O Altos e baixos do GP da Toscânia Ferrari 1000 de Fórmula 1
Foi a primeira vez que a F1 fez uma visita a Mugello e ainda bem que o fez! Depois de Monza, parece mesmo que Itália ainda tinha mais algo para oferecer, quanto mais não seja, por termos visto a corrida mais louca dos últimos tempos. Desta vez, para o GP da Toscânia, os suspeitos do costume conquistaram os primeiros lugares na grelha de partida e, no 1000º GP disputado pela Ferrari, tivemos duas paragens por bandeira vermelha – algo que não acontecia desde o GP do Brasil de 2016 – e apenas uma das oito voltas iniciais da corrida foram, efetivamente, a correr. Fica aqui o melhor e o pior do GP da Toscânia Ferrari 1000.
Lewis Hamilton
Já nem dá para perceber se é mesmo fácil correr como Lewis Hamilton ou se é ele quem faz com que isto tudo pareça fácil. Há dias em que vemos Hamilton a chegar à vitória sem qualquer ponta de esforço ou brilhantismo. Depois há dias como hoje em que Hamilton, depois de perder a posição para o seu colega de equipa nos momentos iniciais da corrida, levou a questão a peito e, no recomeço, depois da bandeira vermelha, arregaçou as mangas e em menos de uma curva já tinha a questão resolvida para aí ficar até ao final. Mas atenção! Estamos a falar de dois pilotos que, em teoria, têm o mesmo carro e as mesmas armas para vencer corridas. Só que Hamilton é melhor. Hamilton é algo de ‘outro mundo’. E, quer queiramos, quer não, caminha a passos largos para ser o piloto de maior sucesso da história da F1. E sejamos honestos: já ninguém tem a menor dúvida que isso vá acontecer. Vai tornar-se o ‘GOAT’? É esperar para ver. A sua carreira ainda não acabou…
Valtteri Bottas
Tente Bottas o que tentar. Faça ele o que fizer, queira ele o que quiser: bater Lewis Hamilton simplesmente não parece que vá acontecer. Argumentemos que a equipa não quer prejudicar Hamilton em benefício de Bottas, mas sejamos realistas e digamos que Bottas não é feito da mesma fibra que o britânico e isso é evidente a cada GP que passa. Bottas vence ocasionalmente e quando o faz, é num dia menos bom para Hamilton. É verdade que não teve sorte na qualificação, mas nesta corrida também teve oportunidade de manter a liderança depois do primeiro período de bandeira vermelha e não foi capaz de suportar o primeiro ataque do seu colega de equipa. Depois, tentou correr atrás do prejuízo, tentou fazer-se valer de um “undercut” apenas para a sua estratégia ser replicada por Hamilton e obliterar todas as hipóteses do finlandês lucrar. Claro que seria incrível vermos uma luta na Mercedes como vimos em 2016, mas para isso muita coisa teria de mudar e, especialmente, Bottas teria de mudar. Num universo paralelo em que Hamilton não existisse, Bottas seria o campeão indiscutível. Mas é neste universo que estamos e, este, pertence a Lewis Hamilton.
Alexander Albon
Foi uma corrida discreta de Alex Albon, mas a verdade é que é ele quem leva o pódio e, mais uma vez, Verstappen só o vê pela televisão. Mas também é verdade que Albon só conquistou a posição que Verstappen perdeu e, como muitos hão-de dizer, o que importa, muitas vezes, numa corrida é acabá-la. E nisso Albon prova ser mais consistente que o holandês. É pena que apenas acabar corridas não valha um belo punhado de pontos, mas consistência vale de muito e disso, Albon tem a rodos. Porque quando Verstappen falha (não foi o caso de falhar, alguém ‘falhou’ por ele), é bom ter alguém com quem contar e, excluindo raras ocasiões, Albon consegue fazer-se valer quando nada mais parece brilhar para a Red Bull. Haverá mais outra razão para merecer um lugar ao lado de Verstappen?
Daniel Ricciardo
Foi um dos vencedores silenciosos do GP da Toscânia. No meio de todo o caos inicial, Ricciardo conseguiu ir ganhando posições e com uma estratégia perfeitamente ajustada chegou à última paragem da corrida na 3ª posição com tudo a ganhar ou a perder. Chegou mesmo a estar no 2º lugar depois do recomeço da corrida, mas a potência do Mercedes de Valtteri Bottas fez-se valer para voltar a relegar Ricciardo para a 3ª posição. Mas Alex Albon pareceu não querer que Cyril Abiteboul seja obrigado a fazer uma tatuagem e, roubou aquilo que seria um pódio quase perfeito para o australiano. Nada falta a Ricciardo para lá chegar, mas parece que aquilo que distingue uma grande equipa de uma equipa medíocre tem faltado à Renault. Cá estaremos para ver o que Ricciardo conseguirá fazer com um McLaren.
