Porque se falou tanto de ‘botões’ e ‘mapa de motor’ numa corrida de F1?

Por a 20 Junho 2016 15:24

Não é novidade para ninguém que a F1 de hoje é muito complexa e se no passado os pilotos de F1 tinham apenas alguns ajustes que podiam fazer no volante dos seus carros, hoje essas alterações são inúmeras e muito complexas. Um piloto de F1 já tem tanto com que se preocupar em pilotar depressa e bem, e não faz muito sentido um piloto passar 12 voltas até conseguir alterar um parâmetro do carro que tinha sido colocado de forma errada pela equipa. Na estrada, um condutor sofre um pesada multa se for apanhado ao telefone, isso distrai, então o que dizer de um piloto de F1, com o que tem de fazer hoje em dia? “há muito que acho que esta regra não faz muito sentido, dão-nos autênticas naves espaciais para pilotar e com tanta tecnologia, não nos querem dar informação. Às vezes é difícil saber o que está a acontecer com o carro, e o que fazer, talvez isto possa mudar no futuro” disse Fernando Alonso.

É um facto que ambos os Mercedes tiveram problemas em Baku com o mapeamento dos motores, mas enquanto Nico Rosberg resolveu prontamente a situação, Lewis Hamilton perdeu uma eternidade em conversas com o seu engenheiro até à resolução do problema. Com isso, perdeu, talvez, uma posição no pódio e mais alguns pontos para Rosberg. No final, foi Paddy Lowe que explicou bem o problema:

“Ambos tinham a mesma configuração, mas houve um problema com a gestão da energia. Com o sistema híbrido, há que gerir a energia que entra e sai da bateria, é um processo automático que retira do piloto essa função. Os pilotos têm uma determinada quantidade de energia que pode despoletar a cada volta, e também que podem recolher nas travagens. E como não há necessidade de gastar energia o sistema híbrido deixa de fornecer tanta energia no final das retas (palavra inglesa é derates) porque com a travagem passa a recuperar. E foi esse processo automático que foi interrompido, não estava a funcionar corretamente (o tal erro que a Mercedes cometeu) e estava a fazer com que a unidade motriz antecipasse o ‘derate’ e fornecesse menos energia mais cedo do que devia, porque o sistema ‘pensava’ que tinha menos energia do que realmente acontecia. E isto só acontece num determinado modo de motor. Portanto, ambos tiveram o mesmo problema quando colocaram o carro nesse modo, o que no caso do Nico aconteceu mais tarde. E essa falta de energia estava a custar dois décimos por volta. E o problema foi que de acordo com as atuais regras os engenheiros não podem dizer aos pilotos o que fazer. E o Nico resolveu a questão em meia volta enquanto o Lewis demorou 12 voltas a fazê-lo” disse Paddy Lowe.

Imaginemos por um momento que ambos estavam na última corrida do Mundial e que o campeonato se resolvia porque um piloto rodou bem um botão e o outro demorou muito mais tempo a perceber onde deveria colocar esse mesmo botão. Todos os que aprenderam a saber que nas corridas ganha quem melhor pilota, quem acelera e trava no sítio e de forma certa, quem manobra o volante para se posicionar no melhor local antes duma curva, quem faz as melhores trajetórias e acima de tudo quem faz tudo isso mais rapidamente, mas se calhar é melhor irmos-nos habituando a saber quem foi o piloto que melhor estudou o manual do carro…

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39 comentários

  1. Speedway

    20 Junho, 2016 at 15:47

    Totalmente de acordo. Estas leis sabe-se lá feitas a pedido de quem, acabam por ter efeitos perversos e perigosos, desvirtuando isso sim o que devem ser as corridas de automóveis. É que o piloto, desviando a sua atenção e concentração da pilotagem, para mexer em botões, coloca-se isso sim em situações potencialmente perigosas. Vamos imaginar que o piloto se despista e se magoa…porque estava a mexer nos botões. O que é que a FIA que tem sempre a boca cheia com a segurança, diz a isso ? Quanto a mim, que sou céptico, a FIA tem sempre uma na manga, como se costuma dizer.

    • LeonardoM

      20 Junho, 2016 at 17:44

      A FIA tanto defende a ideia de uma condução segura pela mensagem: se beber não conduza ; que acabam por passar uma outra mensagem contraditória…a de conduzir e mexer no telemóvel!

