Lewis Hamilton: “Não devo nada à F1”

Por a 20 Abril 2016 09:05

O atual tricampeão do mundo Lewis Hamilton afirmou em declarações prestadas ao canal de notícias norte-americano CNN que é o piloto que mais promoveu a Fórmula 1 na sua história e que por esse motivo sente que não deve nada ao desporto.

“Provavelmente promovo o desporto mais do que qualquer outro piloto alguma vez o fez. Estou em mais eventos a falar sobre a Fórmula 1 do que qualquer outro – provavelmente todos os outros pilotos ao mesmo tempo ou mais. Portanto não sinto que tenho mais responsabilidade. Tenho fãs incríveis e tento dedicar-lhes o maior tempo possível para motivar aqueles que me seguem. Portanto não sei o que teria que dar mais. Estou na Fórmula 1 há dez anos. Adoro o desporto. Dei o meu sangue, suor e lágrimas pela modalidade. Portanto não, não sinto que lhe deva alguma coisa”.

Apesar de ser criticado por alguns dos seus pares, antigos pilotos e imprensa inglesa, o perfil mediático de Hamilton foi elogiado o ano passado por Bernie Ecclestone. Nesse momento afirmou que Sebastian Vettel e Nico Rosberg deveriam promover mais a Fórmula 1, ao contrário de Lewis, “o melhor campeão que tivemos em muito, muito tempo”, referiu.

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29 comentários

  1. MVM

    20 Abril, 2016 at 9:51

    Gosto da pilotagem do Lewis.
    Dito isto, acho que esta declaração é um disparate, porque ninguém o conheceria se não fosse piloto de F1 (o que pode ser dito de qualquer outro piloto, evidentemente) e a F1 ajudou-o a tornar-se numa vedeta – mais concretamente no Dennis Rodman do automobilismo, que é aquilo em que ele se foi tornando. Por isso, ele deve praticamente tudo à F1. O facto de trabalhar muito para promovê-la – e fica por provar que faça mais por isso do que outros – é apenas parte da sua profissão.
    Há um pouco de sobranceria nas suas palavras; é como se quisesse justificar os maus resultados que tem tido dizendo que é o melhor. Dizer que é o melhor não basta, como se vê pelo Fernando Alonso; é preciso trabalhar para sê-lo, como fazem o Vettel e o Britney. Penso que o Hamilton devia concentrar-se mais na condução e menos no estatuto de vedeta.

  2. RedDevil

    20 Abril, 2016 at 10:20

    Primeiro, o Hamilton deve tudo à F1, é apenas pela F1 que ele é o que é!
    Segundo, essa ideia palerma que os pilotos têm de fazer marketing fora das corridas é uma idiotice, ninguém vai ver um GP porque tem um autógrafo do Hamilton, é exactamente ao contrário, alguém quer um autógrafo porque viu uma corrida extraordinária…
    O marketing dos pilotos é feito normalmente ao domingo entre as 13h00 e as 15h00… dependendo dos circuitos…

  3. VarioR

    20 Abril, 2016 at 10:26

    Até compreendo o que quis dizer mas não deixa de ser um comentário infeliz.

  4. NOTEAM

    20 Abril, 2016 at 10:51

    Muita atenção ao contexto de onde são retiradas tais declarações e ao jornalismo de sarjeta que muitas vezes é praticado.Seria bem mais interessante publicar a entrevista do Lewis Hamilton à CNN(por sinal bem interessante) do que retirar uma frase impactante e fazer disso ” a notícia”, isso diga-se, não é exclusivamente um problema do AS.A jornalista perguntou ao LH, se tinha fé na F1 em relação ao seu futuro, ao que ele respondeu que não tinha fé por aí além e que infelizmente o desporto é hoje acima de tudo um negócio que procura acima de tudo lucros e isso faz com que a voz dos pilotos seja basicamente irrelevante, ao que a jornalista de seguida lhe pergunta se ele sentia algum tipo de responsabilidade perante tudo isso ” responsability in what state? I actually come to the races and promote them more than anyone driver ever has…probably all the drivers put together and more, i have incredible fans and i give as much time as i can to motivate them and energize those who do follow me, i don´t know what else i have to give to it, been here for teen years, love the sport, give all my love, sweat and tears for the sport, so no, i don´t feel like i owe anything…”.O contexto é tudo nestas declarações do Hamilton, ele não deve nada em relação à promoção do desporto, em relação ao que ele pode fazer por ele, o que é bem diferente do que a notícia sugere.Quem lê as notícias não tem a obrigação de se informar melhor antes de dizer asneiras, mas a imprensa devia ter a obrigação de informar correctamente pelo menos,já para não dizer que os conteúdos escolhidos pelo AS ultimamente têm sido demasiado selectivos no meu entender.