Max Verstappen
É daquelas coisas que mesmo que queiramos que tudo corra bem, nada vale. Um arranque relâmpago de Verstappen fez com que o holandês se colocasse em posição de ataque a Valtteri Bottas, mas, mais uma vez, um problema na unidade motriz do RB16 fez com que Verstappen caísse várias posições sem que nada pudesse fazer para o evitar. Como se não bastasse, um tremendo exagero de Gasly criou uma reação em cadeia que levou “Super Max” a ser um mero passageiro num acidente que o deixou preso na gravilha. E assim, em apenas duas semanas, as esperanças de um 2º lugar no campeonato de pilotos tornam-se cada vez mais diminutas. É uma história, curta? É, mas não há muito mais a acrescentar.
Pierre Gasly
Se era preciso alguma prova de que aquilo que F1 dá, tira tão facilmente, falemos com Pierre Gasly. Depois de um tremendo brilharete em Monza, Gasly chegou a Mugello com esperanças de repetir a proeza, ou pelo menos voltar a impressionar. E o facto é que impressionou. Da pior maneira, mas impressionou. Uma terrível sessão de qualificação fez com que o francês partisse da 16ª posição e, com uma tremenda vontade pouco fundamentada, exagerou e tentou levar tudo à frente na primeira volta da corrida. E não só tentou, como levou. Exagerou, bateu em Kimi Räikkönen, que bateu em Verstappen e imediatamente o Safety Car saiu para a pista, com Gasly e Verstappen fora da corrida. Se há formas de impressionar, esta não é uma delas. Christian Horner que o diga.
Carlos Sainz
Depois do início da corrida, chegamos a pensar que o pior que poderia acontecer a Carlos Sainz seria o seu quase despiste na 1ª volta. Pensamos errado, claro. No recomeço da corrida, depois do Safety Car pelo incidente de Max Verstappen e Pierre Gasly, Valtteri Bottas comandava o pelotão e mantinha uma passada lenta na tentativa de controlar o arranque e preservar a sua liderança, o que não foi percetível para os pilotos que chefiavam a retaguarda da corrida, tendo estes arrancado rápido quando os líderes ainda mantinham uma passada mais lenta e o caos instalou-se. Giovinazzi enfaixou-se na traseira de Magnussen, Sainz ‘engoliu’ a traseira de Giovinazzi e Latifi acabou também por ser implicado neste incidente. Resumo da história: DNF para Sainz, depois do melhor resultado da sua carreira. Gasly conhece a sensação.
Charles Leclerc
Chegou a estar em 3º lugar. 3º! Mas sejamos minimamente realistas. Este ano qualquer monolugar da Ferrari não pertence num lugar no top 3. Nem no top 5. Com muita sorte, talvez um top 10. Isto porque há outras equipas que usam uma unidade de potência Ferrari e seria quase blasfémia posicionarem-se à frente da Scuderia. Já aconteceu, e foi vergonhoso, só. Mas Leclerc é um daqueles pilotos que ainda não percebeu que, dentro da Ferrari, quem percebe da poda são os pilotos, muito à semelhança daquilo que Vettel tem tentado fazer. Ouviu no rádio que o melhor seria o plano C e assim foi. Parou à volta 23 para pneus duros e muito basicamente arruinou a sua corrida daí para a frente, quando já tinha caído para a 7ª posição. Claro que o último período de paragem da corrida não ajudou, mas como poderíamos esperar que ajudasse quando uma equipa não consegue ajudar-se a si própria?
George Russell
Quase rejubilámos. Quase festejamos, gritamos e fizemos todos uma vénia a George Russell pelo seu primeiro ponto na F1. Ponto que foi roubado por Sebastian Vettel que tem já pontos que abundam e que, muito honestamente, este não lhe fará diferença alguma. Claro, é bom ver ambos os Ferrari a pontuar no 1000º GP disputado pela Scuderia, mas uma grande maioria gostaria de ver todo o esforço e dedicação de Russell a serem finalmente recompensados. Com muita pena não foi desta, mas havemos de ver Russell a brilhar ainda mais do que aquilo que temos visto até hoje. Alguém que o deixe coxo e ele conseguirá bater o seu colega de equipa na qualificação. Alguém que lhe dê um carro competitivo e toda a grelha que se cuide. Russell está aqui para chegar ao topo, e ninguém mais duvida que o rapaz consiga. Vamos só dar tempo ao que tem de ser dado e esperar que o este nos dê razão.