    • GillesI

      20 Junho, 2016 at 22:15

      E que tal acabar com essa treta de embraiagens controladas eletronicamente. Isto já só lá vai com a volta do pedal da embraiagem e a caixaem H. Se só tivesse envolvido o Kimi era porque ele leva a F1 de uma forma descontraída, mas como foi com sua alteza já está tudo mal. O seu problema é exactamente não saber que faz as regras. Para sua informação é um órgão designado F1 Strategy Group, do qual, entre outras equipas, faz parte a Mercedes. Por outro lado, em 22 pilotos só aconteceu a 3, devem ser os outros19 que devem estar do lado errado das regras.

      • Cariocecus

        20 Junho, 2016 at 23:19

        Para os beliebers se o Bieber não ganha é porque alguém está a conspirar contra ele

        • LeonardoM

          21 Junho, 2016 at 13:34

          nem todos são assim 😉
          generalizar as coisas por vezes não é a maneira mais correta 😉 (e sim, sou fã do hamilton)

  2. Pity

    20 Junho, 2016 at 16:40

    Ainda bem que foi o Alonso a dizer isto, se fosse o Hamilton, o que por aqui ia…. Mas Alonso tem razão, e este é um artigo muito bom, que explica bem a situação.

    • João Pereira

      20 Junho, 2016 at 18:23

      Nunca fui fã do Alonso, antes pelo contrário. Até o alcunhei de “Don Paco das Astúrias” há uns anos atrás quando andava por aqui com outro nick. Mas a verdade, é que “Don Paco” mudou muito, e o Lewis não mudou nada, pelo menos para melhor.
      Lewis Hamilton é um piloto com capacidades de pilotagem fantásticas, nada mais.
      Alonso, talvez me venha a convencer de que pode vir a ser “a voz” que os pilotos querem fazer ouvir, sem papas na língua, mas cada vez a fazer mais sentido no que diz e sem birras… Quem diria?!
      Cps Pity.

      • Pity

        20 Junho, 2016 at 22:15

        Eu não gosto, nem nunca gostei do Alonso, excepto quando ele bateu o Schumacher, mas também não gostava de ler o epíteto de “dom Paco”, pela simples razão de que o homem se chama Fernando, e Paco é um Francisco, mas que ele está mudado, está.

        • João Pereira

          21 Junho, 2016 at 12:10

          Olá Pity! Pois eu sei que um Paco é um Francisco, mas também é nome de “papagaio”… A verdade, é que os epitetos podem ter duas intenções: homenagear, ou depreciar. No entanto, cá estou hoje em dia para reconhecer que hoje em dia ele já é mais que apenas um excelente piloto. Entre as melhorias, saúdo a troca das birras pelo bom humor e um sarcasmo saudável.
          Cps.

  3. João Pereira

    20 Junho, 2016 at 18:12

    Sou totalmente a favor de os engenheiros poderem passar aos pilotos toda a informação técnica que estes lhe peçam, em vez de poderem passar ordens de equipa.
    No entanto, pelos vistos Lewis Hamilton precisa mesmo de melhorar o seu profissionalismo, e fazer algo mais que apenas guiar o carro e depois meter-se no avião para Vegas ou uma qualquer discoteca. Para um piloto que tem como ídolo um tal Ayrton Senna, talvez fosse boa ideia informar-se sobre as características e o profissionalismo desse grande piloto, que passava o máximo de tempo possível na fábrica e era o primeiro a chegar à pista, e se bem que naquele tempo não havia tantos botões, acredito que mesmo com o dobro, o Ayrton saberia para que serviriam todos e o que fazer com eles, em vez de dizer ao seu engenheiro que ia começar a mexer em todos, e provavelmente perder a corrida.
    Hamilton deveria ter vergonha de todos nós termos ouvido o engenheiro a dizer-lhe: -“We don’t advise you that. Put your head down and focus on the job”.
    Há bem pouco tempo havia quem chamasse Britney ao Rosberg, o que vão chamar ao Hamilton? Justin? Deve haver mais semelhanças neste caso, pelo menos tendo em conta o que se viu no Monaco. Mas como respondeu Ozzy Osborne numa entrevista: -” Who the F*** is Justin Bieber?!”