  5. [email protected]

    20 Abril, 2016 at 11:31

    Concordo noteam, é preciso contextualizar bem estas palavras! Se bem que o Hamilton este ano da a entender pelas entrevistas que tem dado que alguma coisa não está bem! Até pode ser algo pessoal o que o está a afectar! Mas sinto um Hamilton revoltado este ano! Abc

    • NOTEAM

      20 Abril, 2016 at 11:42

      Sinceramente não concordo, vejo um hamilton focado acima de tudo pelo que tem feito em pista, não acho que os seus resultados podiam ter sido muito diferentes do que os que conseguiu. Também é necessário elogiar o Rosberg, tem sido feliz em relação ao Hamilton, não teve os problemas que o inglês teve e isso é um facto, mas também é um facto que ele tem sido rápido e consistente.Eu não sou o maior apreciador do Hamilton ao piano a tocar Adele, na verdade até me faz muita confusão, mas parece-me que está focado no que tem a fazer e quando o seu momento surgir não vai facilitar a vida ao Nico.

      • [email protected]

        20 Abril, 2016 at 12:25

        Também acho que o Hamilton tem estado bem, até disse isso no comentário a notícia da vitória do Nico Rosberg, em que tenho o Hamilton como um dos meus destaques do fim de semana no GP da China! Acho mais a nível das entrevistas que o discurso mudou e ele está com uma postura diferente! Mas Partilho da sua opinião no resto! Abc

  6. Pity

    20 Abril, 2016 at 13:26

    Já tinha lido estas declarações ontem, no GPupdate e pensei o mesmo que o noteam: falta o contexto. Isto não são simplesmente declarações, são respostas a perguntas, mas que perguntas? Isso não sabemos. Se fossem simples declarações, tinham muita presunção, mas sendo respostas, tudo depende das perguntas.
    Há já muitos anos que os jornalistas não me “levam” com este tipo de jornalismo, e não estou a atacar o André Bettencourt Rodrigues, ele apenas reproduziu o que leu no GPupdate (aposto que foi aí).
    Como quase toda a gente, eu também fui influenciada pelos jornalistas na guerra Senna/Prost, até ao dia em que a RTP deu uma entrevista com o Prost. foi-lhe pedido para comentar umas declarações do Senna, ou atribuídas ao Senna, ou qualquer coisa relacionada com a guerra entre ambos, isso já não me recordo, o que recordo, e muito bem, foi a resposta do Prost “c’est avec dégout que j’ai lu cettes declarations”, a legenda traduziu “estas declarações metem-me nojo”. Eu felizmente sei um pouco de francês, pelo que apanhei logo a falsidade da questão. Sentir desgosto é diferente de sentir nojo.
    A partir desse momento, ponho sempre em dúvida as declarações consideradas menos felizes, de todo e qualquer piloto.

