Max Chilton: “A F1 devia olhar mais para os pilotos da Indy”

Por a 7 Fevereiro 2018 15:45

Guenther Steiner irritou muita gente com o recente comentário em que disse que nenhum piloto americano está pronto para a F1. Foram vários os pilotos a apontarem o dedo ao responsável da Haas e a defender a qualidade dos pilotos americanos.

Max Chilton, que já esteve na F1, acredita que as equipas de F1 são muito fechadas no que diz respeito à procura de novos pilotos para o Grande Circo e defendeu Josef Newgarden que já admitiu publicamente querer experimentar a F1 e até fazer uma época.

“Não tem a ver com a qualidade do Josef, mas sim com a F1. As equipas têm uma forma muito fechada de escolher novos pilotos. Ou estão numa das categorias inferior de acesso à F1 ou têm de estar no seu programa de jovens pilotos. O Scott Dixon, que foi meu companheiro de equipa no ano passado, é um dos melhores pilotos do mundo, na minha opinião, e com certeza seria competitivo na Formula 1. Mas quando a Mercedes procurou um substituto para Rosberg ninguém pensou sequer em dar-lhe uma oportunidade.”

 

A IndyCar é considerada por muitos uma espécie  de mal menor para quem não conseguiu entrar ou singrar na F1. São consideravelmente mais os casos de pilotos que passaram da F1 para a Indy do que os que fizeram o caminho inverso.  No entanto esta opinião de Chilton, é pertinente pois não se pode menosprezar os pilotos que competem nos Estado Unidos. Há alguns casos que mereceriam  uma avaliação mais ponderada. Por exemplo, a Williams que precisou de um piloto para substituir Massa, testou Kubica e DiResta, dois ex-F1 e um piloto ainda com pouca experiência (que acabou por ser escolhido). Não teria sido má ideia pelo menos testar com um candidato do outro lado do atlântico, quer pela qualidade quer pelo impacto mediático. Se a F1 quiser entrar no mercado americano terá de abrir mais portas. Resta saber se do outro lado do atlântico o interesse é real e se há vontade para investir nisso.

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2 comentários

  1. so23101706

    7 Fevereiro, 2018 at 16:01

    Provavelmente o Fábio Mendes é demasiado jovem para se lembrar de Bobby Rahal, Danny Sullivan e Michael Andretti, mas se fizer uma pesquisa poderá começar a compreender a razão por que houve sempre tão poucos pilotos norte-americanos na F1. (E já nem falo no Scott Speed.)

  2. Frenando_Afondo™

    7 Fevereiro, 2018 at 18:13

    Não sei que anda a fumar o Chilton, mas não deve ser da boa. (já agora AutosportPT, é “Scott”, não “Scot”, a menos que ele seja escocês.

    “O Scot Dixon, que foi meu companheiro de equipa no ano passado, é um dos melhores pilotos do mundo, na minha opinião, e com certeza seria competitivo na Formula 1. Mas quando a Mercedes procurou um substituto para Rosberg ninguém pensou sequer em dar-lhe uma oportunidade.”

    Hum… Ora deixa-me cá ver: Temporadas ou testes que tenha feito Scott Dixon na F1: zero. Temporadas/testes que fez Bottas: piloto de testes durante 2010 e 2011. 3 temporadas como piloto oficial da Williams.

    Sem contar que Scott Dixon tem 37. enquanto que Bottas tem 28. Acham mesmo que a Mercedes ia considerar um piloto que nunca sequer testou um F1 para o seu monolugar? Estando a lutar pelos títulos?

    E Uma das razões de haver tão poucos pilotos americanos na F1, é que a maior parte deles andam em circuitos de competição completamente diferentes (normalmente no mercado americano), enquanto que o circuito europeu para além de ter várias competições de aprendizagem antes de chegar à F1 ou a outra competição motorizada de alto nível, é também tudo bastante mais competitivo e exigente, pela quantidade de pilotos novos que aparecem todos os anos.

    Para cada americano que é descartado da F1, há pelo menos uns 10 ou 20 europeus na mesma situação. Por isso parem de serem egocêntricos e aceitem que os Estados Unidos da América não é nenhuma “power-house” de talento e não entram só porque vêm de uma das maiores economias do mundo, não é assim que funciona.

    (mas se quiserem entrar, têm bom remédio, pagam um assento como todos os outros que querem entrar à força na F1).

    É a mesma história agora que os americanos vêm os actores ingleses a conseguir a maior parte dos papéis nos filmes de hollywood, imediatamente ficam todos ofendidos. Já quando era o contrário estavam todos contentes.

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