    • Murray Walker

      20 Junho, 2016 at 20:14

      Não sei que biografias andou a ler do Senna. O Senna na fábrica o máximo tempo possível? O primeiro a chegar?! só pode estar a gozar.

      O Ayrton a primeira coisa que fazia logo que acabava uma corrida era desaparecer para Angra dos Reis e nunca mais ninguém o via até ao próximo gp.
      Fugia dos testes como o diabo da cruz. Quem fazia quase a totalidade do trabalho era o Prost.

      Tinha um talento fantástico para pilotar e perceber o carro, mas gostavas muito mais de boa vida do que de trabalhar. Até nisso, ele e o Hamilton são parecidos.

      • João Pereira

        21 Junho, 2016 at 11:26

        Não leio biografias. Falo de memória que por vezes pode falhar. Lembro-me por exemplo de ter estado em 1979 no Estoril e o “puto” ter perdido o Mundial de Karting para um holandês ou talvez belga de quem não me lembro o nome, e acho que ninguém se lembra.
        Do Alain Prost, lembro-me que lhe chamavam professor, de quê não sei, mas acho que deve ser por ter inventado uma manobra em Suzuka, que um tal Schumacher veio depois a usar pelo menos duas vezes.
        Quanto a desaparecer em Angra dos Reis, posso dizer que também eu gostava de desaparecer de vez em quando num sitio semelhante (mas nunca no Brasil), afinal, todos temos direito a estar com a família de vez em quando, e não me parece que isso seja um comportamento desregrado ou pouco profissional.
        Hamilton gosta de aparecer para os holofotes, e a Mercedes e a Petronas também gostam dessa sua faceta mediática, afinal, os tempos mudaram muito nos últimos 22 anos.
        Mas é claro que compreendo o seu ponto de vista, que respeito, tal como respeito o talento natural dos pilotos de quem falamos aqui, com reservas em relação ao Schumacher, cuja condição actual lamento, mas que não posso de forma alguma respeitar como desportista, porque nesse aspecto passou muito para lá de todos os limites.

      • LeonardoM

        21 Junho, 2016 at 13:38

        os pilotos têm de se limitar a conduzir….afinal ao longo de um fim de semana passam tantos dados para a equipa através dos treinos livres porque raio tem de ser o piloto (que não deve perceber nada de engenharia) a fazer o trabalho dos engenheiros/mecânicos ? O feedback é passado ao longo do fim de semana, não é numa garagem que o problema se vai resolver por completo

    • Frenando_Afondo™

      20 Junho, 2016 at 21:55

      O engraçado é que o Rosberg é igual de choramingas e não o vejo a criticar o piloto alemão. Já o profissionalismo de um e de outro é difícil de debater, visto que pouco vemos deles antes e após as corridas. O Hamilton tem feito muito bem aquilo para que foi contratado: ganhar corridas. E ao contrário do que tem acontecido com o Nico, o Lewis com ou sem problemas tem lutado até ao fim e isso tem lhe dado títulos nestes últimos dois anos. Ora se isso é ser pouco dedicado, então não sei o que é ser dedicado. A diferença nesta corrida é que para o Rosberg bastou reverter o botão que tinha mexido anteriormente, que lhe deu os problemas; para o Hamilton foi andar às aranhas até ter a potência de volta… Durante duas voltas e depois voltar a ter problemas.

      • João Pereira

        21 Junho, 2016 at 11:49

        Não critiquei, mas posso fazê-lo, dizendo apenas, que Rosberg não tem estofo de campeão. É veloz e ganha muitas corridas desde que saia em primeiro, mas se for preciso fazer uma corrida de trás para a frente, ou ganhá-la no braço, todos sabemos que isso não vai acontecer, porque o mais certo é ele apagar e esperar que as boxes o consigam fazer subir na classificação.
        Quanto a ser choramingas, foi algo que ficou de quando a Mercedes de Ross Brawn trabalhava em exclusivo para um Schumacher claramente acabado, fazendo dele o puto da escola vitima de “Bully” Schumacher. Se merece ser campeão? Se o Jenson Button o foi, porque não o Rosberg? Talvez porque o seu colega de equipa não se chama Rubens.