    • MVM

      20 Abril, 2016 at 15:05

      Na entrevista, Hamilton foi confrontado com o seu estilo de vida actual e perguntaram-lhe se não sentia uma responsabilidade acrescida perante a Fórmula 1. Respondeu: “I’ve been there for 10 years. I love the sport. I’ve given my blood, sweat and tears for the sport. No, I don’t feel like I owe it anything.” Não é preciso ser um linguista para perceber o que LH quis dizer.
      Se juntarmos isto aos resultados das últimas corridas, parece-me claro para onde está a mente de Lewis Hamilton virada agora.
      A propósito, sigo-o no Facebook e ele passa a vida nos Estados Unidos a conviver com rappers e outras celebridades. Mesmo perto das datas dos GP’s. Como declamava o grande Gil Scott-Heron, ele quer mostrar-se “Blacker than thou”.
      Francamente, não vejo como é que o seu estilo de vida promove a F1, mas há-de haver um raciocínio retorcido que demonstre que sim…

      • NOTEAM

        20 Abril, 2016 at 15:50

        Perguntaram-lhe se sentia responsabilidade acrescida relativamente à promoção do desporto,não directamente em relação ao desporto em si,é uma ENORME diferença e deve ser registada.

        • Pity

          20 Abril, 2016 at 16:26

          Pois…é a tal diferença de interpretação, uma palavra diferente, ou a mais ou a menos, altera todo o significado de uma frase, até mesmo a pontuação (o que não é o caso presente) pode alterar completamente uma frase.

          • MVM

            20 Abril, 2016 at 16:45

            Do motorsport.com:
            “But Hamilton insists he does not feel any extra responsibility towards Formula 1, as he claims he has given “blood, sweat and tears” to make the sport more popular.”
            Se outros querem armar em parvos, é com eles; a Pity não é obrigada a segui-los.

      • NOTEAM

        20 Abril, 2016 at 17:05

        Aparentemente não posso responder directamente ao seu comentário e por isso respondo aqui por muito que isso lhe custe.Caro Speedy, uma coisa é perguntarem-me se eu devo alguma coisa em relação à maneira como eu promovo o meu trabalho, eu respondo ” não, eu não devo nada, eu dou o meu máximo seja na china, no bahrein ou na Jamaica”, outra completamente diferente é perguntarem-me como é que eu me sinto em relação ao meu trabalho, e a minha resposta ser algo do género ” eu não devo nada em relação ao meu trabalaho, porque eu sou o Lewis Hamilton e quero que todos vocês se fo**** ” .Para todos aqueles que não são parvos e acima de tudo que não são toldados por “fanboyismo” juvenil conseguem perceber as diferenças.

      • Iceman07

        20 Abril, 2016 at 19:22

        Mas ouvir rap é promover a F1! Sabem qual é a musica que ele canta nas horas da bebedeira?

        “Yoyoyo, eu sou o Lewis Hamilton e tenho a mania que sou o Airton (Senna)… Promovo a Formula Um e os outros fazem nenhum… O Rosberg é um paneleiro e o Alonso um azeiteiro, o Bernie está velhote e o Vettel leva no rabiote, vão todos para o caralh* que eu é que valho… e agora vou acabar porque quero ir para bar, yoyoyo!”

    • rodríguezbrm

      21 Abril, 2016 at 11:56

      Pity, desculpe-me a ousadia de contradizê-la aqui, mas parece-me que neste caso o jornalista não fez uma tradução errada. “Dégoût” significa mesmo “nojo”. Se fosse “desgosto”, o Prost usaria, por exemplo, “regret” ou até “dépit”.
      Mas concordo com a sua ideia de que há por vezes que “traduzir as traduções”.

      • Pity

        21 Abril, 2016 at 17:05

        Nessa altura, e porque há expressões idiomáticas, eu dei-me ao trabalho de ir aos dois dicionários o de Português-Francês e o de Francês-Português, da Porto Editora, e em nenhum deles dégout era sinónimo de nojo, ou vice-versa. Se esse termo é assim usado, no dicionário não consta, o mais parecido que lá está é desprezo, além de desgosto, mágoa, tristeza, tudo expressões mais “soft” do que nojo.
        PS: não foi ousadia nenhuma, “mande” sempre 🙂

        • rodríguezbrm

          21 Abril, 2016 at 23:18

          No da “Porto Editora “,3.ª Ed., lê-se em “dégoût” : “repugnância, repulsa; aversão”. Mas deixemos isto, é só uma palavra, quando o Alain cá vier a gente pede-lhe para repetir a ideia noutra língua pois a francesa é traiçoeira. Sds

