Indy500: Fim da relação McLaren/Alonso? | AutoSport
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
  • Clube Autosport
  • Auto+
  • Urbana
  • Hoteis de Campo
  • Properties
  • E-AUTO
  • Assinaturas
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
AutoSport

Indy500: Fim da relação McLaren/Alonso?

Fábio Mendes by Fábio Mendes
21 Maio, 2019
in F1, FÓRMULA 1, INDYCAR, VELOCIDADE
A A
McLaren F1: Da confusão nasce, finalmente, a luz?

Share on FacebookShare on Twitter

Já todos ouvimos falar de relações que por muito que as partes tentem, não dão certo. A relação da McLaren com Fernando Alonso é um desses casos e o mais recente fiasco na Indy 500 poderá ser o golpe final.

A história de Alonso com a McLaren começou mal. A primeira passagem pela equipa de Woking foi fugaz e depressa se deteriorou. Mas em 2015 deu-se uma improvável reconciliação… Ron Dennis iniciou o processo de recuperação da McLaren que andava à deriva e aproveitou o descontentamento de Alonso na Ferrari. O regresso do espanhol a Woking espantou muitos, mas no fundo qualquer chefe de equipa aproveitaria a oportunidade… afinal Alonso era, e ainda é um dos melhores.

Mas a entrada de Alonso na equipa talvez tenha tido o efeito contrário ao pretendido. A Honda demorou a encontrar o rumo certo e a paciência de Alonso depressa se esgotou. No período em que Alonso esteve na McLaren, a equipa registou as piores épocas e Ron Dennis foi “convidado” a afastar-se.

Artigos relacionados

F1: Laurent Mekies admitiu que esperava “choque de realidade” em Barcelona

16 Junho, 2026

F1: Lewis Hamilton duvidou que voltasse a vencer

16 Junho, 2026

Embora a Honda tenha errado na sua abordagem à F1 moderna, a falta de paciência e a postura da McLaren terá piorado uma situação complicada… isto porque era preciso dar a Alonso um carro capaz. Assim que Alonso saiu da equipa, a pressão diminuiu e os resultados surgiram. Coincidência?

O espanhol entendeu que não conseguiria o desejado tri na McLaren e apontou baterias para a Triple Crown. Zak Brown, agora aos comandos da equipa, e com uma visão mais global, sempre mostrou vontade de alargar o espectro de acção da equipa e, de forma lógica, achou que Alonso seria o embaixador ideal. E associar o nome da McLaren à Triple Crown era também algo apetitoso.

A primeira tentativa na Indy500 foi francamente positiva e apenas o motor Honda (ironia do destino) impediu o espanhol de conquistar um excelente resultado. A conquista de Le Mans foi feita “fora de portas” mas a McLaren, com vontade de entrar na Indy, aproveitou o efeito Alonso para entrar na competição americana. Mas quis entrar pela porta grande, sem a preparação suficiente e saiu vergada a uma humilhante derrota.

Erros crassos com um resultado inevitável

O projecto de entrada na Indy, nunca poderia começar na prova rainha. A lógica ditaria que a entrada no início da época para afinar os pormenores que inevitavelmente teria de ser rectificados era a solução ideal, mas Alonso nunca mostrou vontade de fazer uma época completa na Indy, estando apenas focado na Triple Crown. Mais uma vez a McLaren fez a vontade à Alonso e deu-se mal.

A equipa preparou-se mal e foram cometidos erros inaceitáveis a este nível. A McLaren associou-se à Carlin para o fornecimento do chassis, uma equipa que se iniciou na Indy apenas em 2018. Mais uma vez a lógica mandaria que a McLaren se associasse à Andretti, a quem se juntou em 2017 com sucesso. Mas o grande problema voltou a ser Alonso… A Andretti usa motores Honda e os comentários do espanhol à performance das unidades nipónicas na F1 complicaram o possível negócio.

Além da parceria improvável, a forma como o projecto foi gerido roçou o amadorismo. Segundo consta, a McLaren não tinha volante para o seu carro uma semana antes do teste e teve de ser o próprio Brown a tratar disso com a Cosworth. Seguiram-se problemas eléctricos, azar com o mau tempo e o resultado foi um chassis mal afinado, com apenas um terço do tempo de pista dos homens que conseguiram os primeiros lugares na qualificação.

Mais ainda, o acidente de Alonso terá revelado mais um aspecto chocante da desorganização… Os rumores dizem que o chassis suplente da equipa esteve à espera um mês para ser pintado e que isso atrasou o seu uso depois do acidente. Os erros continuaram e o uso de um sensor errado não detectou um furo no carro do espanhol na qualificação.

A situação ficou tão crítica que se diz que Brown e Gil de Ferran pediram ajuda à Andretti (que tem boas relações com Brown) e que no domingo, Alonso usou suspensões e afinação fornecidas pela equipa americana. As diferenças estão à vista e basta comparar os onboards para ver a diferença.

Apenas alguém como Alonso seria capaz de levar o carro como fez, sem voltar a bater no muro e no domingo vimos que o piloto não precisava de corrigir tanto o carro… ainda assim não foi suficiente e a McLaren foi afastada por uma equipa pequena que também enfrentou problemas.

Será a culpa de Alonso?

