GP Itália F1, Nyck de Vries: “ninguém nos pode tirar estes pontos”
Nyck de Vries estava a tomar sentado a tomar café no sábado de manhã quando da Williams surgiu a mensagem que iria substituir Alexander Albon, que estava com uma apendicite, no resto do fim de semana. O piloto neerlandês fez um bom trabalho na qualificação e beneficiou das muitas penalizações na grelha de partida para arrancar do oitavo posto. Terminou a sua primeira corrida de Fórmula 1 no nono lugar, somando 2 pontos importantes para a equipa de Grove, que tem pela frente a difícil tarefa de sair da última posição da classificação.
Sobre a sua corrida, de Vries considera que manter a posição em pista no arranque foi um fator chave para o resultado final.
“O meu arranque não foi bom, mas foi suficiente para manter a posição. Penso que a chave foi entrar no ritmo desde início e não perder a posição porque depois os pneus ficam sujos, e ficamos logo em desvantagem”, começou por dizer o piloto neerlandês, que foi piloto da Mercedes na Fórmula E nas duas últimas épocas, tendo conquistado o título mundial da disciplina em 2020/2021. “Foi por isso que fiquei muito contente com a nossa estratégia e com a forma como a cumprimos. O ritmo foi realmente bom, o carro estava ótimo e fizemos pequenos ajustes desde o primeiro ‘stint’ para o segundo”.
O piloto da Williams recebeu uma repreensão do colégio de comissários após a corrida, por ter efetuado uma travagem forte enquanto a corrida estava em período de Safety Car, mas manteve os pontos conquistados. “Pedi uma grande ajuda à equipa sobre como lidar com as ferramentas do carro para influenciar o equilíbrio. Sei que fomos um pouco beneficiados com as penalizações na grelha e os abandonos durante a corrida, mas já ninguém nos pode tirar estes pontos”, concluiu.
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Cágado1
11 Setembro, 2022 at 20:03
Agora é só a Williams deixar o Latifi e ficares até ao fim de 2022, para mostrares o que vales.
Pity
11 Setembro, 2022 at 23:32
Devia haver uma regra que obrigasse o campeão de F2 a ter vaga na F1, no ano seguinte e durante toda a época. Depois, contava a competência demonstrada.
Ah, pois sim, mas as vagas, blá, blá, blá. Simples, ocuparia o lugar do último classificado do ano precedente. Por exemplo: o último classificado deste ano, entre os pilotos titulares, teria de dar lugar ao campeão de F2 em 2023.
Com esta regra, De Vries teria entrado na F1, este ano o Piastri estaria ao lado do Schumacher na Haas e não teria sido preciso uma guerra para chutar o Mazepin.
Não será a melhor solução, mas seria uma solução viável.
Miguel Costa
11 Setembro, 2022 at 20:45
Quantos mais pilotos são precisos para demonstrar a mediocridade do Latifi?
...
11 Setembro, 2022 at 21:17
Corridão! Para os que dizem que DeVries não tem valor para a F1 tomem lá disto!
Cágado1
11 Setembro, 2022 at 21:48
É relativamente óbvio que o de Vries tem valor para a F1, mas há centenas de outros pilotos que tinham valor para a F1 e ficaram pelo caminho. O de Vries teve a sorte de sorte acompanhado desde os karts pela McLaren, quando chegou ao shoot-out com o Norris na F2 – que ele próprio declarou que era de era de vida ou morte – perdeu e ganhou o Norris. Ficou pelo caminho e não lhe adiantou nada ganhar a seguir – há oportunidades que só surgem uma vez na vida. Às vezes tb há sorte e a apendícite do Albon pode ter sido a sorte dele, talvez tenha uma segunda hipótese. Tem valor para isso.
...
11 Setembro, 2022 at 22:17
Sempre achei que de Vries merecia uma hipótese na F1, quanto mais não fosse para poder mostrar o que vale. O resultado de hoje foi uma bela resposta para os que dizem: “só ganhou a F2 no 3º ano”.
Frenando_Afondo™
12 Setembro, 2022 at 2:04
Façam favor de meter De Vries no segundo Williams… Mais um piloto que mostra que Latifi não tem lugar na F1. Se não for o De Vries, pelo menos dêem oportunidade a outro rookie qualquer porque o Latifi já está a mais.
Danny Ric Fan Club
12 Setembro, 2022 at 10:36
Curiosamente, acho que a imagem do Albon também fica prejudicada na comparação com este shootout do Nyck de Vries. Que o Latifi não é grande espingarda, já todos o sabemos (embora haja a questão da inadaptação ao carro, que é uma desculpa para os desempenhos medíocres de uns e um pretexto para malhar noutros). Mas a facilidade com que o de Vries sentou no carro e conquistou os pontos – e só não fez melhor por ter ficado num comboio de DRS – contrasta com as prestações erráticas do Albon, que nunca me pareceu grande piloto mas beneficia da imagem de «talento triturado» pela Red Bull e, com isto, goza uma simpatia que as prestações em pista não justificam.
Cágado1
12 Setembro, 2022 at 12:48
Sem desmerecer a performance do de Vries, é só olhar para o desempenho do Albon nos 2 treinos livres que fez e ver que tb ele estaria muito bem colocado para chegar aos pontos (e provavelmente à Q3). Não fica a perder na comparação com o de Vries em Monza, mas claro que tem outra experiência da F1 e do Williams.