O que significa a saída da Honda…para a Red Bull?
Este anúncio da saída da Honda da Fórmula 1 vai certamente causar grande ‘stress’ na Red Bull e Alpha Tauri, ainda que para já seja demasiado cedo para traçar cenários. A ligação da Honda à Red Bull tornou-se muito mais do que um simples fornecimento de motores, e a ligação surge na sequência de anos de frustração com a Renault, numa ligação que terminou mal, com acusações de parte a parte.
Agora, com apenas três motorizações disponíveis, será muito curioso este processo, e o risco que a Red Bull enverede pelo mesmo caminho da Honda é grande, pois se a Red Bull não conseguir assegurar um acordo de motor competitivo, o caminho é sair. Como se calcula, não será fácil à Red Bull assegurar qualquer das motorizações disponíveis, pois é pouco provável que a Mercedes e a Ferrari possam alimentar um rival direto, e depois de tudo o que se passou com a Renault, nova ligação seria, no mínimo, cínica. É verdade que ninguém esquece os títulos entre 2010 e 2013, mas a forma como tudo terminou foi má demais para ser reativada em 2022. Até porque o que se aplica à Mercedes e à Ferrari, de não pretenderem fornecer um competidor direto, também se aplica à Renault. Ainda mais em 2022.
De qualquer modo, esta decisão deixará a Fórmula 1 com três fornecedores de unidades de potência, Mercedes, Ferrari e Renault e segundo as regras atuais, a Renault seria obrigada a fornecer motores à Red Bull e à AlphaTauri, uma vez que têm atualmente o menor número de clientes, no caso, nenhum, em 2021, quando a McLaren passar para a Mercedes.
Por outro lado, a Red Bull e a AlphaTauri comprometeram-se recentemente com o novo Acordo da Concórdia, que os vincula ao campeonato até ao final de 2025.
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831AB0
2 Outubro, 2020 at 11:06
O que significa a saída da Honda para a Red Bull? Significa voltar à Renault. Com o rabinho entre as pernas.
pedro-prates44gmail-com
2 Outubro, 2020 at 11:16
É simples, agora o Dr. Marko e o Christian Horner vão de “joelhos” suplicar motores à Renault !!! …
He he he …
Carlos Soares
2 Outubro, 2020 at 16:38
Não tem qie suplicar, como diz no texto, a Renault, pelas regras será obrigada a fornecer…
pedro-prates44gmail-com
2 Outubro, 2020 at 17:13
E será que a Renault, se for obrigada a fornecer a Red Bull, vai entregar um motor com as mesmas especificações da equipa oficial !?
Depois de tanta crítica que recebeu da equipa Austríaca!
Pity
2 Outubro, 2020 at 17:29
Por regulamento, tem de ser igual. Pode é subir o preço.
jo baue
2 Outubro, 2020 at 11:27
O que significa? Que a Ferrari é verdadeiramente diferente e é a unica que pode dizer que tem o ADN das corridas. Sempre lá esteve, e sempre lá estará (infelizmente). E brevemente chegará também a vez da mercedes.
e depois, ao pequenino todt: Dás–te conta agora do que significa fazer uma F1 à medida das casas construtoras?! Dás- te conta do que significa teres oferecido a feitura dos regulamentos a um concorrente interessado somente em vencer por questões de marketing, e que quando não tiver mais vontade dá de frosques?! Que desastre este pinguim…
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2 Outubro, 2020 at 11:37
Não acredito que a Red Bull tenha sido apanhada de surpresa nem acredito que tivessem assinado o novo Acordo da Concordia, sem saberem deste pormaior. Nesse sentido, acredito que já tenham alternativa assegurada e que será divulgada nas próximas semanas. Ao invés de Ferrari, Mercedes ou Renault, aposto mais na Aston Martin desenvolver o próprio motor ou a entrada do Grupo VW na F1. Se a Aston Martin desenvolver o próprio motor para 2022, a actual Racing Point cessará o contrato com a Mercedes
Pity
2 Outubro, 2020 at 13:02
Vamos pensar um bocadinho?
1) Os novos regulamentos não alteram substancialmente as unidades motrizes
2) Se a Honda, em sete anos (admitindo que começou a trabalhar nos motores em 2014) ainda não conseguiu chegar-se à frente, e que, tanto a Ferrari como a Renault, que estão neste projecto desde o início, também ainda não atingiram a qualidade que, certamente, ambicionam, acha mesmo que, num ano, alguma outra marca vai estar em condições de desenvolver um motor suficientemente capaz?
3) e acha que, se a Aston Martin fizesse um motor em tão pouco tempo, iria logo partilhá-lo com equipas rivais?