  7. F1_4ever

    20 Abril, 2016 at 15:18

    O que vou escrever não é relacionado com este artigo mas tem a ver com os artigos de F1 do Autosport.
    Já repararam que as reportagens da Fórmula 1 no jornal Autosport costumavam ser escritas pelo Luis Vasconcelos e nesta temporada têm sido todas escritas pelo José Luis Abreu, no entanto o Luis Vasconcelos contínua a figurar na ficha técnica como colaborador do Autosport.
    Alguém sabe a razão porque isto está a acontecer?

    • Pity

      20 Abril, 2016 at 16:21

      Também acho estranho e já fiz essa pergunta aquando do GP do Bahrein, mas não obtive resposta. Será que ele está doente? Acontece a todos…

  8. Pity

    20 Abril, 2016 at 17:19

    Resposta ao MVM:
    Eu não sigo ninguém, penso pela minha cabeça, o que não me impede de concordar com outras pessoas, e o que cita, continua a ser a transcrição de respostas, sem as perguntas, porque é isso que interessa. Se fosse uma transcrição da entrevista, com as perguntas e as respostas, não havia tantas reacções, porque tudo estaria contextualizado. Provavelmente as perguntas até foram feitas de forma a provocarem estas respostas. Repare que todos os sites se limitam a transcrever as respostas, por alguma razão é…

    PS: é chato que esta nova plataforma não receba todas as respostas e contra-respostas, obrigando-os a criar novos comentários, mas temos de viver com o que temos…

  9. Frenando_Afondo™

    20 Abril, 2016 at 18:34

    O que acho irónico é que o tio bernie venha dizer que os pilotos deviam é estar calados… Mas depois quando estes abrem a boca para promover a F1 já não há problema em falarem… Ok…

  10. Speedway

    20 Abril, 2016 at 18:43

    Compreendo perfeitamente o desabafo do Hamilton. Começa logo no ano de estreia, onde viu fugir-lhe um campeonato que parecia assegurado, em circunstancias que para mim sempre foram algo duvidosas. Era inconcebível que um rookie, e que não era branco, batesse o campeão do mundo em titulo ( que era o Alonso) e… ganhasse o mundial à primeira, facto que seria único na modalidade. Foi tudo estranho nesse ano (2007) – uma história dumas fotocópias (!!!) da Mclaren ao Ferrari, que levaram a uma multa milionária, o jogo mais ou menos baixo que o Alonso andou a fazer, os problemas mecânicos que afectaram o Lewis nos 2 últimos GPs e que lhe retiraram o titulo, a vitória final do Raikonnenn, caída do céu, etc. Depois, a carreira do Hamilton foi sempre marcada por uma certa má vontade dos “deuses” da F1 – para vencer não lhe bastava ser melhor…tinha de ser muito melhor! Nos anos da Mclaren por exemplo, era penalizado por tudo e por nada, etc. Por isso, em justiça, compreendo as suas palavras, e até acho que, quando ele um dia se for embora, pode sair de cabeça bem alta e com altivez, porque deu mais à F1 do que a F1 lhe deu a ele.

    • RedDevil

      21 Abril, 2016 at 0:58

      Em relação ao ano de 2007 também achei tudo muito “estranho”… a Mclaren podia ter sido expulsa da F1 e não foi (a equipa da Toyota foi expulsa do Mundial de Rallies por muito menos) e aquele final de campeonato “atribulado” foi para a “geringonça” se poder manter…
      Agora em relação às dificuldades que o Hamilton se queixa, bem… quem entra na F1 com a McLaren e com um carro de top, não se pode classificar de entrada dificil. As penalizações… foi como aconteceu a outros, umas vezes justas, outras nem tanto, mas acontece a brancos, pretos, cinzentos, vermelhos ou amarelos…

    • Sr. Dr. HHister

      21 Abril, 2016 at 10:06

      Concordo, apesar de não gostar da vedeta em que se tornou, mas sei separar as coisas.

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