Indirectamente sim, mas o espanhol apenas seguiu os seus instintos de querer mais e mais. Quis ser campeão de F1 com a McLaren e entendeu que a curto prazo não o conseguiria enquanto a Honda estivesse por perto. Bateu o pé, conseguiu “expulsar” a Honda, mas quando viu que o problema era mais profundo que apenas uma troca de motor, desistiu da McLaren. Apostou na Indy e a McLaren quis acompanha-lo, mas a equipa não teve capacidade para lhe dar o carro certo. Se Alonso tivesse sido mais ponderado nas críticas à Honda este ano teria tido certamente um carro capaz de vencer, com o apoio da Andretti. Mais uma vez Alonso pagou pela sua postura.

Será a culpa de Zak Brown?

Em parte sim. Brown quis aproveitar o “efeito Alonso” ao máximo mas com isso perdeu o norte. Dispensou a Honda, que agora ocupa a terceira posição do campeonato com a Red Bull e com isso perdeu 100 milhões por ano e o fornecimento exclusivo de motores. Será difícil a McLaren chegar ao título com estes motores, sendo cliente.

Brown nunca escondeu a vontade de apostar noutras competições mas apenas depois de arrumar a casa, no que a F1 diz respeito. Esqueceu as suas palavras e apostou de forma precipitada na Indy, também para aproveitar a boleia do espanhol. Voltou a dar-se mal. Deveria ter consolidado o projecto F1 e só então apostar a sério na Indy. Brown sabe que tem um dos melhores talentos de sempre do automobilismo e quis aproveitar esse facto, mas talvez por causa disso tenha tomado decisões arriscadas que acabaram invariavelmente mal.

Divorcio inevitável?

Não é inevitável mas é o cenário mais plausível e talvez o melhor para ambas as partes. A McLaren não tem capacidade neste momento de dar a Alonso o que ele quer e já vimos que quando tenta dar-lhe isso, tudo corre mal pois é feito à pressa. Alonso estará cansado das sucessivas falhas da equipa britânica e quererá tentar algo diferente, longe dos fantasmas que foram criados nos últimos quatro anos. A relação Alonso/McLaren no papel tinha tudo para ser perfeita. Na realidade revelou-se um pesadelo para ambos, embora tenham tentado com todas as forças remar contra a maré. Talvez seja melhor “dar um tempo” e cada um seguir o seu caminho e talvez o futuro permita uma nova reaproximação. Mas a relação parece de certa forma amaldiçoada e dificilmente dará os frutos desejados.

Fábio Mendes

Fábio Mendes

Em 2013 criei um blog com um grupo de amigos, que me abriu as portas para o fantástico mundo do motorsport e do AutoSport, onde escrevo desde 2017.

Artigos relacionados

Sem categoria

F1: Laurent Mekies admitiu que esperava “choque de realidade” em Barcelona

by Fábio Mendes
16 Junho, 2026
Destaque Homepage

F1: Lewis Hamilton duvidou que voltasse a vencer

by Fábio Mendes
16 Junho, 2026
Next Post
Guia Especial Rali de Portugal

Guia Especial Rali de Portugal

F1, Alain Prost: “Não há construtores que apoiem o regresso dos atmosféricos”

F1: Alain Prost fala do ídolo Lauda

Please login to join discussion
  • Últimas
  • Tendências
  • Comentários

F1: Lewis Hamilton duvidou que voltasse a vencer

16 Junho, 2026
Rotax Max Challenge Portugal: Baltar foi palco da terceira jornada

Rotax Max Challenge Portugal: Baltar foi palco da terceira jornada

16 Junho, 2026

F1, Nico Rosberg: “Assistimos a um momento lendário”

16 Junho, 2026
GP Barcelona TL3: George Russell foi o mais rápido

F1: Mercedes admitiu erro no carro de George Russell

16 Junho, 2026
GP Canadá F1: Hamilton bate Vettel na ‘secretaria’

GP Canadá F1: Hamilton bate Vettel na ‘secretaria’

251
GP Itália F1: Ferrari regressa às vitórias em Monza, 2ª vitória de Charles Leclerc

GP Itália F1: Ferrari regressa às vitórias em Monza, 2ª vitória de Charles Leclerc

196
GP Grã-Bretanha F1: Triunfo de Lewis Hamilton, dobradinha Mercedes

GP Grã-Bretanha F1: Triunfo de Lewis Hamilton, dobradinha Mercedes

177
Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

164

Sobre

Especialistas em automóveis, automobilismo e demais desportos motorizados há 48 anos.

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

António Félix da Costa Armindo Araújo Carlos Sainz Charles Leclerc Dakar Daniel Ricciardo F1 Fernando Alonso Ferrari FIA Fórmula 1 Fórmula E Lando Norris Lewis Hamilton Max Verstappen Mercedes Rali de Portugal Red Bull Sebastian Vettel Sébastien Loeb Sébastien Ogier WEC WRC

Grupo AutoSport

AutoSport
AutoMais
Clube Autosport

  • Purchase Now
  • Features
  • Demo
  • Support

© 2025 Autosport copyright

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Login
  • Sign Up
  • CLUBE AUTOSPORT
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • HISTÓRICO
  • AUTO+
  • ASSINATURAS

© 2025 Autosport copyright