Raffaele Marciello: “É estúpido pagar 10 milhões para estar na Fórmula 1”

Por a 11 Dezembro 2016 13:15

Em tempos foi considerado uma das grandes promessas do automobilismo italiano, mas a verdade é que os anos passam e Raffaele Marciello tarda em exibir o seu real valor. Protegido em tempos pela Ferrari, o piloto transalpino confidenciou que as suas reais hipóteses de entrar na Fórmula 1 são nulas.

“Temos de ser realistas e não sonhar com coisas que não são possíveis de alcançar. As minhas hipóteses de ir para a F1 neste momento são nulas. São necessários entre 10 a 15 milhões e neste momento não tenho esse dinheiro. É sempre preciso dinheiro. Caso este falhe não é possível chegar a esta disciplina. O importante é não perder muito tempo a pensar nesta situação”, explicou Raffaele Marciello.

Raffaele considera mesmo que “pagar 10 milhões de euros para correr na F1 é estúpido. Se tivesse esse dinheiro não gastaria num ingresso na F1. Preferia ir de férias e guardar o restante para o resto da minha vida”. Com carreira feita até ao momento nas fórmulas de promoção, Marciello considera ter feito um “bom trabalho. Venci a Fórmula 3 em 2013 e bati muitos dos pilotos que estão agora na F1. Penso que merecia estar na F1”.

Sem a possibilidade de entrar, Raffaele Marciello está a estudar outras alternativa, depois deste ano ter competido na GP2 Series. “Tenho quase a certeza que não estarei mais nesse campeonato. Estou a ver outras soluções nos GT. Veremos o que acontecerá. Espero antes do natal que saiba o que irei fazer no próximo ano. Neste momento tenho 90% de certezas”.

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5 comentários

  1. Pity

    11 Dezembro, 2016 at 14:21

    Este não tem papas na língua, nem medo de dizer o que pensa. E o pior, é que ele tem razão.

  2. João Pereira

    11 Dezembro, 2016 at 14:51

    Muita amargura, muita frustração… Muita razão!
    Mas esta não é só a F1 que Bernie nos deu. A F1 em que já não basta vencer a F3 no Mónaco ou em Macau para ter direito a um cockpit de F1 no ano seguinte. A F1 que deveria ter 26 carros e tem apenas 22 o que representa menos de 85% dos lugares.
    Felizmente que a segurança melhorou muito, mas se pensarmos que há 30 anos a F1 perdia pelo menos dois pilotos por ano, também isso impede a subida de alguns valores.
    Uma coisa é certa: desde que me lembro sempre houve pilotos pagantes na F1 fosse com fortunas pessoais, de família ou de mecenato. Como raio acham que Mário Araújo Cabral chegou à F1, ou Maria Teresa de Filippis?
    É claro que contrair um empréstimo para se iniciar na competição como fez Lauda para financiar as corridas, ou vender a casa como fez Gilles Villeneuve que comprou uma caravana para a família e um carro de corrida está fora de questão. Mas os automóveis de corrida sempre foram mais caros que bolas de futebol, e na F1 toda, há tantos lugares como numa só equipa de futebol, talvez seja por isso que é mais difícil chegar ao topo nos desportos motorizados, do que na maioria dos outros desportos que não envolvam cheiro a gasolina queimada, ou também a curto-circuito nos dias de hoje.

  3. Iceman07

    11 Dezembro, 2016 at 17:28

    Infelizmente as equipas ‘underdog’ desde os anos 90 que escolhem os pilotos pelo dinheiro em vez do talento. Começou com as Footworks e Simteks e está agora nas Manors e Saubers, a diferença é que em 1994 não deviam pedir 10 milhões, provavelmente um pouco menos.

  4. MVM

    11 Dezembro, 2016 at 20:37

    Bom, o sucessor dele como campeão europeu de F3 não precisou de pagar 10 a 15 milhões para chegar à F1. E este Marciello é só desilusão atrás de desilusão na GP2, pelo que não admira que nenhuma equipa se interesse por ele e que tenha sido excluído da Academia da Ferrari. Estas declarações lembram a fábula da raposa e das uvas.

    • Iceman07

      11 Dezembro, 2016 at 22:50

      O Esteban Ocon não precisou pagar porque é um bom piloto, e a Mercedes como não dorme em serviço pegou nele. É a unica alternativa para entrar na F1 sem ser o guito: Atrair a atenção de grandes construtores (não falo da Red Bull que é outra que só vê $$$) Claro que nesse alternativa há que ser bom piloto, e o Esteban Ocon é sem duvida um grande piloto.

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