        • Frenando_Afondo™

          22 Junho, 2016 at 0:48

          Eu disse que ele não merece ser campeão? Que eu saiba não. Tenho dito sim que tem tido muita sorte, o que está à vista, cada tiro cada melro, corridas do hamilton sem problemas, ganhou-as todas, corridas do hamilton com problemas, ganhou-as o Rosberg, fora quando foram à relva porque o Rosberg pensava que a relva também era pista e lá foram os dois de vela. De resto sobre o Button, eu não vi o Rubens a ter uma quantidade de problemas de fiabilidade como teve o Hamilton neste início de ano, vi sim que era fraco e não soube aproveitar o carro que tinha nas mãos. Agora voltando ao Rosberg, já o tinha referido noutro comentário, Rosberg tem sabido aproveitar os problemas do Hamilton e aí mérito total para o alemão, que tem cumprido. Mas que tem sido fácil, tem, já se viu que o Hamilton sem problemas, é outra história. Mas os problemas fazem parte do campeonato e por isso… Lá tem de ser.

    • MVM

      20 Junho, 2016 at 21:56

      Nicki Minaj? 😀

      • João Pereira

        21 Junho, 2016 at 11:56

        Pois! Ele é um bocado sensível a essas coisas. Vamos lá a ver quais serão as consequências. Quando foi da Nicole só faltou vê-lo sentado no chão a dormir encostado a um WC portátil com uma garrafa de Jack Daniels meio vazia na mão…

      • João Pereira

        21 Junho, 2016 at 12:02

        Normalmente não ligo muito aos media côr-de-rosa, e como o meu género musical não tem muito a ver, tive que ir à Net ver o que raio seria um Nicki Minaj. Até pensei que fosse algum cocktail originário da Polinésia, mas afinal não é cocktail, embora seja originária de Trinidad e tenha um ar de ser um belo pedaço de mau caminho… Eheh!

        • MVM

          21 Junho, 2016 at 16:18

          Confesso: fui eu, que já assinei sob o nick ‘SpeedyM’, quem introduziu aqui a alcunha ‘Britney’ para o Nico Rosberg. Ao contrário do que alguns pensam, não o fiz por insulto, nem por desprezo, muito menos para, digamos assim, pôr em causa a masculinidade do rapaz: foi só para evocar um episódio engraçado que ocorreu no ano de estreia do moço, quando alguém colou uma fotografia da Britney Spears no seu passaporte (julga-se que foi o Mark Webber) antes do GP da Malásia. Imagino a reacção dos guardas fronteiriços malaios ao ver aquele passaporte!

          • João Pereira

            21 Junho, 2016 at 19:59

            Lembro-me de si com esse nick, em tempos que também eu usava outro. Já tive vários, dois foram banidos por eu ser muito caustico em relação ao Schumacher, e um porque me zanguei com o AS, e decidi ser eu a banir-me.
            Desconhecia essa história da foto da Britney, e confesso que nunca consegui fazer uma associação razoável .que justificasse a alcunha, tirando ele ser lourinho e aparentemente imberbe…
            Essa brincadeira do passaporte, creio que já tinha antecedentes com o Berger e o Senna, mas não estou certo.
            Cps

          • MVM

            21 Junho, 2016 at 21:32

            Sim, é verdade: o Berger colou no passaporte do Senna, sobre a sua fotografia, a imagem de um pénis humano. As pessoas interpretaram mal, porque o que o Berger quis exprimir com isso foi que o Senna era um piloto do c******.

  4. NOTEAM

    20 Junho, 2016 at 18:19

    Este é o problema constante da F1, avanços, recuos…quem não se lembra do desastre da qualificação em Melbourne? São este tipo de situações que distanciam o adepto comum, aquele que ao ler esta notícia, simplesmente não compreende o que se passou e nem quer, não tem vontade de perder o seu tempo com isso. Devia existir uma comissão com ex-pilotos e actuais pilotos de F1 com uma voz mais activa na formulação das regras, pelo menos nesta altura em que existe muita indefinição e descontentamento geral com o rumo tomado pela modalidade recentemente. A f1 continua a estar no topo, mas pode ser ainda melhor. Já todos percebemos por exemplo os benefícios que o DRS trouxe á modalidade, mas será que se continua a justificar a sua utilização em circuitos como Baku, Monza ou Spa? Não é por nada, mas a arte de bem defender acabou na F1, que bom que foi ver o Max defender-se do Kimi na Espanha, a maior parte das ultrapassagens actuais na F1 são uma verdadeira tanga!

