A possibilidade Maserati na Fórmula 1
Pouco depois de ter sido anunciada a presença da Alfa Romeo na Fórmula 1, surgiram rumores que apontavam para a possibilidade de a Maserati, também constante no portfólio da FCA, seguir a sua parceira rumo ao mundo dos Grandes Prémios, após um interregno de quase cinquenta anos.
Os rumores davam conta da possibilidade de a marca do tridente realizar com a Haas o mesmo que a Alfa Romeo fez com a Sauber, assumindo-se como patrocinador-título da formação norte-americana, que usa motores Ferrari, o que na prática significaria uma transferência de dinheiro do construtor de Modena para a sua vizinha de Maranello.
Tal como no caso da casa do Biscione, faz sentido para a Maserati ingressar na Fórmula 1 por questões de imagem quando pretende, ainda que numa pequena escala, democratizar a sua gama, tendo nos últimos anos lançado duas berlinas e um SUV. Por outro lado, a marca de Modena liderará a electrificação da FCA – a partir de 2020 todos os seus novos modelos terão algum grau de electrificação – sendo depois seguida pela Alfa Romeo.
Neste contexto, a Fórmula E poderia ser uma opção, mas Marchionne não acredita que, presentemente, a competição de monolugares da FIA seja a plataforma ideal para promover uma marca. ”É preciso compreender que, neste momento, a Fórmula E tem um interesse bastante limitado. Continuo a crer que a expressão máxima dos motores é o híbrido que temos hoje na Fórmula 1”, afirmou o italo-canadiano, acrescentando: ”não precisamos da Fórmula E para demonstrar a nossa capacidade de combinar o propulsor térmico com o eléctrico. Já o fazemos na Fórmula 1. A Fórmula E, para já, é um jogo à parte, até pela forma como é disputada: esta situação de trocar de carro durante a corrida é um pouco estranha”.
Caso Marchionne decida realmente levar a Maserati para o desporto automóvel, será seguramente para a incontornável Fórmula 1, mas o homem forte da FCA considera que é ainda prematuro tomar essa decisão. ”Existe um plano. Há uma possibilidade, mas está na minha cabeça e não na realidade. A possibilidade do regresso da Maserati existe, mas primeiro temos que perceber como corre com a Alfa”, afirmou o homem que também é o presidente da Ferrari, continuando: ”expor paralelamente duas marcas do grupo sem percebermos as primeiras consequências, penso que não é algo muito lógico de fazer. Não é o momento, veremos como corre com a Alfa”.
Contudo, quando questionada pelo Autosport, a Haas não negou a possibilidade de num futuro mais ou menos próximo poder alcançar um acordo com a marca de Modena, admitindo existir contactos. ”A equipa tem discussões exploratórias com uma mão cheia de marcas tendo em vista parcerias futuras. No entanto, todas as conversações estão num estágio inicial e sem nada a reportar neste momento”, afirmou um porta-voz da formação norte-americana.
Na verdade, ter a formação de Charlotte incondicionalmente ao seu lado nos próximos anos seria mais um trunfo de peso para Marchionne e para a Ferrari no furacão político que se avizinha, mas poderá faltar tempo para tenha um impacto nas negociações dos próximos meses.
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Chicanalysis
1 Fevereiro, 2018 at 17:27
Este Marchionne tem a visão de uma toupeira. Continua a pensar assim e enterras o grupo FCA em menos que um ai.
O futuro é ELÉTRICO ó anormal, ainda não viste?