Nuno Freitas Faria
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15 Setembro, 2020 at 9:32
Excelente artigo!
So nao percebi porque no inicio diz ‘por Jose Luis Abreu’ e no fim vem assinado por Nuno Freitas Faria!
831AB0
15 Setembro, 2020 at 10:42
Achou isto «excelente»?
Além de ser um compêndio de banalidades, de não se saber quem é ao certo o autor e das vírgulas usadas sem critério, o artigo contém erros de apreciação – o Pierre Gasly foi ensanduichado por dois pilotos sem culpa nenhuma e o Alex Albon é tudo menos consistente -, ainda manifesta aquele ressentimento ridículo contra o Vettel no último parágrafo. Digamos que já li melhor por aqui.
Também não entendi qual foi o critério para escolher os pilotos que foram assunto do artigo. Não foi o dos pilotos que pontuaram, nem foi uma apreciação de todos os pilotos: foi o que apeteceu escrever ao autor.
NOTEAM
15 Setembro, 2020 at 12:02
Para interpretar aquele último parágrafo como ressentimento ridículo contra o Vettel tem mesmo de ser muito morcão. Eu diria que o você tem uma série de obsessões ridículas à volta do Vettel. Os ódios mesquinhos contra o Leclerc e contra o Ricciardo são a clara prova disso mesmo.
831AB0
15 Setembro, 2020 at 12:04
Lá vem a anormal…
NOTEAM
15 Setembro, 2020 at 13:14
Mas como Ferrarista que é, diga-me lá! Vai torcer pelo Leclerc, pelo Sainz ou pela Aston Martin em 2021?
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15 Setembro, 2020 at 16:33
É um artigo que considerei de opinião e foi neste contexto que o classifiquei de excelente. Como é óbvio há alguns pontos que você aborda e que também eu, tal como você, não concordo mas, essa é a minha opinião é não a de quem escreveu. A isto eu chamo respeito pelo outro. Também acho que a forma de escrever, algo coloquial é divertida, o que aprecio. Daí mais uma razão para ter gostado.
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
15 Setembro, 2020 at 17:12
Forista ABO, essa ideia de que há uma “cabala” do AutoSport e de todos os seus jornalistas contra o Vettel também já cansa.
Já li aqui muitos artigos generosos com o piloto alemão, e também já li muitos artigos não tão generosos acerca de muitos outros pilotos. Você, infelizmente, encaixou essa ideia na sua cabeça…
“Quem anda sempre com um martelo na mão, tudo lhe parece um prego!”
Cumprimentos
Scb
15 Setembro, 2020 at 11:54
Ora bem o Sainz esteve mal pk apanha um acidente à frente e não pode fazer nada. O Gasly é ensanduichado e esteve mal. O Leclerc é mau pk tem o pior motor da grelha (ele é projectista em Maranello durante a semana).
Já o Russel que deixa um espaço enorme para travar de repente e causar o enorme acidente que vimos, é espetacular, merecia um ponto, oh Vettel por favor dá um pontinho vá lá.
Isto é jornalismo ou um texto de um fan boy?
831AB0
15 Setembro, 2020 at 12:05
Um texto de um fanboy.
NOTEAM
15 Setembro, 2020 at 13:27
O artigo diz que o Sainz esteve mal onde? Que o Gasly esteve mal onde? Que o Leclerc é mau onde? As suas críticas ao artigo caem em saco roto, porque por alguma razão estranha entendeu tudo ao contrário. Do que li do seu comentário, sei que não é jornalista, eu apostava em “fanboy”.
Scb
15 Setembro, 2020 at 14:31
Abre os olhos e lê
NOTEAM
15 Setembro, 2020 at 15:25
Não consigo perceber se está a ser irónico ou se é burro. Peço desculpa se não encontrei ironia no seu comentário.