  5. GillesI

    20 Junho, 2016 at 21:58

    Alguém que me esclareça por favor, porque ainda não entendi esta polémica do radio silence. Foram 19 pilotos a ter problemas com os botões e apenas 3 não tiveram problemas? Se é esse o caso, convém alterar as regras para que os supostos melhores do mundo tenham sempre o carrito pronto a pilotar melhor, a acelerar e travar no sítio e da forma certa e praticar todos os outros preceitos da condução de forma a chegar ao fim da corrida e possam dizer “esta foi a melhor condução da minha vida”, amiúde.

  6. GillesI

    20 Junho, 2016 at 22:20

    Esqueci-me de acrescentar ao meu comentário, que, voltando aos tempos do vale tudo, o tipo do manual também devia ir ao pódio.

  7. admiradordef1

    20 Junho, 2016 at 23:42

    A sério que está haver esta polémica toda só porque o Hamilton teve problemas e não teve ajuda para os resolver? Quando esta regra saiu muita gente aplaudiu de pé e disse que já vinha tarde e até apontaram os pilotos que iam ser mais prejudicado se beneficiados com esta regra e o Hamilton até estava nos que ia ser favorecido e em que 9 corridas que já se disputaram esta época ou 8 não sei ao certo ninguém reclamou e ninguém até se lembrava disso mas bastou o menino de cor ( não levem isto como recisão porque não é) ter problemas e o mundo já cai? É isto que me irrita um pouco quando se trata de racismos e de pessoas de cor diferente da maioria que se vê naquele desporto que neste caso é quase tudo branco e o Hamilton o único mulato que é quando essa pessoa ganha ou faz algo bom está a quebrar todas as barreiras que a sua diferença provoca quando perde ou tem problemas já é racismo e é o problema de ser de cor diferente, mas está tudo bem? Ele recebe milhões só tem de estudar um bocadinho como os outros fazem porque se a maioria está a lidar bem com os botões e porque trabalha para isso então ele só tem de fazer o mesmo é ir menos vezes para a noite e deixar de fazer o papel do sou o mulato e sou o coitadinho com o mundo contra mim continua

    • Frenando_Afondo™

      22 Junho, 2016 at 1:00

      Que tal investigar antes de mandar a posta de pescada? É que não foi só o Hamilton a ter este problema, foi também o Raikkonen, por isso é que a polémica é tão grande, na mesma corrida dois pilotos tiveram problemas e não puderam pedir ajuda pela rádio para resolver o problema. E dúvido que algum piloto de F1 actual saiba todas as posições para todos os – possíveis – problemas que as unidades de motor possam ter. Porque agora a polémica foi com o Hamilton (e também o Raikkonen), e todos sabemos como gostam de mandar abaixo o rapaz. Mas agora quando for com outros que se faz? Porque vai haver choros pela rádio de certeza. A regra foi criada para acabar com engenheiros a dizer como fazer a curva tal e quando acelerar à saída da curva qual e até impedir que um piloto peça para lhe dizerem onde o companheiro de equipa está a ganhar tempo e como, aí concordo totalmente, cada um deve saber como pilotoar melhor. Agora ele ter um problema e não sabendo como resolvê-lo não pode pedir ao engenheiro que o ajude, aí já acho demais, porque acaba por retirar da corrida um piloto que poderia dar espectáculo.

