Em 1968, Colin Chapman juntou-se a Andy Granatelli, criando ambos um dos carros mais espantosos que surgiram, primeiro nas Indy 500 e, mais tarde, na F1 – o Lotus 56. Siglado Mk 56, era um chassis desenhado de propósito para acolher uma turbina Pratt & Whitney, oriunda da indústria aeronáutica e utilizada especialmente em helicópteros. Além disso, usava pneus simétricos e possuía tração integral.
O carro nasceu para competir nas Indy 500, mas depressa se revelou tão difícil de conduzir, que os pilotos o alcunharam de… “vulcânico”. Na verdade, nos primeiros testes levados a cabo na oval, Mike Spence, o piloto inglês contratado para substituir Jim Clark, que tinha morrido num acidente de F2 em Hockenheim, um mês antes, não sobreviveu a um choque com o muro de Indianapolis. Tinha 32 anos. Apesar da tragédia, Chapman não desistiu e, na largada para a prova, duas semanas mais tarde, lá estavam três Lotus 56. Um, na pole position, tripulado por Joe Leonard; outro, a seu lado, com Graham Hill ao volante. Na 11ª posição, Art Pollard.
Mas os carros revelaram-se tão rápidos, como frágeis. Leonard estava na frente da prova, em luta com o Eagle de Bobby Unser quando, a nove voltas do fim, se rompeu uma peça da bomba de carburante da turbina, que custava um dólar e, no caso, custou o triunfo a Chapman. Os outros dois carros também desistiram. O Lotus 56 não voltou a correr, excetuando três anos mais tarde, quando surgiu, adaptado à F1, no GP da Holanda, pelas mãos de Dave Walker. Com tração total e turbina, poderia ter ganho na estreia, à chuva, se o jovem britânico não se tivesse despistado, sendo de imediato despedido por Chapman.