Scb
15 Setembro, 2020 at 22:35
Estás te a ver ao espelho só podes
Honda Power
15 Setembro, 2020 at 13:35
“Alexander Albon…
Foi uma corrida discreta”, “Daniel Ricciardo…
Foi um dos vencedores silenciosos”… vá lá uma pessoa entender isto…
NOTEAM
15 Setembro, 2020 at 14:42
Entende-se e eu explico-lhe porquê. O Albon largou de 5º e terminou em 3º, o Ricciardo arrancou de 8º e terminou em 4º, sendo ultrapassado pelo Albon já bem perto do final da corrida. Acho que podemos concordar que o RB era mais eficiente que o Renault certo? Então porque é que o Albon não esteve na luta pela vitória ou pelo menos em posição de pódio durante toda quase toda a corrida? Em vez disso, assegurou o pódio já bem perto do final? Em primeiro lugar o arranque. O Albon perdeu um lugar para o Leclerc no arranque, acabando por se manter em 4º devido aos problemas mecânicos do seu companheiro de equipa. O Ricciardo por sua vez ultrapassou o Perez no arranque, com a desistência do Max acabou por subir duas posições colocando-se em 6º. No segundo arranque, o Ricciardo manteve-se em 6º, isto apesar de ter sido ultrapassado no recomeço da corrida. E porquê? Porque o Albon caiu de 4º para 7º lugar, com um arranque horrível. Na sequência disso, o Ricciardo rapidamente foi ultrapassando os carros sua frente, o mesmo conseguido pelo Albon, mas o australiano foi mantendo sempre uma diferença confortável em relação ao piloto da RB, ao mesmo tempo que ia encostando no Stroll, que era o 3º classificado na altura. O stint do Ricciardo foi tão impressionante, que após a paragem de todos na box, o piloto da Renault regressou no 3º posto, ultrapassando o Stroll, enquanto o se Albon manteve em 5º. Quando o Stroll se despistou, o Albon estava com a melhor volta da corrida, mas a cerca de 3s do piloto que seguia à sua frente. Finalmente chegámos ao último arranque da corrida. O Ricciardo sobe para 2º, ultrapassando o Bottas, sendo que o Albon volta a largar mal e perde uma posição para o Perez, entretanto recuperada ainda durante o 1ºsector, mas mais uma vez volta a arrancar mal. Com os carros leves e com pneus macios calçados, o Ricciardo imediatamente perdeu a posição para o Bottas e muito rapidamente passou a levar com o Albon em cima. Com um carro bem mais eficiente, o Albon não tardou até roubar o pódio ao piloto da Renaul. De facto, a corrida do Albon não foi extraordinária, nos momentos decisivos comprometeu sempre alguma coisa, enquanto o Ricciardo foi limpando tudo enquanto pôde. Mas chega o momento em que tudo se resume a ritmo de corrida, e aí o Red Bull continua a ser superior ao Renault, foi apenas por isso que um teve “uma corrida discreta” e outro foi um “vencedor silencioso”, ás vezes é preciso ter em conta os pormenores durante as corridas.
Pity
15 Setembro, 2020 at 15:12
O Albon largou de 4º
NOTEAM
15 Setembro, 2020 at 15:28
Erro meu. Tem toda a razão, arrancou em 4º. Apesar de ter perdido posição no arranque para o Leclerc, acabou por manter-se em 4º devido aos problemas mecânicos que afectaram o Max.
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15 Setembro, 2020 at 16:36
Bom comentário!
Honda Power
16 Setembro, 2020 at 10:00
O amigo escreveu isso tudo do Albon… e ainda diz que teve uma corrida discreta… fará se não fosse, ainda estava a escrever.
jo baue
15 Setembro, 2020 at 20:10
Artigo de opinião em que é analisada livremente a corrida de alguns pilotos escolhidos.
E escolhendo também um deles, o Leclerq , há que dizer q a redacção é equívoca. “Com muita sorte, talvez um top 10”, o que se quer dizer com isto? Que pode estar fora do top 10, por exemplo? E depois lá vem a habitual boa disposiçao e a bonomia dos jornalistas quando falam da Ferrari, na verdade querendo ridicularizar a marca, como esta historieta da blasfémia que dá a ideia que estao a falar de pacóvios e labregos pertencentes a um mundo medieval cheio de crenças ridículas e irracionais ou algo do género.
E passa aqui uma informaçao que curiosamente nem é desmentidas pelos anti-ferrari que estao aqui todos os dias: “Ouviu no rádio que o melhor seria o plano C e assim foi”. Falso! O piloto vinha a queixar-se da péssima condiçao dos pneus, e o “engenheiro” ( que é espanhol, portanto nao interessa para uma discussao, imagine-se se fosse italiano….) pergunta-lhe: “What d´you think about plan c, plan c?” Ao que o piloto respondeu com toda a clareza sim de imediato, dizendo até que estando muitíssimo lento, nao tinha nada a perder, mudando sem perguntas a asa dianteira( 5 cliques) e o botao para “spark” para poder usar a mapatura correcta para entrar nas boxes. Ou seja, o piloto nao pode ser desresponsabilizado da escolha no domingo