  8. admiradordef1

    20 Junho, 2016 at 23:50

    Porque só faltava agora por exemplo na NBA que a maioria são negros aparecer um branco a ser bom e sempre que caíssem em cima dele ou ele estivesse mesmos bem fosse dito que era racismos, como dizem que as regras não devem de ser nem 8nem 80 não façam do racismo 8 ou 80 porque vivemos cada vez mais numa sociedade que se diz algo fora da linha todo o mundo fica ofendido mas ela nem tudo tem de ser bonito o mundo não é bonito até é mais feio do que bonito em muitas ocasiões por isso habituem-se e o Hamilton principalmente que não é ele poder dizer tudo o que quer e falar mal da f1 sempre que quer e não poderem falar dele porque senão já é coitadinho a sofrer racismo e se é tão bom piloto que o é mas trabalha mais e deixe as noites para as férias porque é inadmissível receber tanto dinheiro e não se dar ao trabalho de ler um livro para saber o mínimo para resolver os problemas e podem argumentar que ele é pago para pilotar e eu digo tudo bem mas se agora saber mexer no volante faz parte dessa tarefa só tem mais que aprende-la e fazer o melhor porque se eu estou num emprego a 20 anos por exemplo é sempre fiz a minha função de uma maneira mas agora 20 anos depois aparece uma forma mais eficaz de a fazer é mais eficiente e o patrão quer que faça daquela maneira eu só tenho de me adaptar ou então vou para o olho da rua. Cumps

    • Pity

      22 Junho, 2016 at 10:30

      Já reparou que em mais de trinta comentários, só os seus referem a cor de Hamilton? Porquê? Pensei que esse facto já tinha sido ultrapassado. Ele já está na f1 há tempo suficiente para que a sua cor de pele não tenha importancia, mas sim o seu talento.

  9. RedDevil

    21 Junho, 2016 at 0:06

    Sim… agora a culpa é dos botões…
    A realidade é esta, a electrónica evoluiu e trouxe novidades à condução, antigamente era preciso manusear uma embraiagem e cx de velocidades, agora não, mas por outro lado é preciso saber as novas variantes que existem, mapeamentos de motor, sistemas de gestão de energia, etc. As coisas evoluem e transformam-se, e, os melhores são os que se adaptam melhor às alterações…
    Sempre foi assim… os “velhos do restelo” é que gostam de um mundo estático… mas isso não existe…

    PS – Se o Hamilton se preocupasse tanto com a tecnologia do seu “posto de trabalho” como se preocupa com os brincos… não teria havido esse caso…

    • Frenando_Afondo™

      22 Junho, 2016 at 1:01

      E sobre o Raikkonen não tem opinião? Porque ele teve o mesmo problema e queixou-se do mesmo pela rádio… Acho engraçado como saem logo da toca para dizer mal do Hamilton, mas falar sobre o Raikkonen e os seus problemas idênticos… Já nada.

      • RedDevil

        22 Junho, 2016 at 11:13

        Não tenho opinião nem o Raikkonen quer eu tenha…

        Ninguem abriu artigos a querer mudar as regras da F1 por causa do “problema”, nem justificaram o resultado com o “problema”, nem disseram que se não fosse o “problema” o Raikkonen tinha ficado em 2º lugar…

        PS – deram tanta importância ao “problema do Raikkonen” que eu nem sabia disso… obrigado pela info…

  10. Seven

    21 Junho, 2016 at 9:43

    Não querendo parecer um «Velho do Restelo», até porque sou grande adepto da evolução e dos benefícios da electrónica, mas continuo a achar que é um exagero a quantidade de acertos permitidos desde o volante.
    Saiu com um mapeamento errado, um setting que não funciona ou deixou de funcionar durante a corrida? Ok, vai à box e trata como qualquer outro ajuste ou avaria.
    Senão, continua a pilotar com as condições actuais – raro é o monolugar que chega ao final duma corrida em condições absolutamente perfeitas. Razão pela qual são necessários pilotos de excepção para os conduzir, adaptando-se de forma extraordinária às condições de cada momento.
    Neste caso sim, sou conservador: quero ver corridas com pilotos ao volante, e não com robots ou condução remota desde a box!

    • Cariocecus

      21 Junho, 2016 at 10:15

      Amen!

