Proposta de Regulamentos Desportivos e Técnicos da F1 para 2017

Por a 24 Fevereiro 2016 13:12

Na sequência de recomendações do Grupo Estratégico da F1, a Comissão de F1 acordou em adiar o deadline para a finalização dos Regulamentos Técnicos e Desportivos da Fórmula 1 de 2017, sendo que a próxima data é 30 de abril.

Foi acordado igualmente a alteração dos chassis dos Fórmula 1 para 2017, de modo a serem criados carros mais vistosos e entusiasmantes, e que tenham igualmente maior apoio aerodinâmico de modo a que possam ser mais rápidos em curva e possam também diminuir os tempos por volta. A FIA, as equipas e a Pirelli vão prosseguir as conversações para tentarem encontrar a melhor solução. Entre as propostas de alteração que serão incluídas nos novos Regulamentos Desportivos e Técnicos da F1, estão os seguintes:

  • Pneus dianteiros 245 mm (2016) para 305 mm (2017)
  • Pneus traseiros 325 mm (2016) para 405 mm (2017)
  • Suspensões 1800 mm (2016) para 2000 mm (2017)
  • Asa dianteira 1650 mm (2016) para 1800 mm (2017) – há detalhes adicionais
  • Asa traseira 750 mm largura (2016) para 950 mm (2017) – há detalhes adicionais
  • Asa traseira 950 mm altura (2016) para 800 mm (2017) – há detalhes adicionais
  • Largura máxima fundo plano 1400 mm (2016) para 1600 mm (2017)
  • Largura mínima fundo plano 1300 mm (2016) para 1400 mm (2017)
  • Difusor 125 mm (altura) 1000 mm largura (2016) para 175/1050 (2017)
  • Chassis 1400 mm largura (2016) para 1600 mm (2017)
  • Peso 702 Kg peso máximo (2016) para 722 Kg + pneus (+- 5kg) (2017)

Quanto ao fornecimento de unidades motrizes, foram feitos progressos significativos quanto aos custos de fornecimento, obrigatoriedade de fornecimento, convergência de performance e posterior melhoramento do som debitado pelas unidades motrizes. Por fim a Comissão de F1 confirmou a intenção de introduzir uma proteção de cockpit para 2017. Para já o conceito de ‘Halo’ é a opção preferida, mas outras opções continuam em estudo.

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12 comentários

  1. João Paulo

    24 Fevereiro, 2016 at 14:28

    Foi acordado igualmente a alteração dos chassis dos Fórmula 1 para 2017, de modo a serem criados carros mais vistosos e entusiasmantes, no entanto querem montar o halo, que é foleiro até dizer chega, pouco melhora a protecção contra a projecção de destroços, e ainda tem um pilar em que o piloto ainda fica com estrabismo, ou uma bolha acanhada e claustrofóbica, que para além de aumentar a temperatura no habitáculo, deve ser problemática com chuva, e em que ambas as soluções, devem ser dramáticas em caso de capotamento com fogo.
    Falam de cockpits fechados, mas esquecem-se que os LMP têm portas, e os barcos de motonáutica, têm uma cápsula de segurança, flutuante e que pode ser aberta dentro de água em qualquer posição.
    Segurança? Estou para ver!
    Espero é que não venhamos a assistir a uma sequela de Zandvoort 1973 e ao trágico drama de Roger Williamson.
    Não percam os próximos episódios.

  2. António

    24 Fevereiro, 2016 at 15:33

    Deste pacote regulamentar, que irá sem dúvida revolucionar a imagem dos carros, uma vez que as alterações não incidem em partes mecânicas internas, mas sim no aspecto exterior que toda a gente vê, o grande passo em frente será o regresso dos F1s aos 2 metros e aos pneus largos atrás. E isso é de facto determinante, dado que vai alterar muito a silhueta destes bólides, tornando-os muito mais agradáveis à vista e logo mais apelativos. Porque, quer queiramos quer não, estes F1 que são o topo da tecnologia, mas que desde 1999 têm a largura de um qualquer carro utilitário de gama baixa, é algo a que nos habituámos ao longo do tempo, mas que não lembra ao diabo, tornando-os muito compridos e estreitos, desequilibrados numa palavra. Portanto, estas medidas, as primeiras desde os anos 60 (!!!), que são feitas, não para travar os carros, mas sim para lhes aumentar o desempenho,são muito bem vindas e andavam a ser pedidas pelos adeptos desde há muito.Já agora, os protótipos, deviam também fazer o mesmo, e acabarem com as formas horríveis que hoje têm.

