Red Bull ansiosa pelo novo motor, mas Renault ‘acalma’ as hostes…
Depois duma época de regresso como equipa oficial, muito complicada, a Renault mantém-se cautelosa com a nova unidade motriz que vai ter pronta para o início de 2017 e já alertou para que as equipas que fornece não esperem uma ‘dramática’ melhoria na prestação logo na fase inicial da temporada, sendo bastante mais provável que as melhorias sejam bem mais evidentes com o avanço da época.
A Renault está a trabalhar com novo conceito de motor depois dos engenheiros da marca terem sentido que a atual estava no limite de desenvolvimento mas na Austrália, primeira prova da F1 2017, vão ser cautelosos com o motor, que não estará no máximo das suas potencialidades. Isso só é esperado para o GP de Espanha, quando surgir a segunda versão das novas unidades motrizes. Para Cyril Abiteboul, líder executivo no terreno, são necessários compromissos iniciais, de modo a que os avanços sejam bem consolidados: “Não vou dizer grande coisa mas estamos muito entusiasmados com o novo conceito deste motor” disse Abiteboul que confessa ter a Renault optado por um desenvolvimento agressivo, ao invés de ser cautelosa com a entrada das novas regras. Sabendo que a margem para a Mercedes ainda é substancial, embora tenha diminuído muito em 2016, em Enstone e Viry-Chatillon sabe-se que só sendo agressivos se poderão, de uma vez por todas, chegar à Mercedes, que como se pode calcular também não vai ficar parada: “Se queremos estar ao nível dos melhores entre 2018 e 2020 então não nos podemos dar ao luxo de atrasar desenvolvimento sendo cautelosos”, disse.
Basicamente o que Cyril Abiteboul está a dizer é que o novo motor da Renault tem um limite bem mais alto que o atual, mas sendo novo, não vão arriscar em por a carne toda no assador logo de início, de modo a garantirem a fiabilidade do sistema. Assim que o conseguirem, então vão colocar a fasquia mais alta à medida que a época evolui. Só que isso pode impedir que a Red Bull tenha o motor que precisa para lutar metro a metro com a Mercedes. Contudo, há que esperar pelos números em pista dos novos carros no primeiro teste, pois só aí se irá ter uma ideia do que vale cada carro face aos restantes.
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Seven
27 Dezembro, 2016 at 10:23
Não tendo a presunção de descartar a Ferrari e a McLaren-Honda – esta ainda seguramente com bastante trabalho pela frente antes de lutar por vitórias, parece-me que a Renault será quem tem a chave do retorno ao equilíbrio de forças com a Mercedes.
Dificilmente o fará pela sua equipa oficial, mas através da RB com o mesmo motor rebaptizado TAG-Heuer. Já agora, talvez algum dos comentadores me saiba elucidar, se este é apenas um mero exercício de marketing, montando a RB os motores Renault tal e qual como os recebe ou, se lhes fazem algum tipo de preparação proprietária.
Se o novo chassis Renault nascer bem, HUL poderá ter a espaços uma palavra a dizer. Mas será a RB com os seus pilotos de ponta e um monolugar onde Newey e companhia têm por hábito não asneirar, que se perfila para dar dores de cabeça a HAM, Lauda e Wolff.
Assim espero, porque as últimas 3 temporadas só entusiasmaram(e a espaços) nas lutas pelos degraus mais baixos do pódio.
Seven
27 Dezembro, 2016 at 16:19
A julgar pelo voto negativo e por outro idêntico no meu comentário sobre HUL, parece que alguém aqui não gosta da Renault(equipa com que simpatizo, mas não a minha preferida) ou, prefere a continuação da monotonia cinzenta dos pódios…
Frenando_Afondo™
28 Dezembro, 2016 at 2:34
Eu também espero mais luta entre as 3 do topo (Mercedes, Ferrari e RB) e a aproximação de outras. Só dá mais mérito a quem conquistar os campeonatos. Por mais que goste do Hamilton e da Mercedes, os campeonatos precisam de mais competição. Esperemos que as que andam atrás façam bem o seu trabalho de casa e tenhamos surpresas estilo austrália 2016, onde a Mercedes se viu surpreendida e claro, as equipas andem mais perto para termos mais lutas em pista, com pilotos aguerridos como Hamilton, Ricciardo e Verstappen, se eles tiverem lutas em pista vai ser bem bonito de ver.