GP França F1: Será que a Mercedes se ‘junta’ a Red Bull e Ferrari em Paul Ricard?
A 12ª prova do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2022 leva equipas e pilotos à região de Marselha, e ao Circuito Paul Ricard, casa do Grande Prémio de França. Das 247 variações de pista disponíveis no circuito de Le Castellet, a configuração utilizada para a Fórmula 1 proporciona normalmente muitas disputas, e este ano, com os novos monolugares, espera-se ainda mais emoção em pista.
Definido por longas retas, o primeiro sector do circuito termina num complexo de baixa velocidade que requer agilidade e boa tração à saída das curvas para a zona de alta velocidade até às Curvas 7 e 8, enquanto a sequência mais rápida após a curva de Signes coloca muita ‘energia’ nos pneus.
A vitória de Charles Leclerc na Áustria, há quinze dias, significa que chega a Le Castellet depois de diminuir a diferença para o líder do campeonato, Max Verstappen, que é de 38 pontos.
A desistência de Sergio Pérez em Spielberg significou descer para terceiro na classificação, 21 pontos atrás de Leclerc. No Campeonato de Construtores, a Red Bull Racing, com 359 pontos, sobrepõe-se à Ferrari por 56 pontos, enquanto a Mercedes está 66 pontos atrás da marca italiana.
Este deverá ser o último GP de França em alguns anos, pois o contrato termina este ano e não há quaisquer sinais que vá ser renovado.
O calor pode ser um grande problema este fim de semana, as equipas estão muito preocupadas com o extremo calor que deve rondar os 40º e no asfalto, 60º Celsius, o que significa também muito trabalho na preservação dos pneus e na mecânica dos carros.
A Red Bull trabalhou sobre as dificuldades da sua corrida da Áustria, e quer agora regressar ao ‘normal’, enquanto a Ferrari ainda pondera se vale a pena trocar o motor no Ferrari F1-75 de Carlos Sainz, o que, caso suceda, significa penalização imediata, pois será a quarta unidade utilizada do ano.
Espera-se que este ano, com os novos carros se possa ultrapassar um pouco melhor que nos anos anteriores, em que essa manobra foi muito difícil nesta pista.
A Ferrari quer continuar na senda dos triunfos, levou para Paul Ricard um novo fundo para o F1-75, com novos canais Venturi.
Em termos gerais, os carros começam a atingir o seu ponto mais alto em termos de evoluções, não só porque o teto orçamental não permite muito mais às equipas, como também estas querem começar já a olhar para os carros de 2023.
Este ano, até aqui tem havido muitas e boas lutas em pista e na segunda metade do ano, quando tudo se decide a tendência é que as coisas ‘apertem’ ainda mais e as lutas sejam ainda mais intensas.
Verstappen lidera destacado, pelo que sabe, que se não der para ganhar, vai tentar somar o máximo que pode, tal como fez na Áustria em que cedeu apenas cinco pontos a Charles Leclerc.
A Mercedes traz novo bico com uma maior abertura, Paul Ricard é um circuito que se adequa melhor aos Mercedes, que podem este fim de semana estar mais (ou mesmo totalmente) na luta pela vitória.
Os Alpha Tauri recebem uma grande evolução, esperando-se que possam fazer bem melhor do que têm feito, já que nos construtores estão bem atrás da Alfa Romeo/Ferrari e Haas/Ferrari.
A McLaren e a Alpine chegam a Paul Ricard empatadas no quarto posto dos construtores, com 81 pontos, e tendo em conta que desde o Mónaco a equipa de Enstone se tem sempre sobreposto à McLaren, espera-se que em casa faça o mesmo, mas o melhor piloto da McLaren, Lando Norris, está bem na frente do melhor piloto da Alpine, Esteban Ocon, porque a fiabilidade tem traído vezes demais Fernando Alonso.
Espera-se neste caso muita e boa luta em pista entre estes quatro carros, partindo do princípio que Daniel Riccardo consegue fazer melhor do que tem feito. Para que se perceba melhor os seus problemas, Lando Norris tem 64 pontos, Ricciardo, 17…
Neste momento não se sabe se a Mercedes vai estar perto (ou igualar) a Red Bull e a Ferrari, quem vai sobressair na luta McLaren/Alpine é para já uma incógnita, mas na luta pelos pontos é certo que vão estar os Alfa Romeo (apesar de não terem pontuado nas duas últimas corridas), e a Haas. Esta última esteve muito acima do habitual na Áustria, onde tanto Mick Schumacher como Kevin Magnussen pontuaram. A Haas obteve 14 pontos no Red Bull Ring, tantos como o Alpine.
A Alpha Tauri pode não ter marcado pontos nas últimas três corridas, mas espera trazer algumas coisas de Paul Ricard com a nova evolução. Ainda mais porque Pierre Gasly corre em ‘casa’.
A Aston Martin interrompeu na Áustria uma sequência em que pelo menos um carro terminava nos pontos, o que na verdade só lhes sucedeu uma vez este ano, em Imola.
Vamos ver, já nos treinos livres quais são os primeiros sinais para o fim de semana…
Horário
Sexta-Feira, 22 Julho
Treino livre 1 13:00 – 14:00
Treino livre 2 16:00 – 17:00
Sábado, 23 Julho
Treino livre 3 12:00 – 13:00
Qualificação 15:00 – 16:00
Domingo, 24 Julho
Corrida 14:00




