época de F1 aí ‘à porta’ há várias questões para responder neste Grande Prémio da Austrália, e a primeira delas é; Será que a Mercedes foi finalmente alcançada? Lewis Hamilton e Sebastian Vettel já trocaram ‘galhardetes’ empurrando o favoritismo um para o outro, mas o que a Ferrari mostrou nos testes poderá não ser o mesmo que veremos domingo em Albert Park na corrida. Nos últimos três anos a Mercedes só não ganhou oito corridas e a maioria delas ocorreu em dias onde os carros da marca da estrela tiveram problemas (mecânicos ou outros).
Já se percebeu que o Ferrari SF70H é rápido e igualmente fiável – a julgar pelo que sucedeu nos testes de Barcelona, mas já se sabe também que nos ensaios há uma série de fatores que não veremos sequer durante os treinos do Grande Prémio da Austrália. Por isso não pode afirmar à priori que os carros de Maranello vão mesmo lutar ou bater os Mercedes, considerados ainda como a referência no atual pelotão da F1. Há também as especificidades do Circuito de Albert Park, que poderá proporcionar uma prova com um desfecho que poderá não ser idêntico ao das corridas seguintes. O historial desta prova diz que é preciso contar com factos imprevisíveis. Como imprevisível é o comportamento dos pneus Pirelli de dimensões diferentes aos de 2016 para se poder fazer uma comparação com a prova do ano anterior. Além disso há que ter em conta que se tratou do primeiro ‘choque’ com os novos monolugares, muito mais exigentes para os pilotos, mesmo se estes se prepararam para essa nova realidade. É que nos testes não houve o mesmo tempo de pressão e a fadiga que vão existir em qualificação em corrida.
Muitos pilotos expressaram preocupações relativamente aos novos regulamentos e no que iria significar em termos de qualidade do espetáculo nas corridas em geral e em termos de ultrapassagens em particular. Há relatos de que os carros são agora mais sensíveis quando rodam junto a outros. O que combinado com zonas de travagem mais curtas pode ser uma ‘receita’ para corridas procissionais. Também se espera que um DRS menos poderoso pode mudar bastante as corridas futuras. Isto apesar de pneus mais resistentes, que podem ajudar os pilotos a andarem mais perto uns dos outros do que conseguiam em 2016. E velocidades mais altas em curva também podem levar a erros mais castigadores para os pilotos se saírem fora das trajetórias ou falharem pontos de travagem.