    • admiradordef1

      21 Junho, 2016 at 10:45

      Mas aí é que está agora saber lidar com os botões faz parte da condução e os pilotos só se tem de adaptar a isso porque é o trabalho deles é são pagos para isso, é como por exemplo no seu trabalho (que não sei qual é e não precisa de dizer é só para dar o exemplo) de certeza que o seu trabalho ou tarefa que desempenha não é feita da mesma maneira e com os mesmos meios que era feita por exemplo a 20 ou 30 anos atrás porque houve evolução e foram aparecendo cada vez mais ferramentas e formas de fazer essas tarefa ou trabalho de uma forma melhor e mais eficiente e o senhor só se teve de adaptar a isso é na fórmula 1 é a mesma coisa as coisas vão evoluindo não podemos pedir que num mundo de tecnologia e que vive praticamente dela a fórmula 1 parasse no tempo e não evoluísse e usasse essa mesma tecnologia e os pilotos só se tem de adaptar a isso que é o trabalho deles só que neste caso como é o Hamilton e ele é de cor da jeito criar está discrição toda porque fica bem na fotografia e estamos num mundo que viva da imagem e do politicamente correcto porque se vir o Kimi teve um problema idententico mas nas notícias e nos comentários só se fala do Hamilton porque é o que convém e fica bem na foto.

      • Frenando_Afondo™

        22 Junho, 2016 at 1:06

        Xiii o que praí vai… Primeiro usar virgulas e pontuação? Não? Segundo a polémica é exactamente porque aconteceu a dois pilotos na mesma corrida, não por ser o hamilton. Não me venham com essa de que por ele ser preto ou o que seja, está a ser beneficiado, isso é a sua opinião. E há outros artigos que falam exactamente dos problemas que tiveram os dois e é aí que está o grande “zum-zum”, termos dois pilotos que devido a não poderem pedir ajuda via rádio, viram as suas corridas diminuídas. E não me venham com essa de que “ah o piloto tem de se adaptar e saber resolver os problemas”, tretas. Nenhum piloto actual deve saber todas as posições de todos os botões para resolver todos os possíveis problemas que o monolugar possa ter, por isso esse argumento é uma grandessíssima treta.

    • Frenando_Afondo™

      22 Junho, 2016 at 1:12

      Eu acho bem que haja vários mapeamentos de motor e a possibilidade de explorar toda a tecnologia ao máximo, é para isso que serve a Fórmula 1, experimentar novas tecnologias que podem vir a ser usadas mais tarde pela indústria. Por isso não concordo que se deve “simplificar” para beneficiar só um dos lados. A regra surgiu para impedir os pilotos de ter tantas ajudas, mas nem 8 nem 80. Concordo que ajudas à condução não deve haver, o ano passado tinhamos engenheiros a dizer onde o piloto tinha de fazer a curva, onde travar, onde acelerar etc etc, até a dizer onde estava a acelarar ou travar o companheiro de equipa… Aí é o 80. Mas não podemos ir ao 8, que é impedir um engenhiro de fazer o seu trabalho: ajudar o piloto a nível TÉCNICO, isto é, tem um problema e não sabe como o resolver, então pede ajuda ao seu engenheiro de pista. Se não ele está lá a fazer o quê? Afinal ele não pode ajudar naquilo que sabe (resolver problemas de software e settings manhosos). Actualmente só os ouvidos a dizer “great pass mate!”, “30 laps to go”, “the rythmn is great” e coisas completamente genéricas… Para isso não é preciso um engenheiro… Basta um gajo com dois dedos de testa e que saiba de estratégias. Pronto. É aí que a regra é castradora (na minha opnião).

      • Cariocecus

        22 Junho, 2016 at 2:58

        frenando_afondo, belieber nº1

      • Seven

        22 Junho, 2016 at 11:34

        Caro, o seu comentário noutro post «Nenhum piloto actual deve saber todas as posições de todos os botões para resolver todos os possíveis problemas que o monolugar possa ter», é para mim o motivo pelo qual não entendo toda a panóplia de acertos permitidos desde o volante.
        Se o piloto não os sabe usar, qualquer problema nessa área trata-se como uma avaria. Vai à box e faz-se a intervenção necessária. É penalizador? Claro que sim, mas só assim se reduzirão os tais settings manhosos pela via da fiabilidade(essa sim, importante para a indústria) e não à custa de instruções desde a box de manual na mão…
        Já em relação a decisões estratégicas, estou de acordo em que haja comunicação piloto-box. Afinal, na maioria dos casos estas decisões têm por base cálculos e inteligência ao alcance de todas as equipas, ao contrário das ajudas electrónicas que quase sempre são muito mais evoluídas nas 2 ou 3 equipas de topo.

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