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2 Outubro, 2020 at 15:14
Respondendo:
1) Verdade
2) Não, não acho que 1 ano seja suficiente para desenvolver um motor capaz. Mas nada nos garante que o motor já não esteja a ser desenvolvido. Repare que a Honda anda desde o início da discussão para o novo Acordo da Concordia em recuos/avanços constantes sobre a continuidade na F1. Conhecendo nós o Horner e o Marku e o seu underground na F1, acha mesmo que eles não sabem do abandono da Honda há meses ou mais? Além disso, o envolvimento do Horner na Racing Point sempre pareceu estranho á luz dos comuns mortais. Acrescente-se que a RB tem posição privilegiada na Aston Martin há muito tempo, o que até resultou na criação do Valkyrie. Ou seja, estas relações paralelas da RB com a Aston Martin, que nunca tiveram grande sentido, se calhar agora passam a ter. Além do mais, a ideia da Aston Martin desenvolver um motor para a F1 não é propriamente peregrina. Falou-se disso durante meses, antes da confirmação da entrada na F1. Por isso… na F1 tudo é possível e o público sabe apenas 5% da realidade 😉 Se há 4 meses atrás lhe dissessem que o Perez ia ser corrida da Racing Point e substituído pelo Vettel, acreditava? Ou acreditava, se lhe dissessem que Portugal ia ter um GP em 2020? 😉
3) Acho, pela mesma razão que a Honda e a Mclaren se espalharam ao comprido quando rejeitaram fornecer outras equipa e quiseram manter exclusividade no início do reactivar da parceria. Ter o motor partilhado, significa o dobro das horas de testes, o dobro do tempo em túnel de vento,o dobro da experiência, o dobro dos km’s e o dobro do feedback, já para não falar do dobro da aprendizagem com chassis diferentes. Hoje em dia com a limitação de tudo e mais alguma coisa, ter mais que uma equipa com o mesmo motor, para o fabricante é como ter borlas de tokens.
Pity
2 Outubro, 2020 at 17:36
O Horner envolvido com a Racing Point????????????? A Red Bull tem posição privilegiada na Aston Martin????????.Deu-me duas novidades, só que não acredito nelas, desculpe.
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5 Outubro, 2020 at 12:21
E foi um bocadinho muito bem pensado!
[email protected]
2 Outubro, 2020 at 12:37
Não fico admirado. A Honda, desde a década de 60, sempre foi dada a uma enorme inconsistência de trajectória desportiva e decisões surpreendentes. Na anterior evitou ganhar o título de 2009.
Sempre existiu uma desculpa,
A impressão que dá é a de uma marca que não tem solidez na sua linha de acção e desperdiça rios de dinheiro em projectos sem seguimento. Acho que desta vez deu uma enorme machadada no carinho que lhe dedicava quem vê a F1 há muitas décadas.
Claro que a decisão tem a ver o facto de se sentirem defraudados por este ano não conseguirem bater o pé à Mercedes, como pensavam. Só que os motores Mercedes tem quase 30 anos nisto….consistentemente no topo.
É uma pena porque, apesar de tudo, passaram dum “F2 engine” para um motor decente. Possivelmente o 2º melhor.
Sr. Dr. HHister
2 Outubro, 2020 at 13:32
Exacto! Na volta a RB faz um carro decente em 2022 e ganham o campeonato, seja lá com que motor for.
pedro-prates44gmail-com
2 Outubro, 2020 at 13:43
A decisão da Honda não tem lógica nenhuma. Agora que já têm um motor decente era só apostarem no desenvolvimento do mesmo e esperar que a Red Bull fizesse um excelente carro para 2022. Aí teriam grandes hipóteses de ganhar o mundial. Vão perder essa oportunidade tal como fizeram em 2009. Estes Japoneses parece que não aprendem com os próprios erros!
Sr. Dr. HHister
2 Outubro, 2020 at 13:27
Pode significar a entrada do grupo VAG e termos um RB Porsche nas grelhas em 2022, com Max ao volante. Isso é que era! Se há alguém capaz de bater a Mercedes é a Porsche.
Homem do Leme
2 Outubro, 2020 at 13:40
Era muito bom que isso acontecesse, mas infelizmente duvido muito. A Porsche desde que passou a pertencer ao grupo VW perdeu muita autonomia e até já teve de sair do WEC (LMP1) à conta das trapalhadas do dieselgate da VW
Sr. Dr. HHister
2 Outubro, 2020 at 15:35
Eu também duvido mas sonhar não custa! O meu sonho mesmo era ver outra vez um motor Lamborghini na grelha mas infelizmente não têm o “know how”.
V8_scars
2 Outubro, 2020 at 19:05
Se a VW quiser construir um motor para a F1 até pode optar pela Lamborghini, mas apostaria mais na Bugatti.
Ao fim e ao cabo, com tantas marcas no grupo, até podia ter motores Porsche numa equipa, Audi noutra, etc.
Génesis
2 Outubro, 2020 at 14:31
Karma is a bicht 🙂
C.29061726
2 Outubro, 2020 at 23:07
Só quero dizer uma coisa a estes ingratos da Redbull: Chupem, tanto mal disseram da Renault depois de quatro anos vitoriosos, que agora vão ter que meter o a rabinho entre as pernas para implorar um motor. Sendo a Renault obrigada a fornecer motores a estes ingratos, espero que os mesmos partam todos…
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5 Outubro, 2020 at 14:15
Se é que aquilo da renault é um motor…
[email protected]
5 Outubro, 2020 at 12:24
Para encher um pouco a discussão, posso afirmar de fontes seguras e conhecimento pessoal de intervenientes (técnicos e engenheiros) que a Aston Martin desenvolve há 6 anos motores híbridos e que nos últimos 3 anos desenvolveu algo tão parecido com a especificação actual motor F1 que até eles próprios suspeitam que sejam.
A grande diferença desse motor é que foi feito com um 2 litros ICE.
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5 Outubro, 2020 at 14:21
Ena , a Renault está mesmo em alta por aqui!