Q&A com Franco Colapinto: reflexões e ambições na Fórmula 1… se ainda for a tempo
Franco Colapinto, piloto da Alpine, analisa o início da época e sonha com a F1 na Argentina. Numa fase em que a equipa lhe coloca muita pressão para ‘entregar’ resultados, o argentino continua a tentar virar a página…
Franco Colapinto, piloto da Alpine, partilha as suas primeiras impressões e aprendizagens após as suas seis primeiras corridas da época, destacando a importância da pausa para reajuste e a necessidade de aprimorar o desempenho quando roda com pouco combustível e pneus novos. O jovem argentino aborda os desafios de adaptação à Fórmula 1, a relevância crescente dos fisioterapeutas na alta competição e a sua visão sobre o regresso do MotoGP a Buenos Aires, alimentando o sonho de ver a F1 de volta à sua terra natal.
Franco, a F1 teve uma pequena pausa desde Silverstone. Tiveste oportunidade de refletir sobre as seis corridas que fizeste pela equipa até agora? E a que conclusões chegaste?
Franco Colapinto: “Sim. Tem sido bom. Penso que foi bom ter uma pausa para redefinir e voltar à fábrica, trabalhar um pouco com a equipa e focarmos-nos realmente no que precisamos de melhorar. Continuar a trabalhar com os engenheiros e com todos na fábrica foi bom. Uma pequena pausa para redefinir também. Por isso, sim. Pronto para Spa.”
Quando olhas para os dados, em que áreas de desempenho achas que ainda pode fazer mais progressos?
FC: “Penso que em diferentes pistas, temos tido algumas fraquezas diferentes, mas especialmente nas simulações de corrida, temos sido bastante fortes ultimamente. Continuamos a focar-nos bastante no desempenho com pouca gasolina e, na maioria das vezes, ainda estamos a ficar aquém nas voltas com pneus novos.
Por isso, estou a trabalhar com o carro para encontrar a confiança que por vezes me falta nas curvas de alta velocidade. Mas penso que, de forma geral, tem vindo a melhorar. Comecei bastante forte em Silverstone. Claro que não terminou como queríamos, mas penso que com bons progressos.”
Quais são os teus objetivos para este fim de semana aqui em Spa?
FC: “Penso que é maximizar as oportunidades. Vai ser um fim de semana complicado com a corrida Sprint e também com a previsão meteorológica. Por isso, penso que devo tentar maximizar o carro que temos, as oportunidades, e tentar lidar bem com o tempo.”
Foi recentemente anunciado que o MotoGP vai correr em Buenos Aires na antiga pista de F1, com algumas alterações. O que pensas disso, a tua reação e provavelmente o que sabes das alterações ao traçado, e se vês isto como um primeiro passo para tentar trazer a F1 de volta à Argentina?
FC: “Penso que é ótimo ter o MotoGP de volta a Buenos Aires. É um país cheio de fãs muito apaixonados, e é ótimo ver um desporto a regressar. Claro que a Fórmula 1 seria um pouco mais complicada de lá ir, especialmente com as alterações à pista. Penso que são mais para uma mota do que para um carro de Fórmula 1, mas seria ótimo no futuro. Se conseguirem fazer algo em relação a isso, seria incrível para os fãs e para a F1 ver o que eles podem realmente alcançar lá. Adoraria isso. Claro, é um dos meus sonhos, mas ainda parece um pouco distante. Muito trabalho a ser feito para a F1 ir para lá, mas seria ótimo se no futuro pudesse tornar-se realidade.”
Quase um ano na Fórmula 1. Podes dar-nos um exemplo do que aprendeste no último ano, tanto na Williams como na Alpine, o que nenhuma categoria júnior nem uma academia de pilotos te poderiam ter preparado verdadeiramente?
FC: Penso que a Fórmula 2 é um grande campeonato, mas ainda não te prepara totalmente para a F1. Aprendi muitas coisas nestas últimas corridas. Desde que comecei na Williams, a começar a trabalhar com tantos engenheiros — de repente tem 30 engenheiros numa sala em comparação com dois ou três na Fórmula 2 — e isso é um choque bastante grande.
Ser capaz de comunicar, aprender e ouvir o que eles têm a dizer, trabalhar com tanta gente — é uma equipa enorme. Está a fazer um grande esforço para andar rápido e marcar pontos para mais de 1.000 pessoas que estão numa fábrica a construir o carro mais rápido para dois pilotos, a atirá-lo para a pista.
Por isso, é um grande trabalho, e é muito esforço que todos estão a fazer para que o carro seja rápido, enquanto outras categorias são bastante mais pequenas.
Ao longo das corridas, aprendem-se muitas coisas. A experiência conta muito.
É por isso que o Nico e o Fernando estão aqui ao meu lado, eles têm tanto conhecimento.
E quando esses momentos especiais e oportunidades especiais surgem — como no último fim de semana em Silverstone — eles estão sempre um nível acima. Por isso, sim, vem com o tempo, mas é definitivamente bastante diferente da F2 e F3.”
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