Lewis Hamilton: “Não há desculpa para que a F2 seja melhor que a F1”
Lewis Hamilton esteve presente na festa do BRDC, British Racing Drivers Club onde aproveitou para falar das mudanças que estão agora a ser estudadas pela Liberty Media e pela FIA para a F1, e também ele pede motores que façam mais barulho, mas vai mais longe dizendo que algo tem que ser feito para que seja possível os monolugares rodarem mais juntos sem que a turbulência aerodinâmica seja tão acentuada: “Tudo isso visto do ponto de vista de um piloto, é lógico que queremos rodar o mais perto possível dos outros carros, tal como acontece no karting. Acho que os Fórmula 1 deste ano são os melhores de sempre, e penso que o Ross (Brown), o Chase (Carey) e as equipas estão a trabalhar no duro para fazerem com que os carros de 2021 sejam ainda melhores. O que eu espero é que sejam mais ruidosos. Penso que também podemos ter pneus maiores. Porque é que no tempo do Jackie Steward ele tinham pneus muito maiores que agora? Penso que com menos aerodinâmica, poderíamos andar mais juntos. No fundo o que penso é que não há qualquer razão para que na F2 seja possível haver melhores corridas que na F1, apesar de andarmos mais depressa. Acho que a Fórmula 1 tem a capacidade de ser tão grande quanto o futebol ou a NFL americana, e ainda bem que o Chase (Carey) e a Liberty (Media) trouxeram coisa novas este ano enquanto aprendem mais sobre o desporto e o que os adeptos querem”
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João Pereira
6 Dezembro, 2017 at 17:29
Condordo absolutamente. Há anos que se fala que a aderência dos F1 deve ser mais por causas mecânicas e menos por aerodinâmicas, e o que fizeram para 2017? Aumentaram as dimensões dos pneus e a largura das vias aumentando a aderência mecânica (Boa!), e para lixar tudo aumentaram as dimensões das asas, aumentando a aderência aerodinâmica e consequentemente a turbulência (Não vou escrever o que me apetecia).
Diminuam o tamanho das asas, principalmente a profundidade, obriguem a que todos o planos verticais das asas sejam absolutamente planos e lisos (sem recortes)principalmente nas asas traseiras e incluindo o extractor. Acabem com o DRS, que se destina apenas a falsear o espectáculo. Também podem voltar a permitir a exploração mais extensiva do efeito de solo nos flancos mantendo a zona central plana até ao plano vertical do eixo traseiro, obviamente sem coisas a arrastar pelo chão como (o meu ídolo) Chapman imaginou, e sem ventoinhas (turbinas) como Jim Hall inventou e Gordon Murray aplicou (contra regulamento) à F1 em 1978 no Brabham (de Bernie) “aspirador” obteve logo a vitória (Niki Lauda) em Anderstorp e foi banido de imediato sem exclusão da corrida.
Se for preciso, reduzam uma polegada no diâmetro das jantes, e antes que venha alguém perguntar-me porquê, digo já que é para diminuir as dimensões dos travões e assim aumentar as distâncias de travagem (mais emoção e disputa na travagem lado a lado) sem limitar o desenvolvimento da tecnologia. É que Hamilton tem razão quando diz que nos anos 70 os pneus eram maiores, mas como ainda nem sequer era nascido, provavelmente não sabe que as jantes tinham só 13″ de diâmetro, o que limitava o diâmetro dos discos de travão ainda em aço, coisa que eu não quero ver de regresso à F1, como acontece na Indycar, porque iria contra o espírito de desenvolvimento tecnológico da F1.
Duas coisas são certas, menos turbulência para permitir a proximidade dos monolugares, e maiores distâncias de travagem seria espectáculo verdadeiro (sem DRS), em que seriam sem dúvida os pilotos com os melhores “pares” (Mãos, Pulmôes e “Corações”) que venceriam.
Em relação aos motores, também tenho algumas ideias, para já, fico-me por 900 ou 1000Bhp. Não faço muita questão de “Bué” de barulho, mas também não gosto de coisas que zumbem como abelhas. Mais liberdade de arquitectura e número de cilindros. Talvez também não fosse má ideia liberalizar a cilindrada, e até permitir turbinas e outros combustíveis, criando índices energéticos para equilibrar.
so23101706
6 Dezembro, 2017 at 17:34
Haver desculpa até há: na F2 os chassis e motores são iguais para todos. Fora este pormenor, é evidente que o Hamilton tem razão. Os carros dependem em demasia da aerodinâmica, o que torna quase impossível a um piloto seguir no rasto de outro. Já fiz referência a isto num comentário anterior, mas aqui vai uma boa análise do que a F1 é actualmente: https://www.facebook.com/PeterStevensDesign/posts/1711531472213179
Frenando_Afondo™
6 Dezembro, 2017 at 18:02
Asas frontais menos complexas, mais efeito de solo em todo o monolugar, mais aderência mecânica.
Tudo isto foi discutido em 2016, depois de apresentadas as novas regras de 2017 muitos ficaram “vamos continuar a ter problemas em seguir quem vai na frente” e assim foi.
Será que é desta que vão começar a ouvir quem percebe e fazer regras que realmente ajudem neste sentido? Têm 50 anos ou mais de experiências, em alguns dos anos da F1 deve haver anos em que vejam como era mais fácil perseguir um monolugar sem ter baixa carga aerodinâmica (que se torna perigoso). Sem falar que a FIA tem acesso a N túneis de vento e programas de CFD para testar as ideias base e conferir se efectivamente são eficientes na resolução dos problemas gerados em 2017.
Então, qual é a desculpa para não o fazerem?