    • Pity

      24 Fevereiro, 2016 at 15:38

      Mas vai complicar um bocadinho em pistas “largas” como o Mónaco e a Hungria, não vai? Se agora já dizem que é uma procissão, como será depois…

  3. Paulo Kellen

    24 Fevereiro, 2016 at 16:42

    Vai aumentar a dificuldade de ultrapassar

  4. Frenando_Afondo

    24 Fevereiro, 2016 at 19:08

    O halo parece-me daquelas medidas que aparece num ano e no seguinte vai de vela… Acho que andar com meias medidas não leva a nada. O halo não protege o piloto em acidentes como o do Massa, e duvido que eivtasse a morte de Bianchi, dado a natureza do acidente (ir contra uma esquina de uma grua, mesmo com halo, não sei não). De qualquer maneira estes dois episódios são coisas raras em anos e anos e anos de F1. O que deve ser mudado é o procedimento para aumentar a segurança ACTIVA. Não andar a cobrir o piloto. Porque se é para fechar, fechei de vez, com um cockpit estio caça, com um vidro inquebravel e curvo que aumenta a resistência e também a eficiência aerodinâmica.

  5. anotheruser

    24 Fevereiro, 2016 at 19:56

    O lobby dos departamentos de aerodinâmica está em grande…
    Já estou a imaginar o halo em cima da cabeça do Sainz na foto acima… horrível.

  6. bichadanada

    24 Fevereiro, 2016 at 21:17

    Aumentar peso e carga aerodinâmica? Eu já nem digo nada! Ajudem-me a aguentar isto!

  7. ZKM

    25 Fevereiro, 2016 at 1:00

    A proteção do cockpit para os fechar será “matar” à nascença o novo design dos F1 que ser quer vistoso e cativante. O aumento do peso também vai contra às intenções de tornar os novos carros mais rápidos pois já tivemos carros com 500 e 600 kg no passado contra os 727 que querem implementar…
    Aumentar a carga aerodinâmica irá dificultar as ultrapassagens e dificultar a aproximação do carro que tenta ultrapassar… pelo que esta medida não tornará as corridas mais emocionantes. Bastaria “despir” as asas dianteiras dos penduricalhos e limitá-las a 2-3 elementos apenas para contrariar o aumento da carga aerodinâmica consequente do aumento da largura das mesmas para 2017…
    Seria preferível aumentar a potência em 50 a 80cv e diminuir o peso em 100 kg aliado à maior largura dos carros e pneu para termos, facilmente, carros 3-4 seg mais rápidos por volta.
    Os reabastecimentos, a meu ver, também seriam bem vindos – abriria a porta a diferentes estratégias e aumentaria o grau de indecisão das corridas – pois temos reabastecimentos em quase todas as corridas com duração superior a 1 hora (Nascar; Formula Indy…) pelo que não vejo aonde está o perigo como aqui já referiram pois só houve registos de 2-3 incidentes em quase 20 anos e o mais grave resultou de uma batotice para os tornar mais rápidos (Benetton em 1994).
    No entanto, impressiona e é mais emocionante ver carros mais rápidos – os carros mais impressionantes foram os de 2004-05 ainda que tenha gostado muito da F1 com os V8 até 2008 – do que ver os carros atuais estreitos e compridos a consumar ultrapassagens graças ao DRS (90% ao mais serão à custa desta “maravilha” e os pilotos já nem tentam ultrapassar sem a ajuda desta ferramenta).
    Já estou tão farto de ver F1’s horríveis e feios que desde 2008 que deixei de comprar miniaturas (escala 1/18) para a minha coleção…
    Os F1 precisam de ser mais rápidos, vistosos e emocionantes sob pena de continuarem a fugir adeptos da Formula 1 ano após ano.

  8. Super Danilo F1 Page

    25 Fevereiro, 2016 at 1:52

    Bom…por ficar os carros mais agressivos acho que ajuda um pouco, mas no geral, para mim a F1 não vai mudar em quase nada.

    Eu acho que eles estão perdidos. Muda, muda e muda e no fim vai voltar ao que era antes.

    Mas pelo menos parece que os carros vão voltar a ficar mais bonitos. Eu não sou fã de barulho, mas se voltasse os motores aspirados, seria melhor ainda.

    http://www.superdanilof1page.com.br/opniao/7-coisas-esperar-f1-no-futuro.php

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